<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229</id><updated>2011-09-17T07:37:59.841-03:00</updated><category term='conspirações mundiais'/><category term='férias'/><category term='delírio'/><category term='mão'/><category term='sandálias'/><category term='viagem'/><category term='auto-crítica'/><category term='Marisa Monte'/><category term='a Regina'/><category term='outono'/><category term='quem sou eu'/><category term='livros'/><category term='etc'/><category term='computadores'/><category term='imaginação'/><category term='amor'/><category term='Elis'/><category term='casamento'/><category term='EUA'/><category term='patinetes'/><category term='terrorismo'/><category term='eu'/><category term='paixão'/><category term='bobagens'/><title type='text'>Divagar divagarinho</title><subtitle type='html'>Sou talvez a visão que Alguem sonhou,
Alguem que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>302</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1412650196673552947</id><published>2011-06-19T03:16:00.000-03:00</published><updated>2011-06-19T03:25:42.042-03:00</updated><title type='text'>Jaelle</title><content type='html'>"Magda, já pensou alguma vez que talvez o mundo não esteja destinado a ser um lugar melhor? Talvez continue do jeito como é, a fim de que as pessoas possam escolher o que é realmente importante." (Marion Zimmer Bradley, Cidade da Magia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1412650196673552947?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1412650196673552947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1412650196673552947&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1412650196673552947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1412650196673552947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/06/jaelle.html' title='Jaelle'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2446818358784820286</id><published>2011-06-17T00:03:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T00:03:14.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é que eu não goste mais, pelo contrário. Mas devo deixar prá lá. Não posso obrigar ninguém a me incluir em seus planos, seu futuro, nem em seu coração. Não é que eu não tenha nada a oferecer - mas apenas não tenho nada que seu coração queira. Não posso deixar-me de lado por você, nem você pode deixar-se de lado por ninguém, assim espero. Não caibo em suas medidas e não são elas - e tampouco eu - que estão erradas: você tem seus critérios e eu não me encontro em nenhum deles; é simples. Não quero evitar a dor, a frustração nem a saudade - só quero evitar que venham em doses cavalares. Mas, além disto, quero imensamente evitar que você se transforme, dentro de mim, em uma má lembrança e em um indesejável sentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2446818358784820286?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2446818358784820286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2446818358784820286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2446818358784820286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2446818358784820286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/06/nao-e-que-eu-nao-goste-mais-pelo.html' title=''/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3980093869024192133</id><published>2011-03-08T10:40:00.001-03:00</published><updated>2011-03-08T10:49:27.412-03:00</updated><title type='text'>Hipátia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gora_(filme)"&gt;Alexandria &lt;/a&gt;é um filme sobre como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%A1tia"&gt;Hipátia &lt;/a&gt;morreu por causas políticas alheias a ela. Cristãos, judeus e pagãos vivem na Alexandria entre o final dos anos 300 e o início dos 400, e essa convivência é, digamos, harmonicamente tensa, até que &lt;i&gt;todos briga&lt;/i&gt;, os cristãos destroem a biblioteca de Alexandria, depois a convivência pacífica juntamente com a tolerância religiosa e, por último, o Império Romano (o que não aparece no filme, mas foi assim, assumindo as rédeas das cidades, que o cristianismo, tanto para bem quanto para mal, assumiu o legado do já convalescente Império Romano e veja o filme porque ele é bom).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No filme, nenhum credo é tratado como santo ou vítima. Todos sofrem algum tipo de desrespeito e todos reagem de maneira desproporcional à ofensa sofrida. Os cristãos, porém, aparecem como levemente piores. Porque eles provocam. Eles não atiram a primeira pedra, mas irritam tanto que fazem com que os outros atirem, e depois não dão a outra face (um dos personagens, cuja morte foi o estopim da morte de Hipátia, responde que não devemos querer nos igualar a Deus, depois de um escravo dizer que uma pessoa o perdoou, mas ele próprio não consegue perdoar esta mesma pessoa...). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não duvido que apareçam pessoas para dizer que o cristianismo é, hoje, do mesmo jeito que é apresentado no filme, e também que apareçam pessoas para dizer que o filme é um libelo anticristão. Essas pessoas se merecem e certamente ficarão muito felizes discutindo entre si, mas cada um faz do seu tempo o que preferir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho que, da parte do cristianismo, o filme retrata um problema sério, uma variante do joio que vai crescendo junto com o trigo, digamos. Talvez uma ou duas variantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma delas é o excesso de zelo cristão que não raramente decai em cristianizar à força o maior número de pessoas possível. “Cristianizar”, e não evangelizar, catequisar ou converter. Aliás, cristianizar coisas é bom, mas fazê-lo à força não. Chamo de cristianizar essa transformação da cultura vigente em uma cultura em conformidade com o cristianismo. Tudo bem que a sociedade achasse por bem virar cristã, mas tudo mal que isso ocorra de maneira violenta e desleal, e isso o cristianismo soube fazer muito bem. Quando se fala em igreja santa e pecadora, essa parte corresponde ao pecadora. E o problema não é o excesso de zelo, e sim a crença de (espero que) alguns poucos cristãos em que todos à sua volta são obrigados a serem cristãos e a agirem como tal. Aí ao invés de zelar por si, às vezes acaba-se por zelar pelos outros, sem levar em conta a concordância deles em serem assim zelados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí entra outro joio, ou pelo menos outra coisa que para mim é um mal recorrente. O cristianismo virou uma espécie de PMDB, sempre infiltrado no poder temporal. Certamente os fins do cristianismo são bem mais nobres do que os do PMDB, mas as consequências, se já são incômodas para quem não é cristão (pois muitas vezes precisam viver como se assim fossem), são ainda piores para o cristianismo. O cristianismo não deve ficar distante da vida e nem do poder político, como querem alguns. Mas também não pode cristianizar a sociedade à força de leis. Que o aborto, por exemplo, seja pecado, tudo bem. Mas impedir pecados, por piores que sejam, por meio de leis que afetam todos, cristãos e não-cristãos, é um tipo de opressão que Deus, por exemplo, não impôs às pessoas (porque Deus não endossa nem estimula pecados, mas os coíbe pedindo que não sejam cometidos, e não impedindo que sejam cometidos – mesmo que hajam penas temporais consequentes de pecados, a própria ocorrência destas penas atesta que Deus pede que não se peque, mas não impede que se peque). Longe de mim sugerir à Igreja que abandone seus meios de ação. Se as pessoas quiserem cristianizar os povos por meio de leis civis, por mim tudo bem. Mas é uma atitude estratégica e espiritualmente contraproducente. Defendo tanto o direito de quem não é cristão se debater contra a imposição de leis fundamentadas exclusivamente em critérios cristãos, quanto o direito de cristãos tentarem legalizar civilmente princípios religiosos (política é isso aí, diversos interesses em conflito), mas por mais que eu apoie os princípios cristãos, não aprovo que valham para todos por força de leis civis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As duas modalidades de joio, o excesso de zelo e a infiltração no poder temporal, são na verdade duas coisas intrinsecamente ligadas, e não seriam, por si só, problemáticas. O problema consiste apenas na manifestação da tendência à oprimir os outros que, infelizmente, não é exclusiva do cristianismo (e também não é característica do cristianismo, só para esclarecer).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No fim das contas, o que matou Hipátia foi o bom e velho desprezo pela liberdade, que há anos mata mais por muito menos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3980093869024192133?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3980093869024192133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3980093869024192133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3980093869024192133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3980093869024192133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/03/hipatia.html' title='Hipátia'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6311317447300069250</id><published>2011-03-01T10:24:00.002-03:00</published><updated>2011-03-01T10:32:03.390-03:00</updated><title type='text'>Mostra do cinema francês contemporâneo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="Section1"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*SESC SÃO LEOPOLDO CONVIDA:* &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*MOSTRA DO CINEMA FRANCÊS CONTEMPORÂNEO *&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; A Mostra do Cinema Francês Contemporâneo foi uma iniciativa que integrou as comemorações do Ano da França no Brasil, em 2009, e que em função da sua ótima repercussão,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;será promovida em São Leopoldo pelo *Arte Sesc –Cultura por toda parte*. O objetivo da mostra é proporcionar o acesso a obras contemporâneas e o diálogo entre artistas, intelectuais e o público em geral. A curadoria dos filmes foi feita pela tradicional revista Lês Cahiers Du Cinéma, promotora histórica da reflexão sobre a arte do cinema.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; *Local: Sala de Cinema do Centro Cultural José Pedro Boéssio (&lt;a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;amp;source=s_q&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;geocode=&amp;amp;q=r+osvaldo+aranha,+934,+s%C3%A3o+leopoldo&amp;amp;sll=-14.239424,-53.186502&amp;amp;sspn=40.825232,56.513672&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;hq=&amp;amp;hnear=R.+Osvaldo+Aranha,+934+-+Centro,+S%C3%A3o+Leopoldo+-+Rio+Grande+do+Sul,+93010-040&amp;amp;ll=-29.762757,-51.148288&amp;amp;spn=0.009109,0.013797&amp;amp;z=16"&gt;Rua Osvaldo Aranha, 934&lt;/a&gt;)* *&lt;b style=""&gt;Horário&lt;/b&gt;: 19h* *Entrada Franca* *Apoio: Secretaria Municipal de Cultura de São Leopoldo* *Realização: SESC RS*&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt; &lt;b style=""&gt;*Programação:*&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;*&lt;b style=""&gt;01/03&lt;/b&gt; (TER)*&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;*A Esquiva *&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;*L'esquive* (2003). De Abdellatif Kechiche - Comédia dramática -Duração 117’.&lt;br /&gt;Em um conjunto habitacional no subúrbio parisiense, um anjo passa declamando apaixonadamente versos da peça "Le jeu de l'amour et du hasard". É Lydia, embalada por Marivaux e às voltas com os ensaios do espetáculo a ser montado por sua turma de sala de aula para as festividades da escola. Já Abdelkrim, apelidado de "Krimo", no auge de seus 15 anos, é arriado pela sua colega de sala. Ele que se arrasta levando seu tédio pelas quebradas suburbanas em companhia de sua galera, descobre repentinamente o amor. Mas Krimo não é do gênero expansivo além de ter que manter a fachada.Então como se declarar à garota sem perder a pose? Uma solução se impõe: corromper seu amigo Rachid, parceiro de cena com Lydia, para obter o papel de Arlequim. O que Krimo não ousa dizer, Marivaux o fará em seu lugar! Mas a astuciosa manobra torna-se verdadeira odisséia para Krimo, apavorado com a amplitude do texto e as exigências implacáveis de sua professora de francês. Kim encontrará as palavras a serem ditas antes que o boato, as ciumeiras e as inimizades não se metam em seu caminho?&lt;div class="Section2"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*&lt;b style=""&gt;03/03&lt;/b&gt; (QUI)* *Até já * *A tout de suite* (2004). De Benoit Jacquot - Drama - Duração 95’.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao desligar o telefone depois de um "até já" do namorado, ela sabe muito bem sem saber ainda aquilo que ela nem imaginava: aquele que ela ama, aquele "príncipe" de parte alguma é um bandido. Ele acaba de cometer um assalto, há mortos. Estamos nos anos 70, ela tem 19 anos e, como num sonho acordado, salta do espaço restrito do apartamento paterno - de longos corredores, num belo bairro - e mergulha de cabeça numa geografia fugitiva - da Espanha para o Marrocos e para a Grécia - passando de uma vida de garota normal para vida que ela escolheu, com suas delícias e conseqüências.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*&lt;b style=""&gt;15/03&lt;/b&gt; (TER)* *Assassinas* *Meurtrières* (2005). De Patrice Grandperret - Drama - 97’. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O encontro de duas jovens normais e um pouco frágeis. Entre elas, uma identicacação imediata. Juntas, elas são fortes, eufóricas. Sem muita sorte, nem muito dinheiro, elas têm apenas seus sonhos. Duas jovens em busca do amor. Cada instante que passa, cada encontro lhes fecha um pouco mais as portas de um mundo que elas não têm as chaves. Com nada no bolso, não se vai longe, ou diretamente muito longe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*&lt;b style=""&gt;17/03&lt;/b&gt; (QUI)* *De volta à Normandia * *Retour en Normandie* (2006). De Nicolas Philibert. Documentário – Duração 113’. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em 1975, Nicolas Philibert foi assistente de direção de René Allio em Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão, baseado num crime local descrito em livro pelo filósofo Michel Foucault. Filmado na Normandia, a alguns quilômetros de onde aconteceu o triplo assassinato, o traço mais especial do trabalho de Allio era o fato de que todos os personagens do filme foram interpretados por camponeses da região. Trinta anos depois, Philibert retorna à Normandia para reencontrar estes atores de ocasião, personagens da vida real.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*&lt;b style=""&gt;22/03 &lt;/b&gt;(TER)* *O Último dos Loucos* *Le dernier des fous* (2006). De Laurent Achard - Drama – Duração 96’. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É verão e começo das férias. Martin tem onze anos, vive na fazenda de seus pais e observa, desamparado, a desunião de sua família: sua mãe vive enfurnada em seu quarto, seu irmão mais velho, que ele adora, se afoga no álcool, e seu pai é dominado pela avó. O menino assiste a um desastre familiar. Mas Mistigri, seu gato, e Malika, uma amiga marroquina procuram lhe reconfortar de alguma forma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;*&lt;b style=""&gt;29/03&lt;/b&gt; (TER)* *Povoado number one* *Bled Number One *(2006).* &lt;/span&gt;*De Rabah Ameur Zaïmeche - Drama – Duração 100’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mal saiu da prisão, Kamel é expulso da França para seu país de origem, a Argélia. Este exílio forçado o leva a observar com lucidez um país em plena transformação dividido entre o desejo de modernidade e o peso das tradições ancestrais. **&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*&lt;b style=""&gt;31/03&lt;/b&gt; (QUI)* *A França * *La France* (2007). De Serze Bozon - Drama - Duração 102’. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No outono de 1917, a guerra prossegue. A milhas de distância do campo de batalha, a jovem Camille leva uma vida marcada pelas notícias que seu marido manda do front. Um dia ela recebe uma carta em que ele termina com o casamento. Desnorteada e determinada a continuar a qualquer custo, Camille decide se disfarçar de homem para encontrá-lo. Ela segue direto ao front de guerra, cortando caminho pelos campos para evitar as autoridades. Numa floresta, passa por um pequeno grupo de soldados que não suspeita de sua identidade. Ela os segue e assim embarca numa nova vida e, conforme os dias e as noites passam, descobre o que nunca poderia imaginar, o que seu marido nunca lhe contou e o que seus novos companheiros irão evitar lhe mostrar: a verdadeira França.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*&lt;b style=""&gt;05/04&lt;/b&gt; (TER)*&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;*Tudo Perdoado * *Tout est pardonné* (2007). De Mia Hansen-Løve - Drama - Duração 95’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Victor vive em Viena com Annette, sua esposa e sua filha Pamela. É primavera. Fugindo do trabalho, Victor passa os dias fora, brinca com a filha e vadia no Parque. Apaixonada, Annette está confiante que ele se ajeitará. Mas Victor não abandona os maus hábitos e acaba se apaixonando por uma jovem junkie. Onze anos depois, Pamela descobre que o pai vive na mesma cidade e decide vê-lo novamente.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;*--&lt;br /&gt;Fernanda Fernandes&lt;br /&gt;Agente de Cultura e Lazer SESC São Leopoldo&lt;br /&gt;ffernandes@sesc-rs.com.br&lt;br /&gt;(51) 3592 2129&lt;br /&gt;*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6311317447300069250?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6311317447300069250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6311317447300069250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6311317447300069250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6311317447300069250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/03/mostra-do-cinema-frances-contemporaneo.html' title='Mostra do cinema francês contemporâneo'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7225392938360581541</id><published>2011-02-28T12:16:00.004-03:00</published><updated>2011-02-28T12:55:41.965-03:00</updated><title type='text'>O tirano que comprou o Ocidente</title><content type='html'>&lt;div&gt;Se você quiser saber com base em que estou escrevendo isso, leia&lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/reportajes/tirano/compro/Occidente/elpepusocdmg/20110227elpdmgrep_1/Tes"&gt; esta reportagem&lt;/a&gt; no El País, em espanhol, que foi de onde eu tirei o título deste post.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O presidente promovido somente agora a ditador da Líbia, Khadafi, tem todas as razões do mundo para se sentir seguro da manutenção do seu poder. Não que seja uma atitude prudente, com meio mundo (aka Europa e EUA) atrás dele; e não que não saibamos que isto é jogo de cena, pois duvido que ele esteja tão tranquilo assim, mas deve estar muito longe de não ter mais esperanças de manter-se no poder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal de contar, ele tem investimentos em todo o mundo, e não são investimentos mirradinhos, como se pode ler na reportagem do El Pais. Seria de se esperar que qualquer pessoa, empresa ou país que tenha negócios com ele esquecesse, na hora, os prejuízos que acarretariam a perda de seu poder, e o acesso do ditador às suas posses. Mas só agora, há poucos dias, bloquearam os bens do ditador, e de maneira geral só agora perceberam que ele era um cara malvado. Até bem pouco tempo atrás, era um grande parceiro do desenvolvimento econômico mundial. Isso quer dizer que demorou para desconfiarem de um homem tão nobre assim (um grande investidor), e demorou muito para que se combatesse o prejuízo humano às custas do prejuízo financeiro - pois, até então, evitava-se o prejuízo financeiro às custas do prejuízo humano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daqui a pouco, um "pouco" eventualmente muito longo (quando uma ditadura passa a se alongar demais?) ele cai, afinal a Líbia não é a China. Mas o que eu me pergunto é quantos Khadafis deve haver pelo mundo. Ou quantos Khadafis menores pode haver pelo mundo, Khadafis em governos regionais dentro de um país, Khadafis presidindo empresas mais ou menos poderosas, Khadafis municipais, Khadafis de bairro... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tenho uma teoria de que, quando Hitler morreu, aquele receptáculo de intenso nazismo que era o Führer explodiu em diversos pequenos Hitlers, como se todo o nazismo concentrado no ditador tivesse se espalhado, gerando não líderes capazes de convencer as massas a nazificar um país, mas hitlerzinhos, cujos representantes mais expressivos talvez sejam os skinheads-espancadores, mas essa micro-hitlerização expandiu-se em diversos pequenos Hitlers, em pequenos atos nazistinhas, às vezes muito pequenos e quase imperceptíveis. Pois bem, temo que já haja uma khadafização no mundo, repleto de pequenos khadafis e, o que é pior, talvez o próprio Khadafi seja, no fim das contas, apenas um imitador de tantos outros que vieram antes dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7225392938360581541?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7225392938360581541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7225392938360581541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7225392938360581541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7225392938360581541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/o-tirano-que-comprou-o-ocidente.html' title='O tirano que comprou o Ocidente'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6788422452786018453</id><published>2011-02-27T21:31:00.002-03:00</published><updated>2011-02-27T21:37:09.188-03:00</updated><title type='text'>Sandubão</title><content type='html'>Para que eu possa escrever neste blog, precisam ocorrer três eventos ao mesmo tempo: assunto, inspiração, computador, internet e tempo. Ok, são cinco eventos então. Por isso, minha tendência é sempre passar longos períodos sem postar e, num dado momento, escrever cinco ou seis textos diferentes tudo no mesmo dia. E eles podem ter algo a ver uns com os outros ou não.&lt;div&gt;Por exemplo, agora, eu só queria deixar registrado o mravilhoso sanduíche que eu vou comer, de pimentão verde, cebola e azeite de oliva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um sanduíche tão bom que eu achei que merecia ser mencionado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6788422452786018453?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6788422452786018453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6788422452786018453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6788422452786018453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6788422452786018453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/sandubao.html' title='Sandubão'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2304432892708154300</id><published>2011-02-27T20:50:00.002-03:00</published><updated>2011-02-27T21:29:53.228-03:00</updated><title type='text'>Geometria</title><content type='html'>Li uma vez em algum lugar, acho que em uma entrevista de Deleuze (talvez o Abecedário, não sei), que direita e esquerda não existem, e nem nunca existiram.&lt;div&gt;Por outro lado, eu leio muitas manifestações de inflado orgulho em pertencer ou à esquerda ou à direita, e de infladas acusações, ora contra a esquerda-comunista-abortisa-homossexualista-ateísta-etceteraísta, ora contra a direita-conservadora-quadrada-entreguista-elitista-opressora-etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A verdade é que todos estão certos (hehe), pelo menos em parte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal de contas, existe sim esquerda e direita. A Vera Guasso é de esquerda, a Kátia Abreu é de direita, são fatos inegáveis e essas duas mulheres são prova de que existe esquerda e direita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ocorre que entre esses dois lados existe também o centro, e o PMDB é a prova disto - embora o PMDB seja na verdade unilateral, porque ele está nos dois lados ao mesmo tempo (e acho que também sob o mesmo aspecto, Aristóteles) e esses dois lados são a mesma coisa para o PMDB; enfim, apesar do PMDB existe um centro, que pode estar mais à esquerda, ou mais a direita, ou ser mais centrista mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além do centro, da esquerda e da direita, existem as posições à esquerda da esquerda, e à direita da direita. Até aqui temos cinco posições, e o que me entristece é a falta de criatividade da política brasileira em criar posicionamentos. São quase trinta partidos e todos eles se encaixam, aparentemente, nessas cinco posições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A minha reclamação é: apesar de gostar que haja esquerda, direita e suas variações, a política não deveria resumir-se a esta lateralidade unidimensional. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lateralidade é essa coisa de direita e esquerda (uma pessoa que não associa o lado o corpo com o nome do lado, por exemplo, tem problemas com a lateralidade - eu, por exemplo), e é unidimensional como uma linha, sempre correndo de lá para cá e de cá para lá, como a equilibrista da música.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As alternativas de posicionamento político ficam, assim, pobres, e essa é, na minha opinião, uma das causas do empobrcimento político no país: esquerda, centro, direita, centro, esquerda, centro, direita... minha avó tem uma máquina de tricô que faz a mesma coisa: tem um carrinho que percorre todo o comprimento de uma das laterais da máquina, onde estão um monte de agulhas e sabe Deus como desse vai-e-vem do carrinho surge uma manta, um blusão ou, antigamente, uma polaina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se esquerda, centro e direita bastam ao tricô para que ele faça roupas maravilhosas (pelo menos minha avó fazia coisas maravilhosas nessa máquina, mas agora ela está com Alzheimer), talvez não baste para a política.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que nunca deixe de haver esquerda, centro, direita e suas variantes. Mas espero, também, que existam partidos além dessa linha, e que esse partidarismo linear possa virar uma área, um cubo, uma esfera, sei lá, que além de linhas partidárias haja também polígonos, poliedros partidários.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2304432892708154300?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2304432892708154300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2304432892708154300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2304432892708154300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2304432892708154300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/geometria.html' title='Geometria'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3162168257371939218</id><published>2011-02-27T20:26:00.002-03:00</published><updated>2011-02-27T20:50:13.171-03:00</updated><title type='text'>Comorbidade</title><content type='html'>Existem coisas que se faz de um modo que não se deveria fazer e, se algo sai errado por causa dos outros, ainda assim irão culpar quem estava fazendo as coisas de modo errado, e não os outros que botaram tudo a perder. Atravessar fora da faixa de segurança, por exemplo, está errado, mas mesmo assim milhares de pessoas fazem isso todo o dia, e se alguém é atropelado fora da faixa, alguém vai aparecer para dizer "é, mas tava fora da faixa", apesar de a prudência na direção ser necessária independente de haver uma faixa ou não.&lt;div&gt;O exemplo pode ser ruim, mas de qualquer forma não se aplica ao &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,motorista-que-atropelou-ciclistas-deve-se-entregar-na-2,685303,0.htm"&gt;atropelamento criminoso&lt;/a&gt; dos ciclistas do Massa Crítica em Porto Alegre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que eles não tivessem avisado a EPTC (mas avisaram), mesmo que houvesse espaço para deixar o carro passar (mas não tinha), mesmo que eles tivessem xingado o motorista, sido chatos, implicantes ou gritado "Sai daqui mané, tu não vai passar!" (mas duvido que tenha acontecido qualquer dessas coisas) - o que quer que tenha havido, nada justifica passar por cima, absolutamente nada. E nada justifica a EPTC tentar colocar a culpa nos próprios ciclistas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessas áreas médicas existe uma situação chamada de comorbidade, que é quando uma pessoa tem duas (ou mais) doenças ao mesmo tempo, sem que uma seja causa de outra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esses dois espisódios, o atropelamento e a reação abissalmente incompetente e tola da EPTC, são uma espécie de comorbidade também: duas atitudes doentias, um atropelamento e uma tentativa (pífia) de jogar a culpa na vítima, que aconteceram ao mesmo tempo e incidiram sobre as mesmas pessoas (os ciclistas), sem que uma atitude doentia seja a causa da outra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A menos, é claro, que a EPTC tivesse alguma intenção de proteger o motorista das consequências do que fez, e eu não conheço o termo para uma doença que causa a outra. Mas torçamos, pelo menos eu torço, para que seja mera comorbidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3162168257371939218?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3162168257371939218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3162168257371939218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3162168257371939218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3162168257371939218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/comorbidade.html' title='Comorbidade'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4911921173672413213</id><published>2011-02-27T16:25:00.010-03:00</published><updated>2011-02-27T17:31:09.600-03:00</updated><title type='text'>Tiririca</title><content type='html'>Eu não me recordo quando foi que Boris Casoy "deixou escapar" seu desprezo para com os lixeiros que desejavam felicidades ao público da Band, mas me recordo da indignação, relativamente expressiva, que isto causou na época. Uma indignação mais do que justificada, pois desprezar alguém baseando-se em sua profissão não é diferente de desprezar alguém por conta de sua cor, nacionalidade, orientação sexual, religião, gênero, etc. Como estamos em um país livre, as pessoas tem liberdade de desprezarem quem quiserem pelo motivo que for, mas eu também me dou liberdade para supor a mentalidadezinha medíocre que sustenta um desprezo baseado no que foi mencionado na frase anterior. Bom, agora você já sabe o que o Boris despreza e o que eu desprezo também.&lt;div&gt;Mas a minha intenção era mesmo falar do Tiririca. Para mim, a única coisa divertida que ele fez foi Florentina, e se nunca tivesse feito, também não faria falta (besteira por besteira, a Eguinha Pocotó é bem mais engraçada, mas não quero tirar os méritos da Florentina). E que ele tenha sido indicado para a Comissão de educação da Câmara dos Deputados, por mim, também tanto faz. Eu sei que eu deveria me importar mais com quem compõe cada comissão no Congresso, mas o fato é que eu não faço a menor idéia de quem sejam seus componentes - a minha atenção política não vai tão longe assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas todo este celeuma por causa da indicação do Tiririca para esta comissão é muito parecida com a reação do Boris Casoy às falas do lixeiros. "Do alto das suas vassouras" não é muito diferente de "do alto do seu suposto analfabetismo".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não estou sugerindo que saber ler e escrever não seja um pré-requisito fundamental para exercer atividades parlamentares. Mas, até onde eu entendi, o tal juiz atestou a alfabetização do palhaço. E não vi ninguém se decepcionar com o juiz, nem lamentar o &lt;del&gt;abestado&lt;/del&gt; atestado do juiz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não é pelo suposto analfabetismo, a revolta das pessoas com a indicação só pode se basear na profissão do deputado, o que multiplica o número de Bóris Casoys por aí, revoltados com lixeiros desejando felicidades na TV e palhaços opinando sobre a educação na Câmara. Como se o congresso não estivesse entupido de jornalistas, advogados, professores, economistas, engenheiros e &lt;a href="http://www.estadao.com.br/especiais/o-novo-congresso-nacional,130363.htm"&gt;sabe-se lá que outras profissões&lt;/a&gt;. Mas pode ser que as pessoas tenham se indignado com a indicação por outros motivos, e eu é que não tenha entendido bem as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A questão é que economista cuidando da saúde, por exemplo, pode, mas palhaço cuidando da educação, não. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, eu não acho que o Tirirca vá fazer grandes coisas na Câmara (e tomara que eu esteja errado), aliás, se cinco deputados quaisquer fizerem grande coisa, vou me surpreender. Só que essa desaprovação à indicação do Tiririca por ser o Tiririca mostra apenas mostra que estas pessoas são elas próprias aquilo que julgam que o Tiririca é.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4911921173672413213?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4911921173672413213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4911921173672413213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4911921173672413213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4911921173672413213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/tiririca.html' title='Tiririca'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1127566549021477421</id><published>2011-02-16T09:04:00.003-02:00</published><updated>2011-02-16T09:22:41.044-02:00</updated><title type='text'>Vênus e Mercúrio</title><content type='html'>Acho que astrologia funciona, mas não no sentido de prever se eu vou ter filhos e quantos, como será meu casamento ou se devo fazer tal coisa ou não. Indiretamente, ela faz isso, mas mais porque indica tendências psicológicas do que por supostamente prever o futuro.&lt;div&gt;É mais ou menos como clima: quando os dias ficam muito quentes, o humor das pessoas é diferente do humor geral dos dias frios, ou chuvosos, ou nublados, ou nublados e frios, frios e úmidos, etc. Não que eu queira igualar condições atmosféricas a trânsitos astrológicos, mas sim a maneira como um e outro podem servir para supor o humor generalizado das pessoas. Quero dizer que o mecanismo é mais ou menos o mesmo neste aspecto: assim como as condições atmosféricas mais ou menos condicionam o humor das pessoas, as condições astrológicas também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que, como as pessoas são diferentes, umas são menos e outras mais afetadas, e as que são mais afetadas o são de maneiras diferentes, e não são apenas as condições astrológicas que incidem sobre o humor das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não quero, também, defender quaisquer ares de cientificidade à astrologia: não há como provar que uma configuração astrológica realmente aja sobre o humor ou tenha qualquer outro efeito sobre as pessoas - e nem há como não provar, e isso para mim é um indício de que querer misturar mapa astral com ciência é perder o tempo tanto da ciência quanto da astrologia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isto para dizer que eu espero que este blog vá além do período em que Mercúrio e Vênus estão em boas posições no meu mapa astral :D&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1127566549021477421?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1127566549021477421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1127566549021477421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1127566549021477421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1127566549021477421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/venus-e-mercurio.html' title='Vênus e Mercúrio'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1810097422368015043</id><published>2011-02-16T08:25:00.005-02:00</published><updated>2011-02-16T09:04:04.454-02:00</updated><title type='text'>Oposição</title><content type='html'>No início deste ano, ou no final do ano passado, eu tive uma discussão (no sentido de debate) com alguém do twitter. Aparentemente era um jornalista e no fim ele me bloqueou - mas já estou fazendo terapia para me recuperar disto.&lt;div&gt;Mais interessante foi a discussão. Resumidamente, eu disse que a oposição (DEM, PSDB, etc) iria continuar se ferrando enquanto se pautasse contra (o PT, no caso, mas poderia ser contra qualquer outra coisa) e continuasse sem defender nada mais positivo e propositivo. Devemos ter conversado outras coisas mas o cara ficou magoado porque descobriu que eu era um esquerdista. Eu não me considero um esquerdista, mas de qualquer modo ele me bloqueou por isto (durante a conversa, ele deve ter pensando que eu era outra coisa). Quando eu disse a mesma coisa para outra pessoa no mesmo twitter, ela simplesmente disse que não concordava e pronto, mais sensatez e menos drama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o que eu quis dizer, que é o que eu penso, é que a oposição, especialmente pelo que leio nos jornais sobre as declarações de DEM e PSDB, é que eles cumprem apenas um requisito desta condição de oposição: serem contra o governo. O PT, enquanto fez isso, continuou sem conseguir a presidência. Depois de algum tempo começou o OP, a defender tais ou quais bandeiras, até que, por defender algo (e não por defender "não-algo", ou ser contra algo) tomou o poder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por um lado, me satisfaz que a oposição ainda não tenha entendido isso, porque dos males, o PT. Mas mesmo que eu simpatize, desde 1994, com o PT, ainda assim me preocupa muito o fato de o PT governar praticamente sem oposição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro, tem uma tosca oposição, para dizer que não concorda com meia dúzia de coisas, para eventualmente fazer algum dossiê, para acusar destemperadamente o governo, reclamar do tamanho do estado, a lista é enorme. Mas não tem uma oposição bem feita, de qualidade, que sirva para contrabalançar e afinar o governo (estou pensando no 8 anos de Lula e não considerando o pouco tempo de Dilma, mas até agora tem sido igual), o que eu considero muito ruim, mesmo eu tendo votado no Lula todas as vezes em que ele se candidatou e na Dilma no segundo turno em 2010.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que o PT praticamente não precisa de oposição porque com tantas correntes qualquer uma que assuma o poder vai sofrer pressão de alguma outra. Mas uma oposição de dentro do partido não é a mesma coisa que uma oposição externa. E sempre é saudável que haja uma oposição consistente e bem-feita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falta, eu acho, eles terem um projeto, que não seja a luta pelo mínimo de R$ 600,00 ou qualquer outra coisa pontual, localizada, mesmo que seja algo de extrema importância. Porque é como se alguém tentasse se eleger sob a bandeira da luta contra a caça de baleias no Pacífico: é importante, aliás muito importante, mas a maioria não vai votar em alguém que combata a caça de baleias no Pacífico porque você não precisa de um mandato para defender as baleias, assim como não precisa de um para defender um mínimo de R$ 600,00. Eu defendo um mínimo de R$ 2000,00 e nem minha mãe me leva a sério. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Egositicamente falando, eu saio ganhando de qualquer jeito: enquanto a oposição continuar assim, meramente esperneando, tudo bem, porque foram anos esperando o PT governar e eles não conseguem estragar isso; e se a oposição ganhar consistência, tudo bem também porque eu sou favorável a existência de oposições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, sinceramente falando, tomara que um dia aprendam a se opor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1810097422368015043?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1810097422368015043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1810097422368015043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1810097422368015043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1810097422368015043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/oposicao.html' title='Oposição'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8695282007539701122</id><published>2011-02-14T18:28:00.005-02:00</published><updated>2011-02-14T19:35:32.675-02:00</updated><title type='text'>Motivos</title><content type='html'>Eu ainda estou às voltas com meus motivos pelos quais começar (re-começar, na verdade) um blog. Da primeira vez, era algo terapêutico. Era outras coisas também, mas principalmente terapêutico. Não pelo fato de eu falar sobre a minha vida, mas sim por alguma coisa parecida com ter voz. Era isso ou começar a falar sozinho. Por isso não me importava - e ainda não me importa - ser relevante. Não que eu não queira que ninguém leia esse blog, pelo contrário, faço muito gosto; a questão é que antes da leitura alheia, vem minha própria escrita.&lt;div&gt;Os blogs que eu mais acompanhava, e com os quais mais me relacionei estão ali naquela lista de endereços à sua direita, especialmente o Talvez minha vida seja assim, No Jardim Secreto e o Perdida em la Mancha. Hoje em dia, não acompanho nada com tanta frequência, mas gosto muito de ler um chamado &lt;a href="http://olhometro.com/"&gt;Olhômetro&lt;/a&gt;, cuja autora escreve bem, mas muito bem (e eu, que não sou um Machado de Assis, pelo menos sei reconhecer um texto verdadeiramente bom), e outro chamado &lt;a href="http://somosandando.wordpress.com/"&gt;Somos Andando&lt;/a&gt;, sobre política. Acompanho outros blogs, mas apenas estes dois têm a ver com este post, que é sobre forma e conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ambos os blogs são bem escritos e ambos tem bons assuntos ("bem" e "bons" = eu gosto), mas cada um se destaca por uma ou outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A autora do Olhômetro é, na minha opinião, uma artífice da língua. Não porque ela tenha escrito algo genial (com excessão das genialidades menores que se distribuem pelos textos dela), mas porque ela sabe usar genialmente a escrita. Simples assim. É mais ou menos como a diferença entre Hume e Kant: ambos são gênios, estudiosos e entendem bem daquilo que escrevem, mas Hume você lê porque é bom de ler, não importa o que seja; não que o assunto de Hume (ou os do Olhômetro) seja secundário, mas a escrita é tão boa que ultrapassa o próprio assunto. Já o Somos Andando não é nem de longe mal escrito,  mas não chama a atenção (pelo menos não a mim) pela escrita, e sim pelo conteúdo. Mais especificamente, eu acho, pela lucidez argumentativa. Lucidez argumentativa significa, no meu mundinho, saber o que se está falando. Não no sentido de um especialista saber do que está falando, mas no sentido de ter consciência das implicações do que se disse, tanto dos efeitos quanto das causas do que se disse. Eu geralmente não concordo com o que a autora escreve, mas ela argumenta bem, e muito bem mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daí o que tem a ver esses dois blogs com a retomada deste meu bloguinho? Primeiro que são dois blogs, aliás duas autoras, que tem habilidades literárias que eu queria muito ter mas não tenho: clareza e leveza nos textos. Mas, em segundo lugar, porque a maioria dos blogs que leio por aí são tão ou menos habilidosos do que eu (na minha opinião) e as pessoas não tem vergonha disso: escrevem mal e seguem escrevendo felizes. Normalmente são blogs que eu entro uma vez e depois nunca mais. Mas agora eu resolvi dar uma blogadinha porque eu sou uma rapaz latinoamericano que também sabe escrever mal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que eu acompanho outros blogs além destes dois e por outros motivos além da maneira como são escritos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas foram estes dois blogs, aliás, essas duas autoras, que, por mais indiferentes que sejam a isto, me mostraram como se escreve direito, ou pelo menos como se escreve do jeito que eu gostaria de escrever (e não quis dizer com isso que de fato eu aprendi - pois saber como fazer não significa ter capacidade de fazer, necessariamente). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8695282007539701122?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8695282007539701122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8695282007539701122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8695282007539701122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8695282007539701122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/motivos.html' title='Motivos'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6289350507757792482</id><published>2011-02-14T11:29:00.001-02:00</published><updated>2011-02-14T11:29:52.231-02:00</updated><title type='text'>Um blog desinteressante</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu tinha, quando fiz esse blog, uma preocupação em fazer uma “geografia” de mim, ao invés de contar algo como uma história, ou um histórico de mim – por isso o endereço é minhageografia, e não minhahistoria, que devo ter cogitado em princípio (e além disso ia ficar com cara de título de música). Embora eu ainda tenha a mesma idéia, a de não estabelecer uma coerência entre os meus posts (é um blog sobre coisa alguma, qualquer coisa; antes de ser sobre mim, é a partir de mim), não quero mais brincar de geografia: se antes ele era um “front anti-historicizante” (ainda que muito discretamente), hoje tanto faz: eu não tenho mais nada contra a historicização, e apenas uma tênue preferência pela geografia, mas isso – repito – não faz mais diferença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dentre as minhas muitas opiniões anteriores: algumas continuam as mesmas, outras mudaram, outras mudaram em parte, outras mudaram tanto que até parecem outra opinião, outras são sobre assuntos aos quais não dou mais importância, outras são sobre assuntos aos quais ainda dou importância, a questão é: não me comprometo com elas. Pode ser que hoje eu dê uma opinião diferente da opinião de dois anos atrás sobre o mesmo assunto, pode ser que seja a mesma, etc. Talvez eu leia o que eu escrevi, talvez não. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É que naquela época ter um blog não era como me parece que é agora: mas tanto hoje como ontem eu não espero ter relevância, e nem escrever com maior clareza. A única diferença é que agora eu tenho um twitter e talvez eu faça propaganda deste blog lá.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6289350507757792482?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6289350507757792482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6289350507757792482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6289350507757792482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6289350507757792482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/um-blog-desinteressante.html' title='Um blog desinteressante'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6623439719011906198</id><published>2011-02-14T11:27:00.000-02:00</published><updated>2011-02-14T11:28:33.012-02:00</updated><title type='text'>Ontem</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu comecei este blog há duzentos anos (desde 2006, mais precisamente) sabe Deus por que motivo. Tem um post, de 4 ou 5 anos atrás, que explica/define/posiciona o blog e o seu autor (eu).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas me interessa mais explicar o que, hoje, eu acho que era e o que ele é ou vai ser ser hoje e adiante – eu poderia simplesmente copiar e colar, ou então linkar aquele post, mas preferi nem ler ele, porque eu sou simultaneamente a mesma e outra pessoa em relação àquele tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Minha idéia, naquela época, era fazer um registro dos meus pensamentos, idéias, reflexões, vida, etc. Tinha a intenção de fazer algo semelhante a quebrar um paradigma “historiográfico” e organiza-lo de um modo “geográfico”, porque na época eu andava lendo Mil Platôs e coisas assim. Por “geográfico” eu entendia registrar algo sobre diferentes “setores” da minha vida, pressupondo não seria uma exposição exaustiva de nenhum deles, e tendo por critério principal (mas não único) o fato de tal ou qual assunto estar em evidência na minha vida ou nos meus pensamentos. Ou seja, nada de regularidades (não era um blog sobre alguma coisa, nem sobre mim), a não ser aquilo que estivesse em destaque no momento. A idéia de uma geografia (considere que não sou um geógrafo nem tenho qualquer tipo de formação neste assunto) era esta: uma “vista” parcial sobre uma determinada “região” (= minha vida, ou meus estudos, ou uma notícia qualquer, etc) minha, sem necessariamente condicionar as postagens posteriores às anteriores, a não ser eventualmente; era para ser diferente de uma história porque não estava preso (o blog) a nenhum tipo de coerência temporal, pois eu poderia falar sobre algo antigo, atual ou divagar sobre o futuro sem pautar o texto por isto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E no próximo post eu falo sobre o que é para ser o blog a partir de agora.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6623439719011906198?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6623439719011906198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6623439719011906198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6623439719011906198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6623439719011906198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/ontem.html' title='Ontem'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7870724985951695489</id><published>2011-02-14T09:21:00.001-02:00</published><updated>2011-02-14T09:22:24.234-02:00</updated><title type='text'>Nem lembrava deste blog...</title><content type='html'>Oh! :O&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7870724985951695489?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7870724985951695489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7870724985951695489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7870724985951695489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7870724985951695489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2011/02/nem-lembrava-deste-blog.html' title='Nem lembrava deste blog...'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2869438661614534094</id><published>2009-05-14T19:41:00.001-03:00</published><updated>2009-05-14T19:41:26.698-03:00</updated><title type='text'>Relação</title><content type='html'>&lt;div style="font-family:times new roman, new york, times, serif;font-size:12pt"&gt;&lt;DIV&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;Relacionar-se, por si só, é uma tarefa monumentalmente difícil. Ou talvez eu&amp;nbsp;apenas precise desenvolver mais minhas&amp;nbsp;habilidades de relacionamento, mas mesmo assim, culpa minha ou não, é difícil.&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;É bom. É bom você conhecer uma pessoa, dedicar-se a ela, ver o seu rosto e achá-lo encantador (e mal reconhecê-lo quando ele assume expressões menos amigáveis), e até mesmo os momentos difíceis, de discussões, incompreensões, acusações e&amp;nbsp;naqueles em que você percebe que as críticas são justificas - até esses momentos são bons.&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;Mas, seja por ser algo difícil de fato, seja por algum tipo de deficiência minha, é necessária muuuita habilidade, muuuito sangue-frio, muuuita capacidade de ignorar muuuitas coisas e talvez nisso eu seja cabeça-dura, ou talvez orgulhoso, talvez temperamental, talvez mesmo frio, como disseram,&amp;nbsp;talvez tudo isso ou um pouco de tudo isso, mas algo em mim dificulta um pouco.&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;Eu apenas gostaria que não fosse necessário você ter que escolher entre um turbilhão tempestuoso sem critérios e nem sentido, ou entre a vida "à granel".&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;E eu pensava que era apenas gostar, amar, respeitar (e pode ser que&amp;nbsp;seja isso mesmo e nisso eu tenha falhado...)&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif"&gt;__________&lt;/SPAN&gt;&lt;BR style="FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif"&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif"&gt;A Avaaz.org é uma rede de ativismo on-line que permite que as pessoas se mobilizem de uma maneira rápida e fácil, mas de uma forma que tenha um verdadeiro impacto sobre questões importantes globais. Dê uma olhada no site: &lt;/SPAN&gt;&lt;A style="FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif" href="http://www.avaaz.org/" target=_blank rel=nofollow&gt;http://www.avaaz.org&lt;/A&gt;&lt;/FONT&gt; &lt;DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;         &lt;hr size=1&gt;Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/"&gt;Top 10&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/celebridades/"&gt;Celebridades&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/m%C3%BAsica/"&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/esportes/"&gt;Esportes&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2869438661614534094?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2869438661614534094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2869438661614534094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2869438661614534094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2869438661614534094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2009/05/relacao.html' title='Relação'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1915099656571885757</id><published>2009-04-06T09:45:00.002-03:00</published><updated>2009-04-06T10:17:10.676-03:00</updated><title type='text'>Tesão pelo amor e amor pelo tesão</title><content type='html'>Existe o amor e existe o tesão, que são duas coisas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você pode ter amor pelo tesão. Pode-se amar de tudo (se aquilo que você ama vai lhe fazer bem, depende daquilo que você ama e da maneira como se relaciona com esse amor), inclusive o tesão. Esse é o caso daquelas pessoas que conseguem fazer sexo com tudo o que lhes dá tesão. Não é necessariamente o caso de uma pessoa bissexual. Mas é o caso de uma pessoa que tenha necessidade, quase descontrolada, de fazer sexo com aquilo - qualquer coisa, toda coisa - que lhe dê tesão, que lhe excite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você também pode ter tesão pelo amor. Assim como pode-se amar de tudo, pode-se sentir tesão por tudo, também (e, novamente, aquilo que lhe causa tesão pode lhe fazer bem ou mal dependendo do que lhe dá tesão e da maneira como você se relaciona com seu tesão), inclusive pelo amor. Esse é o caso das pessoas que não conseguem diferenciar sexo de amor. Transar somente com a pessoa que se ama, ficar anos sem transar com ninguém são coisas normais para pessoas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as pessoas não se dividem entre esses dois grupos, o grupo do amor pelo tesão e o grupo do tesão pelo amor - nada mais brochante do que ouvir a clássica (machista, antiquada e sem-graça) estereotipação "mulheres fazem sexo por amor, e o homens amam para fazer sexo", ou "homens diferenciam sexo de amor, e mulheres não", essas classificações preguiçosas, enfadonhas, malvadas e nocivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa pode sentir tesão pelo amor e, também, amar o tesão; pode ser que essa pessoa dê maior proeminência ao tesão ou ao amor, mas que considere ambas as coisas indispensáveis; ou pode ser também que considere ambas dispensáveis. Uma pessoa pode amar mais seu conforto, status ou segurança financeira do que a uma pessoa, ou sentir mais tesão por essas coisas do que por uma pessoa, e pode ser que esse "uma pessoa" seja "qualquer pessoa". Ou pode amar as pessoas e sentir tesão por outras coisas - e tanto pode sentir tesão pelo amor quanto pode sentir amor pelo tesão; sem contar que pode sentir tesão pelas pessoas (por todas, por algumas, por algum tipo de pessoas, por uma característica determinada) e amar outras coisas (como status, segurança financeira ou carros). Uma pessoa pode amar um tipo de pessoas (seus filhos, as pessoas de um determinado gênero) e sentir tesão por outras (amantes, pessoas loiras), e pode ou não sentir mais amor pelo tesão, ou mais tesão pelo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, graças a essas inúmeras configurações humanas, que simplesmente classificar as pessoas entre o grupo que ama o tesão e o que tem tesão pelo amor é, no mínimo, um pouco de preguiça de pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1915099656571885757?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1915099656571885757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1915099656571885757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1915099656571885757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1915099656571885757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2009/04/tesao-pelo-amor-e-amor-pelo-tesao.html' title='Tesão pelo amor e amor pelo tesão'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8517222881225838674</id><published>2009-02-27T09:29:00.004-03:00</published><updated>2009-02-27T10:09:42.977-03:00</updated><title type='text'>Holocausto</title><content type='html'>Por um lado, um bispo católico dá uma entrevista em que nega que tenha havido o holocausto judeu - no máximo, um 200 ou 300 mil mortos*, segundo o bispo; de outro lado, uma reação internacional contra as declarações. Ótimo que tenha havido uma reação internacional contra um absurdo destes. Existem três motivos para você negar o holocausto: ou você é nazista, ou apenas não gosta de judeus, ou é uma pessoa um tanto burra. Duvido que existam outros motivos - portanto, duvido que qualquer negação do holocausto seja justificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação internacional contra a posição do bispo se baseia em uma aversão generalizada ao nazismo  (aversão esta muito bem-vinda). O problema desta aversão é que ela é limitada, acontece praticamente apenas na esfera do uso dos símbolos e das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode dizer "viva o nazismo!" ou "heill Hitler!" impunemente hoje em dia, e muito menos ostentar uma suástica na sua pele. Mas qualquer um pode decidir expulsar imigrantes do seu país, e ainda por cima sob argumentos como o desemprego (os imigrantes "roubam" os empregos dos cidadãos - um argumento muito parecido com um dos que o regime nazista usava para justificar-se), pode tratar estrangeiros como frutas podres, deportar em massa, praticar a xenofobia sem reservas, que é o que acontece na Europa hoje em dia; assim como qualquer um pode atacar um árabe, alguns árabes ou mesmo uma região habitada na maioria por árabes porque eles são terroristas, malvados, etc, qualquer um pode, inclusive, negar a um estado muçulmano o direito de manipular energia atômica, porque (supostamente) um estado muçulmano não é tão confiável, e porquê não é confiável?, porque é muçulmano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode dizer "viva o nazismo!" ou "heill Hitler!" impunemente hoje em dia, e muito menos ostentar uma suástica na sua pele. Mas pode adotar práticas semelhantes, sob outras justificativas, sob outros nomes e sem as mesmas palavras de ordem do nazismo, sem maiores preocupações. Talvez falte expandir a aversão ao nazismo à esfera da prática, ou talvez a prática seja um indício de que a aversão não existe na esfera dos valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é interessante observar como o aprendizado que o erro nazista trouxe (porque toda a Europa diz que aprendeu com este erro) não foi a necessidade da criação de meios de evitar o preconceito, no caso um preconceito xenófobo, mas sim a importância de camuflar práticas condenáveis sob termos inofensivos. Ou seja, a principallição do nazismo parece ter sido a importância e a necessidade da dissimulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*como se 200 ou 300 mil pessoas mortas não fosse um holocausto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8517222881225838674?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8517222881225838674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8517222881225838674&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8517222881225838674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8517222881225838674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2009/02/holocausto.html' title='Holocausto'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-920988268229663413</id><published>2008-11-21T00:00:00.002-02:00</published><updated>2008-11-21T00:22:26.771-02:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>Eu sou um sonho que não aconteceu. Sonhos não são reconhecidos. Ninguém dá importância aos sonhos - talvez apenas quem os sonhe; mas ninguém quer saber dos sonhos alheios. Especialmente dos que não aconteceram.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um sonho transforma-se em matéria? Como um sonho vira realidade? Se bem que sonhos são realidades, mas como este ser abstrato vira um ser concreto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do vapor à nuvem, da nuvem à chuva: como um líquido vira algo mais pesado que o ar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O vapor precisa esfriar, e esfriar é diminuir o movimento. É necessária mais lentidão. Bem mais devagar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso cuidado para não parar demais: o gelo não é mais concreto do que o líquido, mas é duro e frio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que movimento o sonho faz rápido demais que possa ser deminuído? A rapidez do pensamento não pode cristalizar-se na imutabilitade do que está pronto, mas pode diminuir a ponto de ser perceptível aos nossos sentidos - os cinco sentidos não captam os sonhos, afinal de contas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não sei se consigo ir mais devagar, deixar de ser sonho, um sonho oculto, cuja beleza e fealdade não podem ser descobertas por mais ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas ir mais devagar, será uma boa resolução de fim de ano?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-920988268229663413?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/920988268229663413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=920988268229663413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/920988268229663413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/920988268229663413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/11/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7463505495382842763</id><published>2008-10-18T16:00:00.003-03:00</published><updated>2008-10-18T17:11:39.361-03:00</updated><title type='text'>A hora e a vez da lixeira</title><content type='html'>Existem muitos motivos pelos quais alguém não goste - ou deixe de gostar - de você: incompatibilidade de gênios, incompatibilidade de valores, incompatibilidade de tempo, pode ter perdido a graça, você pode magoar muito a pessoa, fazer algo de que ela não tenha gostado, pode ser que alguém tenha inventado coisas sobre você e a outra pessoa acreditou, enfim, motivos não faltam.&lt;div&gt;Sempre é algo que tem a ver com você. Mesmo quando a outra pessoa diz "não é você, sou eu", você se insere no problema: se a pessoa tem um problema com você, significa que, apesar de não ser sua responsabilidade o fato de ela ter um problema com você, ela tem e assume a responsabilidade por isso. Não importa de quem seja a responsabilidade, o problema é da pessoa com você - quer dizer, você precisa pelo menos existir e ser perceptível para que alguém tenha algum problema com você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, pode ser que a outra pessoa não tenha um problema com você (o problema não está em você, está nela), e esse problema seja que ela projeta as outras pessoas com as quais ela teve algum problema em você. Quer dizer, dessa vez não é você, mas não é você de maneira absoluta. Não é que ela tenha algum problema com você, mas ela tem um problema com outros e você não pode se aproximar apenas porque os outros foram projetados sobre você. A questão deixa de ser um "não é você, sou eu", e passa a ser "você não é: o problema é meu com os outros mas prefiro atribuir a você tudo o que os outros fizeram para poder me relacionar com eles". A única coisa que você se torna, nessa equação, é um banco, uma conta-refugo: tudo o que a outra pessoa não gosta nos outros ela projeta em cima de você, e você passa a ser como os outros. Para uma pessoa assim, você não é você: você é os outros e os outros, pelos menos, eram alguma coisa além daquilo que têm de desagradável. Você apenas consegue ser, para essa pessoa, um nada passível de receber as projeções de tudo de ruim que essa pessoa vê nos outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse sistema é a base dos preconceitos, eu acho: projeta-se nos negros uma inferioridade que eles não possuem, mas que é projetada neles; projeta-se nos homossexuais uma anti-nauturalidade que não existe em nada, mas as pessoas preferem ver apenas a projeção; projeta-se nas mulheres uma deficiência que elas não possuem, mas é mais fácil julgar-se um ser ilimitado e projetar as limitações humanas em um dos sexos, deixando ao outro a capacidade exclusiva de superar os limites - afinal homens são potencialmente ilimitados, e as mulheres sempre estarão sujeitas aos ciclos menstruais, gravidez e apego aos filhos (pergunte a qualquer machista se a idéia geral não é esta).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No meu caso em particular, minha querida, isso assume um formato ao mesmo tempo novo como o futuro e antigo como o céu: já é velha a história de se proojetar sobre uma pessoa valores e atitudes consideradas típicas de um ou outro sexo - afinal, homens são de marte, e mulheres, de vênus. O que não deixa de ser verdade, mas somente no sentido de que são hábitos aprendidos e muito bem condicionados, e não que seja da natureza - mas enfim, quem sou eu para vociferar contra séculos e séculos de tradição segregacionista? Uma pessoa em particular pode ter tido experiências desagradáveis com pessoas de um determinado sexo, e projetar sobre uma destas pessoas tudo de ruim que passou com as outras. Essa, aliás, é uma capacidade comum a ambos os sexos, assim como a capacidade de não assumir que fazem isso, e atribuir isso ao outro sexo sempre. Você, particularmente, teve experiências desagradáveis com muitos homens (deve ter tido algumas agradáveis, também, senão não seria predominantemente heterossexual). Tudo o que eu tenho inegaelmente em comum com eles é um pênis dependurado no meio das pernas e pelos saindo pelos buracos mais inimagináveis que há. De resto, você não me conhece. Pensa que me conhece ao atribuir tudo o que eu faço àquilo que tenho no meio das pernas, e, por causa disso, atribuir meus motivos, minhas palavras, tudo o que eu sou, aos outros, à semelhança eterna, ao "você é como fulano", "igualzinho ao beltrano", etc. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas você realmente não me conhece. Por incapacidade ou pura falta de interesse? Eu não sei. Mas tudo o que você sabe de mim é aquilo que você projetou em mim baseada somente em algo que eu tenho dependurado no meio das pernas (de tamanho variável, mas que com certeza nunca chega a 0,5% do resto do meu corpo), e sem considerar coisas que não são corpóreas mas que também fazem parte de mim. Nada disso chegou até você. Tudo o que você vê em mim que não tenha sido inventado por você é 0,5% do que eu sou (0,25% ou menos, aliás, considerando que as pessoas não são feitas somente de matéria), mas sobre esses 0,0...01% você conseguiu criar algo inteiramente novo, feito com pedaços de outras pessoas, colados em mim por você, criando um frankstein de refugos emocionais visível - e existente - somente para você. Tudo o que você sabe sobre mim é o que você decidiu que, para você, eu seria...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sei se, com isto, eu posso mesmo sentir raiva de você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estive propenso a pensar que, sendo um problema exclusivamente seu, não haveria porque eu deixar de gostar de você, e respeitar todo o tempo do mundo solicitado. Mas de repente me dei conta disso e quis ficar, finalmente com raiva. Mas raiva de quê??? Das suas ilusões? Mas você nem sabe que é uma ilusão sua! Não posso nem responsabilizar você por isso! Poderia ter raiva da limitação do seu olhar, mas se eu tivesse que ter raiva das limitações de todas as pessoas, teria que odiar toda a humanidade, inclusive a mim. Poderia ter raiva da sua obstinação em apegar-se às suas ilusões - essa responsabilidade, sim, você tem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu também me apeguei obstinadamente às minhas ilusões, eu também projetei sobre você um "você" que não existia. Eu também projetei em você tudo de bom que eu espero das pessoas. Diga-se a meu favor que, pouco a pouco, fui desmistificando as ilusões que eu tinha criado sobre você, menos uma, pelo menos: a de que você não tinha a mentalidadezinha provinciana típica "desta terra que eu amei desde guri" (como diz o clássico gaúcho que toca nesse momento lá na rua). É deste apego que eu quero, que eu preciso me desfazer. Se eu consigo, eu já não sei, não posso afirmar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, de qualquer modo, o que mais me magoa, se eu acertei nas considerações que eu fiz, é que nem posso dizer que nossa amizade terminou porque eu fiz alguma coisa: o que mais me magoa é que meu único papel era o de ser, para você, uma estrutura vazia e sem vida sobre a qual você pudesse depositar tudo o que não pode aceitar nos outros - e por mais que eu goste de você (não está ao meu alcance não gostar de você), não gosto o suficiente para aceitar ser a lixeira da sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7463505495382842763?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7463505495382842763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7463505495382842763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7463505495382842763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7463505495382842763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/10/hora-e-vez-da-lixeira.html' title='A hora e a vez da lixeira'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8797666963415150775</id><published>2008-10-18T01:30:00.003-03:00</published><updated>2008-10-18T01:39:42.806-03:00</updated><title type='text'>Idéias</title><content type='html'>Idéias&lt;div&gt;Soltas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perdidas entre idéias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Idéias de nada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Idéias de tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Idéias que entram e saem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que fazem encontros promissores&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou então se reúnem só para se divertir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um som fragmentado - um fragmento de som&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma cor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma imagem e um cheiro caracteristico&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma cozinha com uma despensa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;repleta de&lt;/div&gt;&lt;div&gt;idéias&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sensacoes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;idéias de idéias&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;idéias de sensacoes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;senscacoes de idéias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;selvagens como os cavalos que nunca pudemos montar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8797666963415150775?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8797666963415150775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8797666963415150775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8797666963415150775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8797666963415150775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/10/idias.html' title='Idéias'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-5055216896291047675</id><published>2008-10-02T01:18:00.002-03:00</published><updated>2008-10-02T01:52:03.284-03:00</updated><title type='text'>O Pensamento Hetero</title><content type='html'>Às vezes é bom falar de um texto que você leu a muito tempo. Não é didático nem instrutivo, pois você não sabe o que está inventando, o que está esquecendo e o que está falando corretamente. Mas é bom para ver o que ficou do texto.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele se chama O Pensamento Hetero, e a autora, Monique Wittig.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que lembro bem do texto é simples: a sociedade, a cultura em que vivemos hoje não é só sexualmente hetero, mas seu próprio pensamento é hetero, na sobrevalorização da diferença, do diferente, dos opostos que se atraem, yin e yang, essas coisas. Aí vem a homossexualidade para mostrar o valor da semelhança, da igualdade, amor entre iguais, eu sou você e você é eu, etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí vem o que é genial no texto dela - o único que encontrei em português (eu queria muito ler outro, não traduzido, chamado "one not born a woman", como meu inglês é tosco e eu só traduzi o título em português, que é o que eu me lembro,  eu quis escrever ali entre as aspas "ninguém nasce mulher", que foi um texto comemorativo a não sei quantos anos do Segundo Sexo, essas festinhas intelectuais que a gente vai para ver gente nova, ganhar horas no currículo e, quem sabe, achar uma palestra que preste). Enfim, o parêntesis saiu pelo ladrão, mas o que é genial no texto dela é identificar na sociedade um pensamento hetero. Não digo pela sobrevalorização da diferença (sem querer descartar esse aspecto), mas a sociedade é mesmo hetero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Mary Mezzari escreveu um texto cujo título era "Porto Alegre é gay", e é mesmo, São Francisco também, muitos lugares são gays. Mas vivem dentro de um pensamento hetero, especialmente heterossexual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que a partir daí, o dia em que ela ficar famosa, se ficar, vão querer descobrir o pensamento homossexual, o pensamento homossexual masculino, o pensamento lésbico, o pensamento bissexual, o pensamento lésbico-mas-curto-um-pau-de-vez-em-quando, o pensamento sou gay mas me apaixonei pela vizinha, o pensamento bissexual predominantemente homo, e por aí vai. Haja gente para enfiar em tantas categorias. Mas enfim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivemos em uma sociedade hetero. Poderia ser uma sociedade homo, ou bi. Mas vivemos em uma sociedade que não valoriza a sexualidade de preferência à orientação sexual; que não valoriza a liberdade de amar quem se quiser de preferência a amar  determinado tipo de pessoa, e isso é um pensamento hetero. O pensamento hetero precisa e muito se justificar a todo instante - por isso que é tão importante transmitir genes adoidado por aí, ou pelo menos corroborar a idéia de que a sexualidade está em função da reprodução (homens gostam de mulheres ancudas, mulheres de homens  "provedores", essas mutilações de Darwin que inventam, quer dizer, descobrem cientificamente). Nada contra que, um dia, uma sociedade bata no peito e diga "queremos manter a espécie", mas não vá responsabilizar os genes por isso - pobres genes, culpados por tudo, desde a beleza até a ladroagem... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro, isso não é a heterossexualidade. Não necessariamente. A heterossexualidade adota esse tipo de pensamento não porque esse tipo de pensamento está no "gene heterossexual", mas sei lá porque motivo adota e esse é o fato. Poderia adotar outro, é uma contingência que aconteceu, uma possibilidade concretizada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu lembro de quando eu era, digamos, mais jovem, eu tinha esperanças de que os homossexuais revolucionassem a sexualidade de uma tal maneira que em algum tempo já não haveria mais sentido em classificações assim. Claro, o ideal seria que eu fosse homossexual ao invés de ficar esperando os outros realizarem minhas projeções. Mas o que os homossexuais fazem hoje em dia? Justificam sua sexualidade, discorrem sobre as vantagens dela, encontram "genes homossexuais", criam produtos homossexuais. Exatamente como funciona o pensamento hetero. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei em que, exatamente, Monique Wittig pensava quando se referia ao pensamento hetero, mas eu vejo esse pensamento como essa cristalização de uma possibilidade que vemos hoje. E que se expande para a homossexualidade, a ponto de um lado corroborar o outro - não na orientação sexual, mas na absolutização da orientação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro, claro, há excessões, tanto entre heterossexuais como entre homossexuais e os bissexuais também que são sempre esquecidos, coitados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, assim como  há um certo feminismo que é fruto e mesmo um produto masculino (resgate da feminilidade, coisas do tipo) , há também uma homossexualidade hetero. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só espero que, um dia, ficar com alguém não seja - e nem precise ser, como é necessário hoje -  uma bandeira, um partido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-5055216896291047675?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/5055216896291047675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=5055216896291047675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5055216896291047675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5055216896291047675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/10/o-pensamento-hetero.html' title='O Pensamento Hetero'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2606228111426952712</id><published>2008-09-20T01:03:00.002-03:00</published><updated>2008-09-20T02:21:40.955-03:00</updated><title type='text'>Tempos modernos</title><content type='html'>Estou lendo, para um grupo de pesquisa, um livro chamado Modernidade Líquida. A idéia central do autor é identificar a modernidade pós-revolução industrial como uma sociedade cada vez mais "liquifeita". O liquido serve como metáfora que representa a enorme mobilidade, a velocidade das mudanças e transformações a que nos sujeitamos, em contraposição a um passado onde as mudanças eram lentas. Mas o principal não são as grandes mudanças históricas, e sim as "micro-mudanças", as relações interpessoais, sociais, trabalhistas, etc, todas elas pautadas pelo ritmo líquido da sociedade: o que vale para hoje pode não valer para amanhã, o que valia há duas horas atrás pode não valer agora - e se vale agora, pode não valer mais daqui a meia hora. Isso é menos o que diz o autor e mais aquilo que eu compreendo. &lt;div&gt;Mas eu sempre vi essa flexibilidade quase infinita da sociedade como algo inevitável, e também como alguém desejável: viva o tempo em que é possível a convivência entre pessoas, seja no mesmo prédio, na mesma rua, no mesmo bairro, com costumes e valores diferentes, em que as pessoas não precisam ser todas tão iguais umas às outras para conseguirem se relacionarem - se forem iguais, tudo bem, e se forem diferentes, não se parte do princípio que é melhor nem tentar. Eu não quero fazer um elogio à diferença, mas sim à mudança. Melhor um mundo onde tudo é questionável do que um mundo onde a lei e a ordem são os pilares inabaláveis da vida - às vezes às custas da própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso sempre julguei que Modernidade Líquida fosse um chororô ultrapassado pela perda dos valores antigos, algo como minha vó dizendo que no tempo dela tudo era melhor e dando como exemplo o silêncio que todos faziam à mesa enquanto o pai e a mãe dela, ou algum convidado que fosse adulto, conversavam. Claro que tudo precisa de organização, de ordem, mas a ordem deve existir em função da vida, e não a vida em função da ordem e da lei. Enfim, me pareceu um livro chato e um autor chorão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, nada a ver com a pesquisa, estou relendo alguns livros de Marion Zimmer Bradley. Ela escreveu uma coleção com uns dez livros sobre um planeta chamado Darkover, que apesar de ser classificado, com muita justiça, aliás, como ficção científica, não deixa de ser, tanto quanto ficção científica, literatura, digamos, social. Não deve existir esse termo, mas é algo do tipo os romances de Sartre ou de Anaïs Nin, que tanto são literatura quanto análises sociais. São livros de ficção científica com todo direito a esta classificação, mas estão mais para A Náusea do que para Star Wars, digamos assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dentro desta série, existem três livros que formam uma pequena sub-série , uma pequena trilogia dentro da série maior, que se encaixa dentro desta, mas também tem uma certa independência e dá para ler separada: A Corrente Partida, A Casa de Thendara e A Cidade da Magia. Como é sábado e eu estou com preguiça, não vou resumir os livros, mas, bem por cima, eles falam das Amazonas Livres de Darkover que, por meio de um juramento, comprometem-se entre si e para com todas as mulheres que necessitem, a apoiarem-se mutuamente. Como diz uma das personagens do livro, é uma descrição muito incompleta do que representa o juramento e a vida das Amazonas, mas se nem a personagem consegue explicar direito, eu também não vou tentar ir além. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na história contada nesses três livros, uma das personagens, Magdalen Lorne, acaba sendo obrigada a fazer o juramento das Amazonas, que compromete quem jura a ser fiel às outras que fizeram o juramento e a todas as mulheres que precisem do seu suporte. Apesar de ter feito o juramento sob pressão (era jurar ou morrer), ela assume mesmo assim aquilo para com o qual se comprometeu, a ponto de ser oferecida a ela a oportunidade de desobrigar-se e ela negar essa desobrigação. Por causa desse juramento, em determinado ponto da história, ela se vê instada a ir atrás de uma das companheiras de juramento que seguiu grávida e emocionalmente abalada,  à cavalo, em direção às perigosas e escuras florestas do planeta - e que fez isso em cumprimento da palavra empenhada também, diga-se de passagem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa história, ou essa parte da história me fez entender, mais ou menos, a reclamação do autor do outro livro, Modernidade Líquida. Tudo, nessa modernidade líquida, se desfaz rapidamente, inclusive compromissos que seriam, a princípio, de longo prazo. "Longo prazo" para nós, hoje em dia, são dez anos. Ninguém mais garante a manutenção de nada por uma vida inteira, ou às custas do sacrifício de algum interesse posterior. O futuro é sempre desconhecido, e as pessoas, sem saber se no futuro virão fatores mais interessantes do que os atuais, comprometem-se, mas somente enquanto o ambiente for favorável à mantenção do compromisso. Se entrarem em cena coisas que tornem o compromisso inconveniente, o compromisso será o primeiro a ser sacrificado, como os peões no jogo de xadrez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não quero pregar um retorno aos casamentos até que a morte os separe e nem o fim da possibilidade de se revogar compromissos em geral. Mas, por exemplo, se antes um casamento nunca poderia ser dissolvido, hoje em dia ele já nasce dissolvido, quaisquer dez anos de namoro são comemorados como se valessem cinco vezes mais. Não quero que as pessoas parem de se separarem - especialmente porque isso foi um direito conquistado a duras penas - ou rebaixar coisas que durem cinco ou dez anos como coisinhas de nada. Mas se antes as pessoas eram obrigadas a se sacrificarem pela manutenção obrigatória do compromisso, hoje são obrigadas a se sacrificarem pela obrigação da mudança. Pulou-se de um extremo ao outro, da rigidez do compromisso ao total descomprometimento com tudo. Ou quase tudo, pois apenas os compromissos financeiros são devidamente respeitados, cobrados e exigidos. Então eu me corrijo: trocou-se a obrigação de respeitar qualquer compromisso pela obrigação de respeitar a eoconomia - tanto é assim que tudo bem se você jogar lixo no chão, vão lhe olhar de cara feia mas nada mais do que isso, mas se você experimentar atrasar uma parcela que seja daquilo que você comprou à prazo, foi para o SPC e adeus crédito. O crédito que predomina é o financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meu problema não é com a economia ou com o dinheiro, mas sim com a falsidade da perspectiva de que vivemos mesmo em uma sociedade líquida (e acho que o autor de modernidade líquida vai dizer o mesmo, mas ainda não sei) . Não vivemos em uma era de mudanças rápidas e velozes, não vivemos em uma era de transformações e coisas assim coisa nenhuma! vivemos em uma era onde, como sempre foi, as pessoas continuam se sacrificando, literalmente se matando em prol de algum valor que não seja a vida, ou mesmo uma pessoa de quem se goste. Uma época era por Deus, depois pela honra e pelos costumes, depois a família, sei lá, mas hoje em dia é pela economia. Se antigamente chegava-se ao absurdo de uma mulher espancada pelo marido não ter o direito de se separar pela honra do compromisso, hoje em dia os netos dela precisam trabalhar 10 ou 12 horas por dia (sim, porque mesmo que você trabalhe 8 horas, tem uma hora de intervalo para o almoço, mais o tempo que você leva se deslocando entre sua casa e o trabalho, mais o tempo em que precisa dormir para ter condições de trabalhar no dia seguinte, etc), muitas vezes 6 dias por semana, somente para pagar contas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fundamentalismo por fundamentalismo, não estamos em condições melhores na modernidade do que nos primórdios do capitalismo e nem mesmo do que no período pré-capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2606228111426952712?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2606228111426952712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2606228111426952712&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2606228111426952712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2606228111426952712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/tempos-modernos.html' title='Tempos modernos'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1042634505122961781</id><published>2008-09-15T01:12:00.003-03:00</published><updated>2008-09-15T01:48:13.115-03:00</updated><title type='text'>Hillary ou Palin? Pallin ou Hilary?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo um site cujo nome agora não me lembro, mas é um periódico feminista em espanhol, o debate atual entre as feministas norte-americanas é: apoiamos Sarah Palin?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dilema é o seguinte: o feminismo foi construído em cima de determinados valores, que são, de maneira geral, a melhoria das condições de vida femininas, e, de maneira particular, a defesa do direito ao aborto, à homossexualidade sem preconceitos e com proteção do Estado e etc, e a valorização social e proteção estatal a coisas exclusivamete feminas, quase todas relacionadas à gravidez (além do próprio direito ao aborto, condições dignas de gravidez e de parto, de concepção, de proteção contra a grevidez, e também coisas relativas à saúde , etc), e também tooooda a complexa questão social, como emprego, salários, cuidados com a casa, enfim, essa não é uma lista exaustiva das exigências do feminismo e nem um resumo do mesmo. Mas já serve para diferenciar do que representa Palin: uma dona de casa conservadora - anti-aborto mesmo em caso de estupro, provavelmente contra homossexualidade e todas essas coisas. Então, para deixar claro o dilema: serve enfiar qualquer mulher na Casa Branca, ou é melhor esperar mais um pouco e o quanto for necessário para colocar lá uma representante das reivindicações feministas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu pensava que isto já tinha sido decidido com o episódio da Hillary Clinton: na maior oportunidade que houve até hoje de os EUA serem presididos por uma mulher, muitas feministas disseram que como representante das mulheres ela não serve - muito machona, brigona, parece até um homem, portanto, ela representa mais valores masculinos do que femininos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que o feminismo tem muitas vozes: tem desde a Margarita Pisano defendendo um recuo tático das mulheres para elas decidirem, só elas, o que elas querem fazer e quem são, até mulheres dizendo que o cristianismo é o maior movimento feminista do mundo e que feminismo é viver na luz de Cristo (com todo respeito ao cristianismo, é o pior tipo de feminismo que há, na minha opinião - aliás, com todo respeito ao feminismo também porque, a rigor, eu não posso opinar sobre o feminismo porque é uma responsabilidade exclusivamente feminina a luta feminista, mas de qualquer jeito eu sempre acabo dando opinião igual).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De todo modo, a única observação que eu queria fazer é: o feminismo tem, na minha opinião, muito trabalho pela frente no mundo, (não só) porque quando aparece uma mulher que não parece a Dona Florinda, todas as pessoas sentem-se no direito de questionar a sua feminilidade, e quando aparece a Sarah Palin, que governa um estado com a mesma eficiência com que governa o lar, questiona-se tudo, menos ela ser mulher. Digo isso por duas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma: a feminilidade é uma coisa criada pelos homens. Por mais que digam que não, são as mulheres que decidiram que delicadeza é coisa feminina e deixa a "diamantice não-lapidada" para os homens (ou decidiram, ou é da natureza feminina...), nada me convence que um modo de ser tão generalizado e inquestionável é um retrocesso, acho maldoso ouvir coisas como, por exemplo, que a Cássia Eller podia ser tudo, menos mulher (porque ela cuspia no chão, coçava "o saco", etc) - não acho que uma machorra seja menos mulher do que a Penélope Charmosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Duas: eu gosto muito do feminismo, simpatizo com o feminismo, defendo o feminismo na medida do possível, se me convidarem eu vou lá junto queimar os sutiãs que eu não uso mas tamos aí para dar apoio (é só força de expressão, é claro que se alguma louca me fizesse mesmo esse convite eu não ia) - mas se a tarefa do feminismo é formatar as mulheres e recriar os modelos obrigatórios de "isso é coisa de mulher", "isso não é coisa de mulher", aí, pela primeira vez, eu teria de ser anti-feminismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(nós próximos posts, voltaremos aos meus dramas emocionais na nossa programação normal)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1042634505122961781?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1042634505122961781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1042634505122961781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1042634505122961781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1042634505122961781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/hillary-ou-palin-pallin-ou-hilary.html' title='Hillary ou Palin? Pallin ou Hilary?'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8285701443730109396</id><published>2008-09-14T19:22:00.001-03:00</published><updated>2008-09-14T19:27:03.616-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu (Marisa Monte e não sei mais quem)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: Verdana; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;Aconteceu&lt;br /&gt;O que aconteceu&lt;br /&gt;Foi melhor assim&lt;br /&gt;Estava por um fio&lt;br /&gt;Estava por um triz&lt;br /&gt;Estava já no fim&lt;br /&gt;Todo mundo via&lt;br /&gt;Que acontecia&lt;br /&gt;Pois aconteceu&lt;br /&gt;Era o que devia&lt;br /&gt;Quando um descaminho&lt;br /&gt;Acha o seu desvio&lt;br /&gt;Tudo se alivia&lt;br /&gt;Foi melhor assim&lt;br /&gt;Quando dei por mim&lt;br /&gt;Já estava aqui e agora&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8285701443730109396?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8285701443730109396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8285701443730109396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8285701443730109396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8285701443730109396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/aconteceu-marisa-monte-e-no-sei-mais.html' title='Aconteceu (Marisa Monte e não sei mais quem)'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-5857031125434709182</id><published>2008-09-14T03:20:00.002-03:00</published><updated>2008-09-14T04:15:50.610-03:00</updated><title type='text'>Adeus</title><content type='html'>Suponho que "adeus" tenha surgido da seguinte forma: duas pessoas vão se despedir, e entregam a outra a Deus. Se for assim, então talvez a idéia completa fosse "te entrego a Deus". Mais ou menos como um "fique com Deus" ou "vai com Deus" (minha vó diria "que Deus te proteja", mas ela costuma se contentar com um "te cuida" - minha vó merece um post uma hora dessas).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sempre considero um adeus como um tchau definitivo. Quando alguém morre, por exemplo. Adeus,  nunca mais nos veremos. Claro que uma das duas ou as duas pessoas podem acreditar em vida após a morte - mas pelo menos não se verão aqui na terra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando duas pessoas não têm nenhuma perspectiva de encontrarem-se tão cedo, novamente. Uma delas vai viajar, por exemplo, ou vai morar em outro lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é sempre a mesma lógica : não nos veremos mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um tchau é diferente: nele está implícito algum prazo, mesmo que indefinido, de reencontro: tchau, até amanhã; tchau, até mais. O adeus não tem prazo. Nunca mais nos veremos, ou, pelo menos, não esperamos nos reencontrar tão cedo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode ser que as pessoas não esperem se reencontrar por motivos apenas óbvios: vamos ficar muito distantes e não frequentaremos mais os mesmos lugares, e também é muito longe (quer dizer, caro ou demorado ou ambos) para ir visitar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas agora, com e-mail, MSN e Internet em geral, ficou mais estranho dizer adeus por causa da distância. Porquê dizer adeus se poderemos trocar e-mails todos os dias e falar no MSN? Claro que mandar um abraço ou um beijo não é abraçar ou beijar. Mas mandar um beijo ou um abraço é legal tanto de mandar quanto de receber, mesmo pela internet. Enfim, não é um adeus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que o adeus restringiu-se a duas pessoas não esperarem se reencontrar tão cedo por falta de interesse de se reencontrarem. Não é bem falta de interesse, mas sim intenção. Adeus, é só uma hipótese, quer dizer "não quero mais te encontrar". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-5857031125434709182?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/5857031125434709182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=5857031125434709182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5857031125434709182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5857031125434709182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/adeus.html' title='Adeus'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4771503979266918753</id><published>2008-09-12T15:26:00.002-03:00</published><updated>2008-09-12T16:22:46.349-03:00</updated><title type='text'>Delírio</title><content type='html'>Há tempos atrás, meu sentimento de bem-estar somente acontecia quando reconhecia o teu bem-estar. Minha alegria era a tua alegria e o teu sorriso me deixava feliz não porque era belo, mas porque por ele eu supunha a tua felicidade. Aprendi mais tarde a ser feliz com outras coisas - inclusive minhas - além de ser feliz apenas com a tua felicidade.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em todo esse tempo, todas as minhas idéias e todos os meus atos somente tinham sentido se fossem para o teu bem. Quando isso revelou-se uma prisão, decidi não deixar de procurar a tua felicidade, mas também a minha. Não deixar de me prender a ti, mas a me soltar em mim - e descobri assim que te sentia dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Descobrir que tua felicidade não dependia de mim não me machucou, pelo contrário, me libertou. Você há de concordar que é uma responsabilidade muito grande ser responsável pela felicidade de aguém. Seria arrogância se eu não aceitasse que tua felicidade não dependia de mim, mas quando descobri aceitei, e pude ser responsável apenas pela minha felicidade e pelo desejo de que fosses feliz. Pois onde eu não pudesse te fazer feliz, darias um jeito, e por isso eu fiquei duas vezes feliz (uma por mim, outra por ti).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decidi apenas te acompanhar: se estivesses feliz, eu também estaria, se não estivesses, eu ficaria um pouco mais triste, mas sempre queria estar ao teu lado, para comemorar, para lamentar, ou apenas para ficar sem fazer nada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não esperava que a minha felicidade fosse para ti o mesmo que a tua felicidade era para mim. Eu já não era mais responsável pela tua felicidade - aliás nunca fui - e só podia desejar a tua e ser responsável pela minha. Nem mesmo esperava que a minha felicidade te deixasse feliz. Isso estaria muito bem assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas nunca pensei que a minha infelicidade fosse para ti tão pouca coisa. Quer dizer, a minha tristeza era melhor mesmo que não fosse também a tua - mesmo que a tua fosse também a minha. Mas pensei que fosse mais difícil para ti não causar minha tristeza. Não que eu imaginasse de ti que fosses fazer um grande sacrifício para que não causasses minha tristeza, mas não imaginava que causar minha tristeza fosse tão indiferente para ti quanto causar qualquer outra coisa que fosse. Entenda: não queria que desejasses minha felicidade, nem que trabalhasses por ela, nem que me salvasse da tristeza e nem que nunca a causasse; mas imaginei que evitar ser a causa da minha tristeza, mesmo que não fosse uma prioridade tua, merecesse alguma atenção da tua parte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa indiferença a mim - e à minha felicidade - não é a causa de eu decidir deixar-te de lado. Essa indiferença apenas significa que não existo para ti, e que, portanto, tanto faz onde te deixo: de lado, à frente, ao meu lado, tanto faz. Se para ti não existo, não posso querer te converter à crença na minha existência, assim como não poderia te convencer que existem unicórnios, caso eu desejasse que acreditasses. Se para ti eu não existo, suponho que esteja feliz - e tua felicidade ainda me faz feliz - e se não estás feliz, só posso fazer, como fazia antes, desejar que sejas feliz, sem que eu possa fazer nada por isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portanto, tudo o que posso te desejar é que seja feliz, que encontre a felicidade e todas estas coisas parecidas que suponho que procuras, e que nunca corras o risco de acreditar, tarde demais, que existia alguém do teu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4771503979266918753?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4771503979266918753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4771503979266918753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4771503979266918753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4771503979266918753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/delrio.html' title='Delírio'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6766683030560506264</id><published>2008-09-10T23:44:00.002-03:00</published><updated>2008-09-11T00:07:32.850-03:00</updated><title type='text'>Movimento</title><content type='html'>Eu gosto da mobilidade, do movimento. A principal imagem que me vem à mente são placas tectônicas deslizando umas sobre as outras. Talvez porque seja um movimento ininterrupto, mas que preserva alguma coisa. No caso, o formato da terra.&lt;div&gt;Esse movimento somente é possível dentro de um limite, mas não importa tanto que a esfera do planeta seja um limite, e sim que seja, ao mesmo tempo, uma das condições desse movimento. As placas tectônicas - se eu entendi bem essa história toda - deslizam umas sobre as outras sempre em direção ao centro da Terra, como tudo no planeta, aliás (menos as coisas mais leves do que o ar). Por isso, há sempre um movimento contínuo, a Terra nunca fica deitada eternamente em berço esplêndido, porque ela é, ao mesmo tempo, o berço e aquilo que ocupa o berço - quer dizer, ela se move sobre ela mesma, e claro que temos que dividi-la em partes para dizer que há movimento. Mas é um movimento sobre si, e, desconsiderando as partes, pode-se dizer que a Terra move-se ao mesmo tempo em que não se move. Ela se move, modifica-se sempre dentro de um limite, que é ela própria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sei bem o que me fascina no movimento, ou neste tipo de movimento da Terra, sobre si. Não a translação em torno do sol, ou o movimento conjunto com a lua, mas sim a Terra que desloca-se sobre a Terra. Algo permanece igual e este mesmo algo, ao mesmo tempo, muda - pois a Terra continua sendo a Terra, mas há movimento. Há uma semelhança e uma diferença, como uma brincadeira de roda em torno de um núcleo em chamas, que funde tudo que o alcança, e relança de volta à Terra, a si, ao restante do conjunto. Nem vou levar em conta a grande poça de água que há sobre a maior parte das placas tectônicas, nem da vida que habita esse mar, e nem da vida que se desenvolve na pequena porção seca das placas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É desse tipo de movimento que falo quando digo que gosto: não um ir até lá, mas mover-se sobre, não uma caminhada infinita, mas mas um ir e vir que, na volta, encontra tudo diferente, ainda que o lugar seja o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6766683030560506264?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6766683030560506264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6766683030560506264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6766683030560506264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6766683030560506264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/movimento.html' title='Movimento'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4358212012000402241</id><published>2008-09-10T23:38:00.003-03:00</published><updated>2008-09-10T23:40:49.482-03:00</updated><title type='text'>Contradições</title><content type='html'>Sentimentos contraditórios: estou feliz, angustiado, apreensivo, cheio de expectativas, contente, animado, fraco e estimulado. Além disso, em um nível secundário: esgotado, mas cheio de planos.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4358212012000402241?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4358212012000402241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4358212012000402241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4358212012000402241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4358212012000402241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/contradies.html' title='Contradições'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3498797742993478487</id><published>2008-09-08T22:23:00.004-03:00</published><updated>2008-09-08T23:55:39.433-03:00</updated><title type='text'>As coisas que vem depois do X e os prefixos</title><content type='html'>O problema não são as mulheres ou os homens, nem os homo ou os heterossexuais.&lt;div&gt;São as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Veja bem: hoje em dia são necessárias cotas públicas, medidas de incentivo e leis especiais dirigidas especialmente à proteção das mulheres. É um absurdo - não que se tome essas atitudes, mas que elas sejam necessárias. É um sintoma de um fracasso coletivo. Nenhum fracasso é eterno, mas por enquanto é um fracasso remediado. E aí quem é responsável por isso? Os homens, machistas e violentos? Ou as mulheres, que querem tomar o lugar dos homens no mundo? Mas se os homens são machistas e violentos, pode ter certeza de que em 99% dos casos tinha uma mãe que, se não ensinou seu filhinho a ser assim, pelo menos permitiu que ele se desenvolvesse assim. E se as mulheres querem tomar o lugar dos homens no mundo, não é porque este lugar seja dos homens, e sim porque é um lugar de direito a qualquer pessoa. Tanto o machismo quanto um feminismo raso que nem merece o nome de feminismo (seria melhor chamá-lo de anti-feminismo*, na minha opinião) são coisas que se alimentam mutuamente: a força de um dá força ao outro, que reforça por sua vez o primeiro e daí por diante. Porque afinal de contas são farinha do mesmo saco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí vem a homossexualidade verdadeira. "Eu sou homossexual!" funciona como uma declaração cultural, nacionalista, o chauvinismo do machismo transferindo-se para a homossexualidade. "Verdadeira" porque transformaram a sexualidade em certidão com firma registrada em cartório. Lésbica que é lésbica tem que mostrar que gosta de mulher, bicha que é bicha tem a obrigação de gostar de dar o cú. São dois exemplos pífios, eu sei: é claro que lésbica gosta de mulher e gay de dar. O problema não é esse porque nem toda lésbica tem que mostrar que gosta de mulher e nem todo gay tem obrigação de dar, mas a questão está aí! A heterossexualidade possui uma cultura heterossexual (por exemplo, basta entrar num site de  horóscopo para ver se o seu signo combina com o de quem você está a fim, e está lá, "clique neste lado no signo do homem e do outro lado no signo da mulher em questão" ou algo assim. Se eu estivesse a fim de um cara, clicava onde na outra coluna?), e a homossexualidade decidiu que também tem que ter uma cultura própria, modos próprios: e assim assume a condição de gueto imposta por quem? Pela cultura heterossexual, que tem que deixar claro que é hetero. Uma escritora francesa escreveu que existe um pensamento hetero, que consiste na sobrevalorização da diferença: os opostos se atraem, coisas assim. E a homossexualidade consegue ser hetero porque faz de tudo para ser diferente, para afirmar sua sexualidade. Mas ontem mesmo não se dizia que um dos problemas do machismo era a necessidade dos machos de afirmarem sua virilidade? Seria mais útil afirmar o amor, os direitos das pessoas, o direito de comer e sobrar para amanhã e ter dinheiro para comprar mais depois, a liberdade de orientação sexual, religiosa, etc, etc! Sim, num primeiro momento é comprensível que você descubra algo muito importante e bonito sobre si e ai queira afirmar para todo mundo "me achei, eu sou isso, está explicado, afinal de contas!", mas se essa é uma descoberta fundamental não é tudo o que há para descobrir, e só porque é fundamental não quer dizer que seja a mais importante . "Ah, mas temos que nos afirmar diante da sociedade malvada", mas a sociedade é malvada com as pessoas heterossexuais também, o que se tem que afirmar é o direito de a pessoa ficar com quem ela bem entender, e não ser considerada uma união de segunda categoria, "anti-natural" só porque não é hetero. Parada gay deveria ser um grito de "consideramos justa toda a forma de amor!" e não de "vocês vão ter que me engolir!" - porque as pessoas heterossexuais não têm que aceitar a homossexualidade alheia, e sim têm que deixar de delirar pensando que é a forma de amor correta. E é esse é o mesmo mal que aflige a homossexualidade, ou pelo menos o que eu vejo com mais força: troca-se hetero por homo, mas ninguém - heterossexual ou homossexual - abre mão de dizer "eu vivo a verdadeira sexualidade!"... Pressupõe-se que quem nasceu heterossexual morrerá heterossexual, e que quem nasceu homossexual morrerá heterossexual. Aí vem alguém e diz "ah, é um gene": vá se catar! Não é questão de escolha, mas nem por isso vira mandato divino. Só o preconceito - e preconceito de todas as sexualidades prefixadas - consegue determinar tão categoricamente que se você me vir rolando no chão com alguém cuja sexualidade não seja a mesma que a minha, separa que é briga (troque "alguém cuja sexualidade não seja a mesma que a minha" pelo sexo com o qual você nunca mais transará na vida). Aí inventam a bissexualidade, como se a sexualidade fosse um carro totalflex que aceita gasolina e álcool. Ninguém é bissexual - mas há pessoas que se permitem gostar de pessoas com genitália, e não de genitálias com pessoas. Pau e buceta não são caráter, são hábitos que não fazem o monge.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu disse no começo que o problema são as pessoas. E são mesmo. Por isso é que só as pessoas problemáticas - incluindo a mim - é que podem resolver isso. Não são as leis (não estou dizendo que não é importante aprovar a parceria civil registrada no Congresso), Deus ou a Paz Universal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somente as pessoas é que podem admitir um dia que as pessoas não estão na cor da pele, na ascendência familiar, no que têm no meio das pernas ou na religião. As pessoas estão nas pessoas! Eu sei que é redundante mas é porque eu não sei afirmar "pessoas são isso!". Quem sou eu para pré-determinar, para pré-formatar as pessoas como se fôssemos disquetes. "Pessoa" é como o bom-senso para Descartes: todo mundo é ou tem plenamente. E as pessoas têm características que formam uma rede de diferenças e semelhanças que vai muito além do que eu ou você temos no meio das pernas, ou ouvimos no rádio ou pensamos da vida. E os mais diferentes às vezes podem estar mais próximos do que imaginam (eu acho tão nojento um macho que é macho dizer que só gosta de buceta quanto uma lésbica dizer o mesmo- que foi mais ou menos o que eu ouvi e que me levou a escrever tudo isso - , e isso vale também para a pênislatria - como em "idolatria" - de gays e de mulheres heterossexuais).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É por isso que eu nunca vou - agora partimos para os problemas pessoais, pode parar de ler. É por isso que eu nunca vou conseguir namorar, ou pelo menos manter um relacionamento que dure mais do que o tesão inicial. Porque eu gosto do que gosto e sei do que gosto, mas aquilo de que gosto não define todo o resto sobre mim, e nem me obriga a gostar sempre da mesma coisa. Eu não sou obrigado a ser assim ou assado por gostar disto ou daquilo. Não tenho que ouvir que sou incongruente porque tal ou tal coisa não são coisa apropriada para o meu sexo. Eva vê a vovó e Ivo vê a uva só na cartilha, porque na vida real todo mundo vê mais coisas que isso. Menos quando a vida real precisa adequar-se desesperadamente à cartilha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*aquele "feminismo" de hello kity que fala coisas do tipo "ah, mas isso é que dá colocar homem para fazer tarefa de mulher", por exemplo. Em tempo : nada contra a hello kity.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3498797742993478487?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3498797742993478487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3498797742993478487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3498797742993478487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3498797742993478487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/as-coisas-que-vem-depois-do-x-e-os.html' title='As coisas que vem depois do X e os prefixos'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4103192090504105377</id><published>2008-09-08T16:17:00.002-03:00</published><updated>2008-09-08T16:34:20.874-03:00</updated><title type='text'>Retificação</title><content type='html'>Acho que vou retificar um pouco o que disse abaixo.&lt;div&gt;No fim das contas, quis dizer que eu não tenho inimigos. Pois eu não me preocupo em atacar ou revidar, e sim em neutralizar quaisquer ataques, fazer com que as ações dessas pessoas não toquem em mim, ou pelo menos não causem efeitos em mim. Enfim que não me prejudiquem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu tenho que começar a considerar certas pessoas como inimigas. Não que eu comece a revidar ou a atacar essas pessoas. Mas tenho que começar a tratar essas pessoas como inimigas: preciso deixar claro a elas que, no que diz respeito a mim, são estorvos, e apenas isso, na minha vida; são apenas peso inútil, colesterol ruim, pessoas nocivas mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4103192090504105377?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4103192090504105377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4103192090504105377&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4103192090504105377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4103192090504105377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/retificao.html' title='Retificação'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1840942718268760056</id><published>2008-09-07T04:17:00.002-03:00</published><updated>2008-09-07T04:35:47.925-03:00</updated><title type='text'>Coisas aleatórias</title><content type='html'>Existem aquelas pessoas que eu amo. São pessoas que por algum motivo me fazem bem emocionalmente, que aumentam o prazer que eu tenho de viver.&lt;div&gt;Existem aquelas que eu detesto. São pessoas desagradáveis, que mesmo sem tocar em mim, fazem com que o meu corpo sinta-se como se estivesse doente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A melhor coisa que eu posso fazer pelas pessoas que eu amo é amá-las - e amar alguém sempre depende da pessoa que se ama, pois não é o mesmo amor para uma e para outra pessoa ("não é o mesmo amor" não significa que seja mais ou menos amor para uma ou outra pessoa).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As pessoas desagradáveis não merecem, por sua vez, meu ódio ou a minha oposição. Eu reajo na mesma medida a alguém por quem me agrado. Mas evito, a menos que seja necessário, reagir às pessoas desagradáveis. Com elas, eu exercito minha capacidade de desprezo, de indiferença. Não merecem que eu me desgaste em dedicar algo, mesmo que seja meu ódio, contra elas. Odiar alguém dá trabalho - e que consideração seria, da minha parte, me desgastar tanto assim por alguém. Amar também dá trabalho, mas é que nem trabalhar em algo que você gosta. Odiar é trabalhar em algo ruim, sujo, que cheira mal; às vezes é necessário, mas mesmo assim só por pouco tempo, caso seja. Prefiro ignorar, como quem ignora qualquer coisa que seja irrelevante. Ignora-se coisas que não acrescentam em nada se damos atenção a elas, e que prejudicam, se recebem essa atenção. São coisas como o tempo que leva a gravidez dos unicórnios, ou as medidas e proporções exatas dos itens da bandeira - a menos que você escreva livros ou faça bandeiras, são coisas que não interessam, irrelevantes (eu gosto de unicórnios e da bandeira, só não me interesso pela gravidez do primeiro, e pelas medidas e proporções do segundo).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É só uma questão de aprender a neutralizar o desconforto que tais pessoas produzem, como um campo de força emocional,  algo que gaste o mínimo de energia mas que mantenha a desagrabilidade que causam longe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1840942718268760056?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1840942718268760056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1840942718268760056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1840942718268760056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1840942718268760056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/coisas-aleatrias.html' title='Coisas aleatórias'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2202535526241151125</id><published>2008-09-03T23:41:00.003-03:00</published><updated>2008-09-03T23:47:21.317-03:00</updated><title type='text'>Google Chrome</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_EOBApbazMvY/SL9LzRffKYI/AAAAAAAAASM/Dbs_CyQHuUY/s1600-h/chrome2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_EOBApbazMvY/SL9LzRffKYI/AAAAAAAAASM/Dbs_CyQHuUY/s400/chrome2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241991835523426690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O Google lançou um navegador chamado Google Chrome. E fez uma piadinha que eu gostei no gerenciador de tarefas do programa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um "heheh" para o Google.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2202535526241151125?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2202535526241151125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2202535526241151125&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2202535526241151125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2202535526241151125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/google-chrome.html' title='Google Chrome'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EOBApbazMvY/SL9LzRffKYI/AAAAAAAAASM/Dbs_CyQHuUY/s72-c/chrome2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1383603880363050534</id><published>2008-09-03T17:51:00.001-03:00</published><updated>2008-09-03T17:54:02.718-03:00</updated><title type='text'>Anaïs Nin</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; "&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;A minha primeira visão da terra foi através da água. Pertenço à raça de homens e mulheres que olham todas as coisas através desta cortina de mar e os meus olhos são a cor da água.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Olhava com olhos de camaleão a Face mutável do mundo e considerava anonimamente o meu ser incompleto.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Lembro o meu primeiro nascimento na água. À minha volta a transparência sulfurosa e os meus ossos moviam-se como se fossem de borracha. Oscilo e flutuo nas pontas sem ossos dos meus pés atenta aos sons distantes, sons para além do alcance de ouvidos humanos, vejo coisas que são para além do alcance dos olhos. Nasço cheia das memórias dos sinos da Atlântida. Sempre à espera de sons perdidos e à procura de perdidas cores, permanecendo para sempre no limiar como alguém perturbado por recordações, corto o ar a passo largo com largos golpes de barbatana e nado através de quartos sem paredes.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Expulsadas de um paraíso de ausência de som, catedrais ondulam à passagem de um corpo, como música sem som.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Esta Atlântida só podia ser novamente encontrada à noite pelo caminho do sonho. Logo que o sono cobria a rígida cidade nova e a rigidez do novo mundo, abriam-se os portais mais pesados deslizando em gonzos oleados e entrava-se na ausência de voz que pertence ao sonho. Era o terror e a alegria de homicídios conseguidos em silêncio, um silêncio de calhas e de escovas. O lençol de água cobrindo tudo e abafando a voz. E um monstro trouxe-me, por acaso, à superfície.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Perdida dentro das cores da Atlântida, cores que vão dar a outras e se misturam sem fronteiras. Peixes feitos de veludo, de organdi com dentes de rendas, feitos de tafetá, recamados de lantejoulas, peixes de seda e penas e plumas, com flancos laçados e olhos de cristal de rocha, peixes de couro curtido com olhos de groselha, olhos como o branco de um ovo. Flores palpitando-lhes nas hastes como corações de mar. Nenhum deles sentindo o seu próprio peso, o cavalo-marinho movendo-se como uma pena...&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Era como um longo bocejo. Eu amava a facilidade e a cegueira e as mansas viagens na água transportando-nos através de obstáculos. A água estava ali para nos transportar como um abraço gigante; havia sempre a água para nos repousar, e que nos transmitia as vidas e os amores, as palavras e os pensamentos.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Eu dormia muito abaixo do nível das tempestades. Movia-me dentro da cor e da música como dentro de um diamante-mar. Não havia correntes de pensamentos, apenas a carícia-fluxo-desejo misturando-se, tocando, afastando, vagueando - no abismo infinito da água.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Não me lembro de ali estar frio, nem calor. Nenhuma dor provocada pelo frio ou pelo calor. A temperatura do sono, sem febre e sem arrepio. Não me lembro de ter tido fome. Era-se alimentado através de poros invisíveis. Não me lembro de ter chorado.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Sentia apenas a carícia de mover-me - de passar para um outro corpo - absorvida e perdida dentro da carne de outrem, embalada pelo ritmo da água, pela lenta palpitação dos sentidos, pelo deslizar de seda.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Amando sem consciência, movendo-me sem esforço, numa corrente branda de água e de desejo, respirando num êxtase de dissolução.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;Acordei de madrugada, atirada para uma rocha, esqueleto de um barco sufocado nas suas próprias velas.&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="ha9y45" class="western" align="justify" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(trecho do livro A Casa do Incesto)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1383603880363050534?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1383603880363050534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1383603880363050534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1383603880363050534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1383603880363050534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/09/anas-nin.html' title='Anaïs Nin'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-937879744829138230</id><published>2008-08-30T23:17:00.002-03:00</published><updated>2008-08-30T23:40:27.662-03:00</updated><title type='text'>Coisas que eu não entendo</title><content type='html'>Quando prenderam o tal Daniel Dantas - o banqueiro, não o ator - o cara conseguiu dois mandatos de sei-lá-o-quê para não ficar preso em questão de horas. Quem deu esse presentão foi tal do ministro Gilmar Mendes (que é presidente do STF - não era a Ellen Gracie???)&lt;br /&gt;Se  o cara - o ministro - não é corrupoto, gente boa também não é, porque se a suspeita fosse sobre mim ou você, ele não ia facilitar tanto assim a nossa vida - ou será que ia? De qualquer modo, eu, quando ando na rua, tenho que andar com um olho nos bandidos e o outro nos policiais, quer eu esteja fazendo algo ilegal, quer não - e não vem ministro nenhum garantir nada para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, tudo bem - é uma lei informal que a sua proteção estatal é proporcional à sua riqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí ver em quase toda a mídia o Gilmar Mendes ser pouco a pouco transformado em herói, porque luta contra o nepotismo, porque quer reformar não sei o quê, porque colocaram uma escuta na sala dele  - quando qualquer um envolvido com algum criminoso ou suspeito está sujeito a isso - e porque ele está sofrendo com o estado policialesco, é nojento!! Eu sofro tanto pelo excesso de policiamento - porque se eu sair sem minha carteira de identidade vou direto para a cadeira - quanto pela falta de policiamento - porque aqui no centro da cidade tem brigadiano saindo pelo ladrão (sem trocadilho), enquanto que basta você se deslocar 1km do centro e você só encontra os bandidos gozando da segurança de que não vão encontrar a polícia ali. Quem sofre com o estado policialesco sou eu!! Vá ver se o pobre coitado do ministro não pode usufruir das vantagens da democracia mais do que eu - tais como ir e vir (porque eu só consigo ir e vir até onde minhas pernas alcançam, afinal o ônibus está caro e a carteira de motorista também), acesso à alimentação decente (quem me garante isso é minha mãe, e não a democracia) e educação (quem me garante isso é a briga semestral com a universidade para que eu possa fazer menos cadeiras do que o mínimo permitido). O problema não é a democracia, é gente se sentindo ofendida em cadeia nacional com coisas que a ralé que não é ministra de nada convive diariamente sem que o JN venha fazer uma reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, quando me sinto amedrontado pelo sistema, posso no máximo fumar um cigarro de preocupação. Porque uma besta dessas não pega vai ler um livro ou fazer ioga e pára de chorar para o William Boner que está sendo perseguido.&lt;br /&gt;Ah, é! Ele faz isso porque é um servidor público que trabalha para garantir a minha liberdade, tinha esquecido dessa sua nobreza de espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-937879744829138230?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/937879744829138230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=937879744829138230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/937879744829138230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/937879744829138230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/coisas-que-eu-no-entendo.html' title='Coisas que eu não entendo'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6669467047797512613</id><published>2008-08-30T22:20:00.002-03:00</published><updated>2008-08-30T22:44:32.414-03:00</updated><title type='text'>Resoluções para Setembro</title><content type='html'>Todas as pessoas costumam fazer resoluções de ano-novo. Mas porque não se faz resoluções, também, de semana nova (além da dieta, claro), de nova fase da lua, de quinzena nova, semestre novo, dia novo, etc?&lt;br /&gt;Eu, no momento, vou fazer minhas resoluções de mês novo. Dependendo, as mantenho para os próximos meses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) vou dedicar mais tempo para estudar, ler, ouvir música, descansar e comer com calma e sem pressa - quer dizer, dedicar mais tempo a mim. É incrível como uma pessoa pode dedicar tanto tempo aos outros em detrimento de tempo para si. Tem aqueles tempos que você não pode determinar: horas de trabalho, horas de sala de aula, horas de deslocamento, etc. Mas dá para dedicar menos tempo a coisas que têm menor retorno.&lt;br /&gt;As horas que eu dedico a gastar dinheiro: para gastar menos dinheiro, eu acabo gastando tempo demais pesquisando preço mais barato, indo mais longe - geralmente a pé - para comprar mais barato, calculando quanto dinheiro eu tenho, quanto custa o que eu quero, se vale a pena gastar ou não com aquilo, etc; na dúvida, não levo e deu. Porque, de qualquer maneira, eu entro sempre no cheque especial no fim do mês e o vale-refeição acaba antes que eu termine de comer. Então, menos tempo dedicado a gastar dinheiro.&lt;br /&gt;Tem também as horas que eu dedico aos outros: quebrar um galho aqui, ouvir um problema ali, visitar algém mais para lá, essas coisas. Eu não me dedico às pessoas de quem eu gosto esperando retorno - infelizmente, eu tenho o costume de pressupor que, assim como eu faço algo por alguém só porque gosto da pessoa, a pessoa fará o mesmo por mim. Ou é um problema de erro de julgamento meu, ou então as pessoas são assim, tal como eu, mas não gostam tanto assim de mim, não sei. Sei apenas que quando eu preciso, não encontro ninguém. Então, em vez de tentar contribuir para com as necessidades dos meus amigos, vou contribuir mais para com a minha necessidade. Não que eu não queira o bem das pessoas, pelo contrário: mas vou ficar só no "boa sorte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) vou dormir e acordar cedo durante a semana, e dormir e acordar tarde nos fins de semana. Porque eu tenho feito o contrário: chego sempre em cima da hora no trabalho, e aproveito as maravilhosas manhãs do fim de semana. Está errado isso. Tudo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) vou parar de ser legal gratuitamente com os outros. Porque só eu faço isso e isso dá trabalho. É mais fácil mandar todo mundo se fuder por padrão e ser excepcionalmente legal só em certos casos. Cansei de me desgastar para ser legal por padrão e só mandar se fuder excepcionalmente em certos casos. Isso se chama "ligar o foda-se".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) vou escrever mais. Acho que é a resolução para Setembro mais simples que fiz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6669467047797512613?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6669467047797512613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6669467047797512613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6669467047797512613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6669467047797512613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/resolues-para-setembro.html' title='Resoluções para Setembro'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6454360782157146815</id><published>2008-08-14T22:59:00.002-03:00</published><updated>2008-08-14T23:34:27.783-03:00</updated><title type='text'>limite</title><content type='html'>De todas as pessoas no mundo, existem as que eu conheço. De todas as que eu conheço, existem as que tem alguma relação maior comigo, coisas em comum como morar na mesma cidade, trabalhar no mesmo lugar, compartilhar os mesmos interesses, essas coisas. De todas estas últimas, há algumas com quem eu convivo mais, seja por obrigação, seja por gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse afunilamento, desde o mundo inteiro até as pessoas com quem eu convivo, eu precisava conviver com as pessoas, com o tipo de pessoas mais nocivo a mim? Eu precisava viver com o tipo de pessoas mais intolerante, mais formatada, mais tosca, mais centrada em si mesma, mais mesquinha, mais arrogante, mais distante de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser pior? Poderia: eu podia viver em um lugar onde eu fosse explorado sexualmente, economicamente, ou poderia viver em meio a tiroteios constantes, ou sem saneamento básico, qualquer desses horrores a que muitas pessoas estão sujeitas. Mas só porque poderia ser pior não quer dizer que não seja horrível e insuportável!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca desisti de fazer as coisas com as quais eu sonho. Já desisti de muitas coisas, e muitos sonhos eu nem comecei porque não via perspectivas concretas de realizar no momento. Mas dos sonhos que eu comecei, eu nunca desisti e fui até o fim, nem que fosse apenas para terminar, mesmo que fosse mal terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já abri mão de muitas coisas na vida. Já me joguei no lixo inúmeras vezes. Mas de certos aspectos, de certas coisas minhas eu nunca abri mão. Eu não sei se talvez meu erro seja preservar uma ou duas coisas intocáveis, quando deveria, na verdade, abrir mão de tudo e me deixar levar, apostar e ver no que dá de maneira absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é necessário desistir de certos projetos. Mas a minha única saída, a única perspectiva à minha disposição é desistir de projetar, de ter perspectivas, de sair do mesmo lugar em que eu me encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já não sou a mesma pessoa que era quando eu tinha, sei lá, 10, 14 e mesmo 20 anos. Mas mesmo com todas essas mudanças, eu continuo sempre e sempre à mercê exatamente das mesmas coisas a que sempre estive à mercê. É como se livrar-se desse horror fosse um trabalho de Sísifo. Mas não é a pedra, e sim eu que sempre rolo montanha abaixo, para recomeçar tudo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cada dia que passa a pedra se torna mais e mais pesada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6454360782157146815?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6454360782157146815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6454360782157146815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6454360782157146815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6454360782157146815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/limite.html' title='limite'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3561706475130145368</id><published>2008-08-14T19:09:00.002-03:00</published><updated>2008-08-14T19:27:35.795-03:00</updated><title type='text'>Quebra-galho</title><content type='html'>Isso não é uma avaliação sobre a maneira como as pessoas agem para comigo, pelo menos não necessariamente, mas sim uma avaliação sobre a maneira como eu enxergo as ações das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que eu tenho é que as pessoas se aproximam mais de mim quando estão em uma fase ruim, e se afastam quando estão bem. Como se o único interesse que eu possa causar seja o de ser um ombro amigo para quando se está mal, e, depois, quando a pessoa está bem (não que eu tenha sido o que fez com que a pessoa melhorasse), vai se divertir e ser feliz com quem realmente interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou a pessoa a ser procurada para compartilhar coisas boas (não que ninguém compartilhe coisas boas comigo, eu acho), mas sim para compartilhar as desgraças da vida, para servir de apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, é ruim você descobrir que é uma pessoa exclusivamente temporária na vida das outras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3561706475130145368?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3561706475130145368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3561706475130145368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3561706475130145368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3561706475130145368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/quebra-galho.html' title='Quebra-galho'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7777106239894805145</id><published>2008-08-14T18:29:00.002-03:00</published><updated>2008-08-14T19:05:23.198-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Eu não deveria ser tão sensível. É tão patético da minha parte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7777106239894805145?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7777106239894805145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7777106239894805145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7777106239894805145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7777106239894805145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/blog-post.html' title='...'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7935431937745144319</id><published>2008-08-13T23:33:00.002-03:00</published><updated>2008-08-13T23:54:12.896-03:00</updated><title type='text'>Urgência e tamanho</title><content type='html'>Não existem pessoas com problemas maiores do que os meus. Eu detesto quando eu me arrisco a contar quais são os meus problemas, e tenho que ouvir que tem coisa pior no mundo, imagina os doentes, ou as pessoas sem comida na África, etc, estes sim têm problemas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, há uma diferença entre tamanho e urgência dos problemas.&lt;br /&gt;O tamanho de um problema é geralmente relativo à própria pessoa. Um mesmo problema por ter proporções muito diferentes para uma e para outra pessoa. E, geralmente, os problemas mais toscos não são às vezes capazes de ser resolvidos porque há algum problema maior e anterior que precisa ser resolvido - o que não torna certas pessoas menos chatas.&lt;br /&gt;A urgência do problema é outra coisa. Eu estou aqui, me sentindo mal, abandonado, sofrendo, etc, e que ninguém venha me dizer que isso não é nada! Mas concordo que não é um problema tão urgente quanto uma pessoa passando fome, ou uma pessoa que perdeu alguém que ama, por exemplo. Se as pessoas falassem em uma hierarquia de urgência, tudo bem. Mas meus problemas são sempre "probleminhas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, mesmo que eu aceitasse a idéia de que existem problemas maiores e problemas menores, ainda assim isso não deveria servir como redução dos meus problemas. Isso - essa idéia de que o probleminha de alguém não é nada comparado com o problemão de outra pessoa - às vezes (e eu disse &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;às vezes&lt;/span&gt;) é sinal de que uma pessoa está com problemas, e vê outra com um problema "maior", fica feliz e consolada porque tem alguém pior - ou seja, se contenta com a desgraça alheia. De qualquer maneira, o fato de outra pessoa ter um problema "maior" não diminui nem resolve o meu problema, e não me serve de estímulo para ignorá-lo. Mas não existe isso de problemas maiores ou menores. Existem problemas mais urgentes e menos urgentes. E o fato de haverem pessoas com problemas mais urgentes do que o meu não invalida os meus próprios problemas. É uma constatação triste a existência de pessoas com problemas mais urgentes que os meus, mas é uma constatação igualmente inútil tanto para mim com meus problemas menos urgentes, quanto para as outras pessoas com problemas mais urgentes. O fato de eu dar atenção aos meus problemas menos urgentes não significa que eu não dê bola para os problemas mais urgentes dos outros - significa apenas que eu também tenho meus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero, com isso, "elogiar" o sofrimento menor. Só quero mostrar que um problema é sempe um problema, e os problemas alheios não resolvem os meus; e também que o tamanho de um problema é uma medida pessoal, somente a urgência deveria ser levada em conta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7935431937745144319?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7935431937745144319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7935431937745144319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7935431937745144319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7935431937745144319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/urgncia-e-tamanho.html' title='Urgência e tamanho'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-5671081872855049642</id><published>2008-08-12T00:33:00.003-03:00</published><updated>2008-08-12T00:46:37.896-03:00</updated><title type='text'>Cada qual</title><content type='html'>Acho que meu problema é sobrevalorizar e universalizar o amor. Há tantas coisas que são acessíveis a outras pessoas e a mim não, assim como há coisas inacessíveis a outras pessoas que são acessíveis a, dentre outras pesssoas, eu.&lt;br /&gt;Talvez isso de amor, de alguém intressar-se, não seja para mim. Talvez haja outro caminho, sei lá, que não inclua alguém ter interesse por mim. Claro, a Receita Federal se interessa pelo meu CPF, as Lojas Americanas pelo meu dinheiro, meus amigos por saber que estou vivo. Mas amor, essa coisa toda de alguém se encantar comigo, não há. Para mim.&lt;br /&gt;Nem tudo o que vale para as outras pessoas vale necessariamente para mim. Simples desse jeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-5671081872855049642?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/5671081872855049642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=5671081872855049642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5671081872855049642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5671081872855049642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/cada-qual.html' title='Cada qual'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2833383862504716330</id><published>2008-08-09T11:59:00.003-03:00</published><updated>2008-08-09T14:37:58.269-03:00</updated><title type='text'>Afecção nº 5</title><content type='html'>"O desprezo (Contemptus) é a imaginação de uma coisa qualquer, imaginação que toca de tal modo pouco a alma que a alma é conduzida, pela presença desta coisa, a imaginar antes o que nela não existe que o que existe..." (&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Spinoza: Ética, Livro III, Definições das afecções, definição V&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho crises de vez em quando. Nada patológico, ou orgânico, ou que seja resolvido com uma boa e velha receita médica, de qualquer modo. São crises emocionais, psicológicas, desse tipo de crises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente ocorrem por conta de uma debilidade emocional minha. Quer dizer, se trata de uma incapacidade, naquele momento, de reagir emocionalmente a emoções prejudiciais, como sensação de opressão, de falta de autoestima, falta de perspectiva (desespero, mas moderado), coisas assim. Geralmente essas reações emocionais envolvem não deixar que as emoções mais convenientes sejam sobrepujadas pelas prejudiciais, o que me permite reagir, com alguma ação, contra o que me oprime, ou que me desespera, ou que desvaloriza, ou sub-valoriza, etc. Por isso, eu acho esses momentos de crise semelhante a uma AIDS emocional. Uma imuno-deficiência emocional que, por si só, não causa maiores danos (causa danos, mas reparáveis), mas que debilita minha capacidade de reagir, de me revoltar, de me colocar, essas reações que se tem frente a um ataque alheio. Digo isso considerando que essa situação nem se compara à AIDS, que, por mais tratamento que já possua, ainda assim é sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HIV dessa AIDS emocional é o desprezo. Mas ao contrário do HIV original, este HIV emocional necessita de uma certa colaboração minha para ter forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tive problemas com o desprezo alheio. Durante um certo tempo da minha vida, eu me vi sempre sob a perspectiva alheia: se me aceitam, valho alguma coisa, e se não me aceitam, não valho nada, porque eu era tão valioso quanto as outras pessoas julgavam que eu era.&lt;br /&gt;Por algum motivo, eu sofro uma disposição a ser ignorado maior do que a média sofre. Assim, como eu me valorizava segundo o valor que davam para mim, mais essa minha facilidade em ser ignorado, o resultado era um auto-desprezo muito grande. Eu não sei se é a mesma coisa do que uma baixa autoestima, porque uma pessoa com baixa autoestima está convencida de que não vale nada; mas o meu caso era de me valorizar segundo o valor que me davam - quer dizer que hoje eu poderia não valer nada, e amanhã, tudo. Uma pessoa com baixa autoestima ainda afirma alguma coisa de si - afirma que não vale nada - (ainda que afirme algo prejudicial); eu, minha única afirmação era "vocês é que contam", ou "o que eu valho é o que vocês dizem que eu valho", como uma ação na bolsa de valores ou um litro de leite em uma prateleira de supermercado, que não possuem valores próprios, mas somente os atribuídos pela lei de oferta e procura exclusivamente, no caso das ações, e pela margem de lucro definida pelo supermercado mais a lei de oferta e procura, no caso do leite. A minha afirmação era de que eu não poderia afirmar nada, só ser afirmado.&lt;br /&gt;O desprezo alheio, portanto, tinha uma força muito grande sobre mim porque eu já me auto-desprezava de antemão, e esse auto-desprezo tanto favorece o desprezo alheio quanto qualquer outra ação alheia sobre mim. Eu não era algo em si (ou em mim), mas algo nos outros. É diferente de um parasita, que depende do hospedeiro para se manter; é mais um caso de um corpo inanimado que depende do ânimo alheio para ter vida, como um boneco de ventríloquo, um fantoche ou um verbo transitivo, ou então um caso de comensalismo, quando um indivíduo tira proveito de outro sem, no entanto, prejudicá-lo - como uma orquídea, que quando não tem acesso ao sol, trepa em outra árvore para ficar mais alta, mas não prejudica a árvore onde trepou; é diferente também de uma simbiose, onde os dois indivíduos se beneficiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, depois de muito drama e sofrimento, aprendi a me auto-valorizar. Claro que a estima alheia sempre vem bem, e desprezo sempre vem mal, mas não vivia mais da estima alheia e não morria mais por causa do desprezo alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que esse HIV emocional (o auto-desprezo, o comensalismo emocional), tal como o HIV original, é passível de tratamento, mas não de cura. A consequência é que está sempre à espreita, não é eliminado. Mas habitualmente aprendi a mantê-lo em seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente em momentos de crise é que esse HIV emocional ganha forças, e eu sinto como se realmente eu não valesse nada, especialmente quando certas frentes de combate não oferecem, de maneira alguma, um cessar-fogo devido à crise (uma observação especial às minhas chefes no trabalho que baixaram as armas nesse momento, o que me deixou na insólita e nunca ocorrida situação de me sentir melhor no trabalho do que em casa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A debilidade emocional, a crise, os momentos de crise mais forte, ocorrem de uma maneira que ainda não sei identificar: um cansaço emocional, um momento de fraqueza que oportuniza uma devastação emocional, um conjunto de muitas situações adversas que acabam me vencendo naquele momento, eu não sei ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para isso que serve aquela concepção de desprezo descrita por Spinoza na sua Ética: se o desprezo é quando alguém, ao me ver, percebe mais o que eu não tenho (ou não sou) do que o que tenho, o auto-desprezo é quando eu somente vejo o que eu não tenho - e a maneira de combater isso é descobrir, e mesmo criar, se necessário, eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2833383862504716330?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2833383862504716330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2833383862504716330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2833383862504716330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2833383862504716330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/afeco-n-5.html' title='Afecção nº 5'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3380756945851930613</id><published>2008-08-09T04:03:00.001-03:00</published><updated>2008-08-09T04:05:46.175-03:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Intérprete: Marisa Monte&lt;br /&gt;Composição: Lulu Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo a vida melhor no futuro&lt;br /&gt;Eu vejo isso por cima do muro&lt;br /&gt;de hipocrisia que insiste em nos rodear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo a vida mais farta e clara&lt;br /&gt;Repleta de toda a satisfação&lt;br /&gt;Que se tem direito&lt;br /&gt;Do firmamento ao chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero crer no amor numa boa&lt;br /&gt;E que isso valha prá qualquer pessoa&lt;br /&gt;Que realizar a força que tem uma paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo um novo começo de era&lt;br /&gt;De gente fina, elegante e sincera&lt;br /&gt;Com habilidade pra dizer mais sim do que não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o tempo voa amor&lt;br /&gt;Escorre pelas mãos&lt;br /&gt;Mesmo sem se sentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há tempo que volte amor&lt;br /&gt;Vamos viver tudo o que há prá viver&lt;br /&gt;Vamos nos permitir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3380756945851930613?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3380756945851930613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3380756945851930613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3380756945851930613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3380756945851930613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/tempos-modernos.html' title='Tempos Modernos'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-82709880430562097</id><published>2008-08-03T15:42:00.002-03:00</published><updated>2008-08-03T16:27:23.785-03:00</updated><title type='text'>Preconceito reverso</title><content type='html'>Eu tenho, como qualquer pessoa, meus preconceitos. São vários: contra pessoas de uma cidade vizinha à minha, por exemplo, que me dão a impressão de serem todos gente tosca e horrível - apesar de já ter conhecido uma pessoa maravilhosa de lá; contra pessoas exageradamente homofóbicas, as quais eu sempre suponho que o exagero esconde uma homossexualidade reprimida - não que eu pense que toda a homofobia seja fruto do recalque da própria sexualidade, mas sempre suponho que exageros inflamados sejam recalque; contra machistas, nos quais sempre julgo haver algum complexo de inferioridade; etc.&lt;br /&gt;São preconceitos porque as pessoas da minha cidade vizinha não são todas necessariamente toscas, nem todos os exageradamente homofóbicos serão necessariamente homossexuais recalcados e nem todos os machistas são necessariamente pessoas com complexo de inferioridade ("pessoas" porque existem também mulheres machistas, e também acho, preconceituosamente, que sejam casos de complexo de inferioridade). Claro que eu digo isso somente de maneira politicamente correta, porque não é o que eu sinto - sei, por exemplo, que as pessoas da cidade vizinha não são todas toscas, mas sinto o contrário. Tenho que trabalhar essas coisas, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro preconceito, que tenho que trabalhar de maneira mais urgente, é o de replicar preconceitos que eu já sofri sobre uma generalização das pessoas que me fizeram sofrer este preconceito. Assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era "dimenor", eu era meio maluquete. Eu era pré-adolescente e pensava que estaria fazendo a revolução usando all-star, por exemplo. Corrigindo, então, eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pensava &lt;/span&gt;que era maluquete, mas era um pré-adolescente como qualquer pré-adolescente - que maximiza tudo  o que faz de uma maneira quase infinita. De qualquer maneira, era muito escanteado pelas (então classificadas como) pessoas de bem: que eram meus colegas, com suas respectivas famílias, que não gostavam das minhas atitudes, dos amigos maconheiros, vileiros e marginais que eu tinha. Não que todos fossem realmente vileiros, maconheiros e marginais, mas quaisquer outros grupos em que se enquadrassem eram objeto de repulsa por parte das pessoas de bem; só menciono esses três porque são exemplos de pessoas que costumam causar repulsa, ainda, em muita gente. E minha cidade é uma cidade de pessoas de bem ("pessoas de bem" não é o mesmo que pessoas do bem, só para deixar claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, haviam pessoas com características semelhantes entre si que me hostilizavam, me rotulavam e o faziam ou pelas minhas atitudes ou, na falta delas, o faziam por causa das roupas que eu vestia, das pessoas com quem andava ou das idéias que eu expressava. Quer dizer, porque eu matava aula eu era uma má influência, porque eu andava com maconheiros eu fumava maconha, porque eu fumava maconha eu era, novamente, má influência, enfim.&lt;br /&gt;Acho que um preconceito parte de uma generalização. Você vê um indivíduo ou um grupo de indivíduos com determinadas características, e supõe que outros indivíduos, que possuam algumas características semelhantes, certamente irão apresentar as outras características que vocêo viu naquele primeiro grupo de indivíduos. Generalizar é você supor que alguma ou algumas características pressuponham necessariamente outras características, mesmo que você não tenha visto estas outras características. No meu caso, por exemplo, a característica de matar aulas levava as pessoas a acreditarem que eu faria com que os outros fossem matar aulas, porque pensavam que toda pessoa que mata aulas leva outras pessoas a matar aulas; ou a característica de andar sempre com maconheiros em volta levava as pessoas a acreditarem que eu fumava também (e isso que só fui fumar maconha depois dos vinte anos, e maconha aliás é muito bom, mas também não é bicho: não trocaria um chocolate, uma praia ou um vinho por um baseado, por exemplo - não que essas coisas se excluam, mas só para demonstrar a hierarquia das minhas preferências). Mas, enfim, generalização é isto, você pressupor que uma pessoa em quem você viu a característica A vai apresentar necessariamente a característica B, mesmo que você não tenha visto a característica B, só a A. Isso é uma maneira de criar um preconceito (tomara que seja a única).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu preconceito reverso consiste em generalizar as pessoas que têm algum tipo de preconceito contra mim, e pensar que sempre o mesmo tipo de pessoas terá preconceito contra mim. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: os preconceitos que pesam contra mim não são, de maneira geral, os preconceitos mais difundidos socialmente; muita gente acha que sou veado, por exemplo, e isso não me incomoda, é até um elogio de certa maneira, e minha única preocupação é que alguma garota que porventura esteja afim de mim não o diga porque pense "ah, o cara é gay, nem vou tentar", mas também não esquento muito com isso; me refiro a outros preconceitos que não vou mencionar (aquele mencionado ali em cima é só um exemplo da minha adolescência, pré-adolescência, aquele período).&lt;/span&gt; Quer dizer, eu, que sou às vezes rotulado por algumas pessoas, "coleciono" as características delas e pressuponho que outras com características semelhantes vão me rotular, e já me sinto, por isso, rotulado de antemão, sem que necessariamente elas tenham me rotulado (porque eu geralmente não pergunto se me rotularam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um preconceito, como qualquer outro, e, além disso, influi de maneira negativa nas minhas relações com as pessoas. Como qualquer outro preconceito, aliás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-82709880430562097?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/82709880430562097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=82709880430562097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/82709880430562097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/82709880430562097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/08/preconceito-reverso.html' title='Preconceito reverso'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4145036590266518472</id><published>2008-07-29T16:36:00.002-03:00</published><updated>2008-07-29T17:55:51.284-03:00</updated><title type='text'>Lei Maria da Penha.</title><content type='html'>Dificilmente eu sou estou de acordo com a maioria das leis. Não é nada contra as leis em si, mas sim contra o seu conteúdo. Uma das poucas excessões foi a lei Maria da Penha (tem um número essa lei, como todas as outras, mas eu sei lá qual é).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nenhuma lei é perfeita. Quanto a esta, eu me sinto um pouco ameaçado. Não por ela, mas por algum uso esperto dela. Nada impede que uma mulher venha uma hora dessas e me acuse de violência contra as mulheres, só para, sei lá, ganhar dinheiro (logo de mim?), se vingar contra o androcentrismo em geral (logo em mim?), ou por qualquer outro motivo, as pessoas não precisam de motivos para serem filhas-da-puta. Mas, como eu me sinto ameaçado pelo uso esperto de outras leis contra mim (nada impede que qualquer pessoa me processe por qualquer coisa idiota baseada em qualquer outra lei, como, ah, sei lá, corrupção passiva por ser suspeito de ter votado na Yeda, por exemplo - independente de em quem eu tenha votado, conheço pessoas que dão como certo que eu votei nela - logo eu?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mesmo que essa fosse a única lei que pudesse ser usada de maneira esperta contra mim, acho que o risco individual que ela representa é muito menor do que as vantagens coletivas - e individuais, não para mim, nesse caso - que ela traz. A começar que evita que qualquer macho ressentido sente a mão na primeira mulher que enxergar na frente (geralmente a esposa/namorada/algo do gênero) quando estiver sentindo-se humillhado pela sociedade/pelo mundo/pela vida/pelo sistema/etc. Agora, além de ser macho e ressentido, o cara vai ter que ser burro ou ter dinheiro para pagar bons advogados e comprar maus juízes. Além disso vêm as consequências óbvias: as mulheres que apanham têm uma coisa legal a que recorrer quando apanham (não deveria ser necessária a proteção legal, mas...), e eventuais linchamentos públicos de batedores de mulheres (deve haver algum termo oficial melhor para isso) poderão ser justificados como uma aplicação excessiva da lei - seria legal que caras que batem em mulher fossem tratados fora do presídio da mesma maneira que estupradores são tratados dentro do presídio (mas eu corro o risco de ser quase tão tosco quanto eles pensando assim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Brasil é mesmo um lugar selvagem. Estou quase dando razão aos deputados norte-americanos (logo eu?) que pensam que o Brasil é uma selva onde os macacos e as onças frequentemente perambulam em território urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa imagem de animais selvagens perambulando em território urbano, aliás, é menos assustadora do que a imagem (desta vez real) de animais (sic) racionais e civilizados como o juiz Marcelo Colombelli Mezzomo, de Erechim (RS), que considera a lei Maria da Penha surreal e populista, e por isso nega a maioria dos pedidos de medida preventiva baseados nela, ou como o juiz mineiro que, em 2007, afirmou que a lei Maria da Penha era 'diabólica', explicando que o controlar a violência contra a mulher tornaria o homem 'um tolo', ou ainda os juízes do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul que declararam inconstitucionais a lei. Esses animais não andam somente soltos em território urbano, eles julgam a aplicação das leis em território nacional!!! As onças-pintadas não são tão toscas quanto animais como esses. Pelo menos as onças-pintadas e os macados somente usam violência como forma de sobrevivência, quando é estritamente necessário (ou você já ouviu falar de macaco bater em macaca porque ela não foi catar os piolhos dele?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o presidente entrou com uma ação declaratória de constitucionalidade (que, pelo nome, deve querer dizer que serve para atestar que uma lei é constitucional) a favor da LMP (o nome por extenso é muito grande para minha preguiça). Imagina!! Porque, então, não declaram que a lei que diz que todas as pessoas têm o direito de comer também é inconstitucional?!? Afinal, é a mesma coisa dizer que as mulheres podem apanhar e que as pessoas não tem a garantia de comer. Puta que o pariu. E se você xingar um juiz desses, ainda por cima, podem te prender por desacato à autoridade ou qualquer porra que o valha! Que autoridade? A do pau dele? Porque parece ser a única na que ele acredita. A constituição não diz que "todo poder emana do pau, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente", e sim que emana do povo. O único poder exclusivo do pau é mijar e ejacular - para o resto dos poderes do pau tem milhares de outros órgãos e objetos que têm os mesmos poderes. Aliás, nem mijar e ejacular, já que bucetas também mijam e, dizem os sites pornôs, ejaculam.&lt;br /&gt;Se o cara quer acreditar que o seu pau é o homem de aço, tudo bem: tem maluco que pensa que é Napoleão, tem a mulher-melancia que pensa que é gostosa, tem louco pra tudo no mundo e viva a lberdade de pensamento. Mas nunca vi gente com F30.1 ou F30.2 (veja na &lt;a href="http://www.datasus.gov.br/cid10/v2008/cid10.htm"&gt;CID-10&lt;/a&gt;) virar juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, se faltam argumentos mais sérios a favor da lei, aqui vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira geral, homens são fisicamente mais fortes do que mulheres (já vi muita mulher com braço do tamanho do meu pescoço, mas tudo bem). Assim, um cara que queira bater numa mulher, geralmente, sai ganhando. O que você pode fazer quando tem diante de si um indivíduo que, sozinho, é mais forte do que você? Se une com outros indivíduos: o bom e velho "a união faz a força". Como a legislação tem a intenção de substituir os punhos, isso se transpõe para esse mundo de coisas legais, ou seja, se é verdade que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um&lt;/span&gt; homem é mais forte do que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma&lt;/span&gt; mulher, também é verdade que uma nação é mais forte do que um homem - e a lei vale para todos (menos para o Dantas que conseguiu dois habeas-corpos em menos de 48 horas - habeas-miojo: basta aquecer e em três minutos tá pronto, como disse o Macaco-Simão).&lt;br /&gt;Não ficou clara a idéia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher possui um déficit de força física, comparada com um homem. A lei serve para cobrir esse déficit. Só que, ao invés de lhe conceder força física, lhe concede amparo legal. Assim, qualquer mulher é tão forte quanto qualquer homem: ele é mais forte fisicamente, e ela, mais forte legalmente. Viu que simples?&lt;br /&gt;Claaaaro, é óbvio que a lei é uma e a realidade é outra: geralmente as leis são tão aplicadas no mundo concreto quando os Avada Kedavras do Harry Potter (aponte uma varinha a alguém e diga "Avada Kedavra!", se der certo me avise). Todos, por exemplo, têm o direito de ir e vir - mas quem não tem dinheiro não tem o direito de ir do Rio Grande do Sul até o Acre, por exemplo; ou seja, eu tenho o direito de ir e vir, mas não posso (depois querem me convencer que o direito é mais forte do que o dinheiro - rá!). Mas a Lei Maria da Penha, até onde eu sei, está funcionando no mundo real. E é isso que esses b-o-s-t-a-s não admitem.&lt;br /&gt;Acho que, como representantes dos violentadores de mulheres, esses juízes deveriam ser atirados em um fosso aos jacarés, castrados ou qualquer coisa assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4145036590266518472?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4145036590266518472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4145036590266518472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4145036590266518472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4145036590266518472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/lei-maria-da-penha.html' title='Lei Maria da Penha.'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2794592475305256995</id><published>2008-07-28T20:29:00.002-03:00</published><updated>2008-07-28T21:29:21.146-03:00</updated><title type='text'>Grupos humanos</title><content type='html'>a) Tenho sérias reservas quanto à classificação das pessoas em grupos. Apesar de ser óbvio que existem negros ou pessoas altas, por exemplo, não acho que isso configure um grupo solidário, com mais afinidades entre si. Isso vale para para o que temos no meio das pernas.&lt;br /&gt;a.1) isso quer dizer que características físicas não determinam, necessariamente, a afinidade entre as pessoas, na minha opinião. Mas o "não... necessariamente" significa que pode vir a determinar. Mas estas afinidades não estão nas características físicas, e sim nas pessoas que carregam estas características e que desenvolvem ou não afinidade para com uma ou outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Apesar disso, as pessoas formam grupos segundo suas características físicas. Não quero acreditar que seja inevitável isso. Mas é um fato que eu não nego de maneira nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Homossexualidade e heterossexualidade são coisas para as quais não se deveria ter que buscar explicações, na minha opinião. Mas, se é para buscar uma explicação, acredito que duas pessoas heterossexuais não serão heterossexuais necessariamente pelo mesma causa, nem duas pessoas homossexuais serão homossexuais pelo mesma causa.&lt;br /&gt;c.1) Assim como uma pessoa que tenha uma característica considerada como causa da heterossexualidade ou da homossexualidade, não será necessariamente uma ou outra coisa. Quer dizer: se X for a causa de uma determinada orientação sexual, uma pessoa que tenha esta característica X não terá necessariamente a orientação sexual atribuída àquela característica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) O que significa que - na minha opinião: uma mesma causa pode resultar em duas orientações sexuais diferentes, assim como duas causas diferentes podem resultar na mesma orientação sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) Tudo isto, até agora, foi para deixar claro que o exemplo que eu vou dar, não é um exemplo de causa da homossexualidade. Mas, se você acredita tanto que a homossexualidade é causada por algo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e&lt;/span&gt; que eu identifiquei uma causa, tenha bem claro que parto da perspectiva de que&lt;br /&gt;e.1) se homossexualidade tem causas, a heterossexualidade também tem&lt;br /&gt;e.2) se X é causa da homossexualidade em uma pessoa, pode acontecer de não "causar" homossexualidade em outra&lt;br /&gt;e.3) se uma pessoa não apresenta X, ainda assim pode ser homossexual&lt;br /&gt;e.4) X, além de causa, pode ser apenas uma "condição que dê abertura para", e não um "agente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) Uma &lt;a href="http://www.mpisano.cl/"&gt;escritora&lt;/a&gt; disse que nunca conseguiu estabelecer laços afetivos profundos com homens, mas somente com mulheres. Não sei se ela coloca isso como causa da sua homossexualidade (espero eu que não), mas de qualquer maneira isto é um "componente" da homossexualidade dela.&lt;br /&gt;f.1) pode ser que outras mulheres que somente consigam estabelecer ligações afetivas profundas com mulheres sejam lésbicas, e pode ser também que não sejam, apesar desta restrição: ou seja, acho perfeitamente plausível que uma mulher somente consiga estabelecer ligações afetivas profundas com mulheres, mas seja heoterossexual. O que vale também para homens.&lt;br /&gt;f.2) digo isso porque não quero determinar a sexualidade de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g) Acho que, no que diz respeito a relacionamentos heterossexuais, existem muitas mulheres que são heteros, mas somente conseguem estabelecer relações afetivas profundas com mulheres, e não com homens.&lt;br /&gt;g.1) se essas pessoas - essas mulheres e homens - não têm problema quanto a isto, tudo bem para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h) Mas eu não gosto disso para mim. Quer dizer que, nem que a garota seja a hetero das heteros e esteja a fim de mim, mas não consiga estabelecer uma relação afetiva profunda comigo, eu não quero.&lt;br /&gt;h.1) de onde resulta que as minhas opções são as seguintes:&lt;br /&gt;h.1.1) torcer para que as relações afetivas profundas não sejam exclusivas das relações (não necessariamente sexuais, cf. F1) - pelo menos li, uma vez, acho que num blog mas pode ter sido num livro, sei lá, essa hipótese: relações afetivas profundas somente acontecem entre pessoas do mesmo sexo&lt;br /&gt;h.1.2) se a hipótese de H.1.1 estiver correta, virar lésbica&lt;br /&gt;h.1.3) se a hipótese de H.1.1 estiver correta, virar gay&lt;br /&gt;h.2)  mas eu não posso virar lésbica por motivos biológicos (ou então financeiros, considerando a transsexualidade), e eu estou, em um aspecto pelo menos, na mesma condição da escritora mencionada em F: eu somente consigo estabelecer relações afetivas mais profundas com mulheres - o homem para com quem eu estebeleci a relação afetiva mais profunda (contando só os homens), não me atrai, e, atitude criticável ou não, para efeitos de afetividade considero-o como mulher (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que merece uma explicação: não passa nem por um segundo pela minha cabeça que ele seja uma mulher, mas a relação que tenho com ele - vamos dizer assim, de amizade muito valiosa sem sexo - só tenho com mulheres; ele é o único homem - ou a única não-mulher - com quem tenho este tipo de relação; por isso às vezes fica complicado, porque, por exemplo, geralmente presente de aniversário para mulher é mais fácil de dar, apesar de eu ter amigas que odeiam bibelôs, enfeites para casa ou roupas, e ele é, para efeitos de critérios para escolha de presente, mais uma amiga que não gosta dessas coisas, por exemplo&lt;/span&gt;). Enfim tudo isso foi para dizar que, apesar de ser perfeitamente possível que eu venha a namorar um cara um dia desses, esta é uma possibilidade com a qual eu não conto - apesar de ser uma possibilidade tão legítima quanto a possibilidade de namorar com uma mulher, para mim pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i) Tudo isso tem a ver com a mesma pessoa a que se refere &lt;a href="http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/uma-ervilha-embaixo-do-meu-colcho.html"&gt;este post&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;i.1) quer dizer, ela é uma menina declaradamente heterossexual, na prática bissexual, mas que somente consegue estabelecer relações de amizade, de respeito mútuo, essas coisas, com mulheres - apesar disso, ela não considera por nada no mundo namorar alguma das meninas com as quais tenha ficado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j) Eu não consigo namorar alguém com quem eu não tenha, antes, uma relação de confiança - não que eu namore todo mundo com quem eu estabeleça esse tipo de relação, mas sim que este tipo de relação é um pré-requisito básico, para mim. Isso pode ser ou não um defeito. Como eu tenho a impressão (espero, muito mesmo, que seja uma impressão errada) de que a maioria das garotas heterossexuais que eu conheço são como a garota mencionada em I, só me resta mesmo sonhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2794592475305256995?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2794592475305256995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2794592475305256995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2794592475305256995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2794592475305256995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/grupos-humanos.html' title='Grupos humanos'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4729162068771455416</id><published>2008-07-27T20:39:00.002-03:00</published><updated>2008-07-27T21:17:56.281-03:00</updated><title type='text'>Livros, livros, livros.</title><content type='html'>Acho que existem muitas maneiras de se ler um livro. Pelo menos eu tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro de História Geral, por exemplo, apesar de eu achar muito interessante, eu leio como um manual. Não é muito diferente do Google ou da Wikipedia, mas geralmente é mais preciso, ligeiramente mais confiável e eu posso ler mesmo sem luz ou conexão com a internet. Isso se refere a livros de informação, por isso a comparação com o manual: são livros que me servem para tirar uma dúvida, ou só para passar o tempo, coisas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem livros que eu leio por gosto, seja do assunto, seja pelo jeito que é escrito. Os livros da Colette, por exemplo (pelo menos os dois que eu li), porque são bem escritos. O assunto não entra em questão. Os de Foucault, também, mas mais pelo jeito dele escrever. O assunto me interessa - eu estou começando a desconfiar que Foucault é indispensável para se estudar filosofia, qualquer assunto em filosofia, mas é só uma desconfiança, por enquanto - mas eu não entendo bem o que ele diz. Claro que A História da Sexualidade é compreensível, artigos como O que é um Autor ou as entrevistas também, mas a relação de tudo isso com As Palavras e as Coisas - assim como o próprio livro em si - por exemplo, eu não consigo entender. Mas ele escreve tão bem que dá gosto de ler só pelo texto, mesmo sem entender nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros livros que são quase auto-ajuda. Tipo O Refém Emocional, que li como se fosse uma bula de remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas volta e meia aparecem livros que, além de incategorizáveis, são - para mim - para toda a vida. Dois deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um eu descobri há pouco: a Ética de Spinoza (Espinosa, Espinoza, sei lá). É - &lt;span style="font-size:85%;"&gt;como diria o personagem do Toma Lá Dá Cá&lt;/span&gt; - M-A-R-A! Não é espantoso que um livro desses seja, se não renegado, pelo menos subvalorizado na academia. Mas eu me espanto que o restante das pessoas não tenha descoberto este livro. Gosto muito de Nietzsche, por exemplo, e apesar dos excessivos holofotes sobre ele, é um autor que merece todo o destaque do mundo (talvez mereça melhores leitores, mas...), e que, nas palavras dos jogadores de futebol, só vem para somar (apesar do medo que ele causa, talvez também por causa desse medo ele venha para somar). E esse frisson em torno de Nietzsche não é só dentro da academia, mas também fora dela. E é esse silêncio sobre Spinoza no além-academia que me espanta um pouco. Por outro lado, se for para ter os mesmos leitores "intelectu-malas" (ou "intelijumentos", ou ainda "intelectuastros", hehehe) que Nietzsche tem, melhor que Spinoza permaneça assim, esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro vem de anos e nunca sai dos meus top-hits: O Segundo Sexo. Sim, o livro é sobre as mulheres, autonomia das mulheres e tudo o mais. Mas, junto com isso, é um tratado sobre liberdade, sobre como o pensamento pode criar uma opressão concreta, real, material (que resulta, inclusive, em hematomas e escoriações) sobre as pessoas, e também sobre como o pensamento pode reagir à opressão - e mais do que reagir à opressão, criar autonomia, liberdade, essas coisas legais. E, de brinde, é o melhor exemplo que eu conheço para dar quando as pessoas vêm me dizer "ah, mas filosofia é muito teórico, não tem nada de prática": se o feminismo não tem nada de prática, então, eu enlouqueci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4729162068771455416?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4729162068771455416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4729162068771455416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4729162068771455416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4729162068771455416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/livros-livros-livros.html' title='Livros, livros, livros.'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1881499682535912044</id><published>2008-07-27T19:09:00.004-03:00</published><updated>2008-07-27T20:23:10.249-03:00</updated><title type='text'>Uma ervilha embaixo do meu colchão?</title><content type='html'>Sem assunto, mas com vontade de escrever.&lt;br /&gt;Na maioria das vezes, no meu caso, é isso mesmo: só vontade de formar palavras, frases, parágrafos, etc.&lt;br /&gt;Mas outras vezes não é bem falta de assunto, mas sim uma certa indeterminação, indefinição, ou falta de clareza sobre o assunto. E acho que dessa vez é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja o fato de que - o que não é novidade - eu tenha percebido que certas pessoas (na verdade, uma pessoa determinada, mas vamos fazer de conta que é uma reflexão generalizada sobre a vida, bem vago) não merecem um mínimo&lt;br /&gt;a) da confiança que tenho nelas&lt;br /&gt;b) da dedicação que tenho a elas&lt;br /&gt;c) do carinho que tenho para com elas&lt;br /&gt;d) de alguns etcéteras que tenho para com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o mundo é mundo que as coisas são assim: pessoas decepcionadas com pessoas que decepcionam. Mas as coisas também incluem as pessoas decepcionadas reclamando - e quem sou eu para acabar com uma estrutura ancestral dessas? Vou reclamar igual, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lance é que eu, por traumas mal-resolvidos causados por experiências anteriores, sou muito prudente em confiar em alguém. "Confiar", nesse caso, significa algo como "baixar a guarda", qualquer que seja o significado correto de "confiar" caso não seja "baixar a guarda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para mim, baixar a guarda não implica só em deixar transparecer toda a minha enorme fragilidade, insegurança, medo e outros intens que compõem o meu "lado obscuro", mas também em deixar transparecer tudo o que eu tenho de melhor, de interessante, de curioso, de belo e de agradável.&lt;br /&gt;O que eu costumo fazer, com a guarda em alerta, é selecionar um pouco de cada: um medo aqui, uma coisa bela ali, uma insegurançazinha menor mais prá lá, uma amabilidadezinha acolá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, eu sou um livro aberto, mas é uma edição de textos selecionados. Não é que eu me esconda, e sim, apenas, eu não entrego todo o jogo. A maioria das pessoas faz isso, eu sei, mas me impressiona como as pessoas tem facilidade em se abrirem em pouco tempo, às vezes por coragem, às vezes por descuido. Não é um espanto que indique uma crítica a essas pessoas: que sejam corajosas ou descuidadas tanto quanto queiram, tudo bem. É um espanto que indica admiração mesmo: eu não conseguiria fazer isso, me abrir, me deixar conhecer de maneira mais completa em pouco tempo. Acho que as pessoas tem forças diferentes, aquela velha história de que, para uma pessoa, um quilo pode pesar muito mais ou muito menos do que para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu, uma ou duas vezes, de eu baixar a guarda por precipitação: apesar dos meus traumas, me entusiasmei, e isso só serviu para reforçar o trauma. Mas uma vez, uma única vez, que eu me lembre, eu baixei a guarda voluntariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pareceu que era o momento certo. A pessoa certa. Não que ela não fosse me atacar - eu não espero que qualquer pessoa não me machuque nunca, pelo menos um pouquinho. Mas me pareceu que - para conotinuar com a metáfora do livro - fosse alguém com interesse em ler, tentar compreender, e gostar da leitura. Você pode discordar completamente do que diz um livro e gostar dele. "Decorar", me disse uma amiga minha uma vez, "vem da expressão 'de coração': quando você decora um livro, significa que o entendeu com o coração". Claro que isso não vale, de maneira geral, para a tabuada, por exemplo, que você decora porque vai cair na prova. É mais no sentido - essa concepção de "decorar" como entender com o coração, e por isso lembrar do que leu - de decorar uma música que se gosta, por exemplo. Acho que "decoração" no sentido de enfeitar a casa com coisinhas bonitinhas também deve ter a ver com "de coração". Mas a questão é que é isso, eu fui lido, talvez - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;t-a-l-v-e-z&lt;/span&gt; - até compreendido, mas não fui decorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a palavra é muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tanto não fui decorado no sentido de compreendido com o coração (como eu ando com um vocabulário fofo ultimamente), como não fui decorado no sentido de "enfeitado". Porque, acho eu, você sempre enfeita uma pessoa de quem você gosta. Não necessariamente se iludindo com características daquela pessoa (quer dizer, maximizando ou inventando características), mas também reforçando, adornando a pessoa - é o caso de, por exemplo, você se prestar a ouvir problemas que, para você, são fúteis e facilmente solucionáveis, mas que para a outra pessoa são catástrofes de proporções mundiais, de maneira que você realmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sinta com ela&lt;/span&gt; (não por compaixão, mas por empatia de sentimentos*). De maneira que eu não fui decorado duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque "compaixão" é você empatizar com o sofrimento dos outros, mas é possível que você também tenha empatia pelos sentimentos de alguém porque você empatiza com as coisas alegres dela, quer dizer: é uma empatia aberta ao que vier, seja agradável ou não; e não uma empatia restrita ao sofrimento, que é uma restrição que caracteriza a compaixão, que por sua vez geralmente é sinal de sentimento de superioridade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre calculo minha abertura (a permissão de acesso a mim, digamos). E só dessa vez deixei todas as minhas portas abertas sem vigiar nada: pode ver e tocar o que quiser, sinta-se em casa. Várias vezes, ao achar melhor não abrir tanto, imaginei se não havia calculado errado, mas não tenho como saber isso e por isso mesmo não importa. Dessa vez, tenho cada vez mais certeza de que foi um cálculo errado, uma decisão inadequada. E não concluo isso por nada estrondoso, colossal, que mereça minhas lágrimas ou minha grosseria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses eu disse para uma amiga minha, que estava se justificando sobre o fim que ela deu no namoro dela, que o que acaba com a relação são pequenas coisinhas que acabam pesando muito mais do que grandes eventos, como uma serenata (exemplo de um grande evento positivo) ou uma traição (exemplo de um grande evento negativo). Ela estava explicando que ele nunca fez nada de mau a ela, mas que em certas atitudes corriqueiras ele demonstrava uma indelicadeza muito desagradável para com ela. E eu disse que uma traição às vezes é menos destrutiva do que a contínua falta de afagos distraídos, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E são essas pequenas coisas, tanto a falta de umas como a presença de outras coisinhas pequenas assim, que me levam a concluir que eu me abri com a pessoa errada, ou melhor, que meu julgamento foi errado, ou, melhor ainda, minhas expectativas (para com a pessoa em questão) foram inadequadas. Quer dizer, acho minhas expectativas perfeitamente adequadas, mas são inadequadas a determinada pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que talvez seja esse desconforto que esteja me dando vontade de escrever: eu preciso deixar bem claro, para mim, o que é que me incomoda tanto, tendo em vista que é um incômodo com uma pessoa que não fez para mim nada de ruim que mereça grande destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sabe-se lá o que eu vou fazer quanto a isso, mas cedo ou tarde de alguma maneira eu tenho de resolver isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1881499682535912044?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1881499682535912044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1881499682535912044&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1881499682535912044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1881499682535912044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/uma-ervilha-embaixo-do-meu-colcho.html' title='Uma ervilha embaixo do meu colchão?'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2890001492855566544</id><published>2008-07-20T13:57:00.000-03:00</published><updated>2008-07-20T13:58:41.171-03:00</updated><title type='text'>Filosofia latino-americana</title><content type='html'>Eu não compreendo bem esta história da questão do autêntico filosofar latino-americano. Não fiz ainda esta cadeira, portanto o problema pode ser este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que há a noção de que a filosofia é pautada, dirigida e legitimada a partir da Europa, principalmente, e dos EUA, secundariamente. Assim, caberia à AL estudar o que eles estudam, falar na linguagem deles, compreender o pensamento deles e partir sempre disto para produzir filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que há uma certa redundância nesta questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia latino-americana busca legitimar-se como autêntica filosofia. Tem então duas opções: ou bem afirma-se e pronto, foda-se o que pensam os outros; ou bem procura meios de ser “aprovada” pela Europa e EUA. Se escolher a primeira alternativa, o problema está resolvido. Se escolher a segunda, permanece ainda submissa à orientação, à “primazia” européia e norte-americana – pois, mesmo que seja reconhecida por eles, depende ainda do aval deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira opção, afirmar-se e deixar para lá o que os outros pensam, supõe e resulta em questões específicas.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, esta é uma questão política: se a filosofia possui um governo, cabe a ele decidir o que é ou não legítimo em filosofia. Mesmo que esse governo seja apenas uma questão de autoridade, o resultado é o mesmo. Seria necessário delinear qual a posição política da filosofia latino-americana: uma posição contratualista? Uma posição revolucionária? Uma posição submissa? Reacionária? Colaboracionista? Anarquista?&lt;br /&gt;Trata-se de descobrir que pensamento político está implícito na filosofia latino-americana, qual pensamento político move-a. A pergunta pelo autêntico filosofar latino-americano pressupõe, desde já, algumas coisas: há um autêntico filosofar europeu; há um autêntico filosofar regional; a filosofia latino-americana quer/precisa/deseja diferenciar-se da filosofia européia; não é possível uma filosofia a-territorial, ou, pelo menos, não é possível pensar que o movimento do pensamento flua daqui para lá e de lá para cá – o mesmo que dizer que apenas flui de lá para cá, e não faz o movimento contrário; o pensamento é diferente lá e cá: idéias diferentes, maneiras de pensar diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda alternativa insere-se dentro de uma questão social mais variada: a das minorias. Pois os negros, as mulheres, os homossexuais também tem esta questão colocada diante de si: somos seres humanos tão legítimos quanto o homem-branco-heterossexual-europeu-rico; dado que vivemos em uma mesma sociedade, controlada por eles, precisamos ser aceitos, seja à força, seja pacificamente.&lt;br /&gt;Margarita Pisano, no que diz respeito ao feminismo, propõe uma suspensão temporária da participação das mulheres na sociedade, na cultura. Para ela, os efeitos do machismo (incluindo a sua manutenção) ainda não desapareceram e ainda estão longe de desaparecerem. Não há o que comemorar. “Sociedade mais feminina”, “inserção feminina”, “igualdade” e “políticas de igualdade”, “direitos iguais entre mulheres e homens”, nada disso ocorreu; no máximo, têm-se uma renovação do mesmo velho patriarcalismo, oculto sob novas roupagens, ou realmente original, dificilmente identificável como patriarcalismo. O desejo de inserção feminina dentro da sociedade implica em uma “masculinização feminina”. Esta masculinização não diz respeito a uma masculinização física, pelo menos não exclusivamente: a mais doce e cálida feminilidade também é masculina, na medida em que é produzida pelos homens. A tomada de pode por parte das mulheres também é uma vitória masculina: a identificação da “vitória” feminina com uma sociedade controlada por mulheres significa uma vitória dentro dos códigos e regras masculinos, significa ser mais homem do que os homens. Ela propõe, diante disto, não uma tomada de poder, nem tampouco uma sujeição, mas um afastamento, uma suspensão: longe da sociedade, intrinsecamente masculina, as mulheres precisam definir-se quem são, o que querem, e como o farão. Definidas estas questões, então, sim, pode-se fazer algo propriamente feminino, o que quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta estratégia, surge, porém, uma questão: haverá algo de novo a ser inventado ou trata-se de apenas definir-se, diante da multiplicidade de opções geradas ou criadas pelo mundo masculino? Ou, ainda, permitir-se talvez mesclar coisas absolutamente novas com coisas masculinas, agora apropriadas pelas mulheres? Tais respostas – e mesmo a legitimidade destas questões dentro do pensamento pisaniano – cabem somente a ela, ou às mulheres que aceitem tal tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estas questões transpõem-se com facilidade para a questão do autêntico filosofar latino-americano que queira inserir-se, legitimar-se dentro de um pensamento dominado pela Europa. A filosofia latino-americana poderia – deveria? – criar algo absolutamente novo, completamente inédito, que carregasse sua marca, sua “latinoamericanidade”? Ou precisa produzir seu autêntico filosofar a partir do que já está dado, para daí construir algo novo? Ou, ainda, poderia misturar elementos absolutamente novos, exclusivamente latino-americanos, com elementos “estrangeiros”, apropriados como, na esfera da saúde, quebra-se patentes de remédios caros demais mas cuja produção é perfeitamente possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto as duas opções, afirmar-se e impor-se, ou legitimar-se dentro do já estabelecido, aproximam-se a ponto de quase fundirem-se: talvez a condição para qualquer resultado seja esta suspensão pisaniana no pensamento latino-americano. Não que a mesma estratégia aplicada nas duas áreas – filosofia e feminismo – implique em equivalência das duas. Ocorre que uma solução criada dentro do feminismo encaixa-se perfeitamente dentro da filosofia, mas são dois problemas diferentes, sem nenhum paralelismo necessário. Pressupor tal coisa seria forçar todo o “pensamento menor” a comportar-se de maneira uniforme, ignorando que o problema das mulheres, o dos negros, o da filosofia latino-americana e o dos homossexuais é diferentes, e apenas assemelha-se no que diz respeito ao fato de referirem-se a pessoas marginalizadas, discriminadas, e violentadas frequentemente.&lt;br /&gt;A unificação das duas opções em uma mesma estratégia não é de caráter dialético: esta suspensão pisaniana não é uma síntese entre impor-se e legitimar-se, mas sim uma suspensão. “Afirmar-se ou impor-se?” pergunta-se a filosofia latino-americana. “Agir!” responde Margarita Pisano para o feminismo que faz a mesma pergunta – cuja resposta pode ser ouvida, também, pela filosofia norte-americana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2890001492855566544?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2890001492855566544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2890001492855566544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2890001492855566544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2890001492855566544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/filosofia-latino-americana.html' title='Filosofia latino-americana'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6953920354325347040</id><published>2008-07-19T01:11:00.002-03:00</published><updated>2008-07-19T02:04:14.450-03:00</updated><title type='text'>Sociedade Líquida.</title><content type='html'>Zygmunt Bauman tem um conceito de "liquefação" da sociedade atual. Para ele, a modernidade caracteriza-se por ser líquida. Isso quer dizer fluída, mutável, passageira, instântanea, coisas do tipo.&lt;br /&gt;Não li o livro inteiro dele, ainda - mas deveria ter feito isso já há uns dois meses, mais ou menos. É que é um livro interessante, mas meio chato. Bom.&lt;br /&gt;Pescando aqui e ali informações superficialmente, pude perceber que ele é um crítico dessa modernidade líquida, ou, melhor, da "liquidez" desta modernidade.&lt;br /&gt;O que não seria de se estranhar.&lt;br /&gt;Uma sociedade em constante mutação dificulta muito a vida das pessoas. As mudanças constantes, em geral, dificultam. Um dos problemas da inflação, além da alta, é que nunca se sabe qual será o preço das coisas amanhã - eu lembro que quando eu era criança achava fascinante essa troca constante: qual será o preço amanhã? E decorava os preços dos produtos do supermercado para ver como tinham mudado no dia seguinte. Claro que eu fazia isso porque não era eu quem pagava a divertida remarcação diária.&lt;br /&gt;Os telefones celulares também são assim. Você pega o número de alguém e vá saber se daqui a uma semana a criatura não trocou de celular e, junto com isso, de número e de operadora. Claro que tem gente - como eu - que fica anos e anos com o mesmo número (eu chego ao cúmulo de ter tido não somente apenas um número até hoje, como também apenas dois aparelhos desde 2002, quando ganhei o primeiro).&lt;br /&gt;Eu lembro de uma piadinha nos Simpsons (no "famigerado", muito bom na minha opinião, episódio no Brasil), sobre as mudanças no nome da empresa de telefonia: "- vamos ligar para a cia. X; - mas ela se chama Y; - não, ela trocou de nome para Z; - mês passado trocou para V", isso foi a fala de quatro personagens.&lt;br /&gt;Exemplos dessa liquidez social não faltam: ações na bolsa, moda, best-sellers do momento, etc e etc.&lt;br /&gt;Uma das críticas do autor é que isto dificulta qualquer combate: você vai brigar com quem hoje?&lt;br /&gt;Seu modem pifou, deu pau. Você reclama a) com o fabricante? b) com o provedor que lhe vendeu o modem no pacote promocional? c) com a cia. de energia elétrica por causa da queda de tensão? d) com o procon? e) com o governo que não fiscaliza essa gente toda? f) com os Estados Unidos que mandam no mudo e poderiam resolver isso mas só pensam na guerra no Iraque e em Israel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lance é que é um livro sobre nada (como eu li por cima, posso estar errado). Mas é um livro que se propõe a fazer uma crítica da modernidade excessivamente mutável que possuímos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual é a alternativa? A modernidade sólida de 1500, 1600 prá cá? Mulheres solidamente instaladas na função exclusiva de reprodutoras, homossexuais solidamente compreendidos como criminosos e perversores da natureza (com sua sexualidade anti-natural), pessoas solidamente imutáveis empenhadas, principalmente, em que tudo permanecesse como sempre foi, essas são as alternativas? É óbvio que a fluidez social não chega, ainda, em certos âmbitos sociais: pobres ainda são solidamente pobres - a tendência é manterem a pobreza e só evoluírem em direção a uma maior miséria; mulheres ainda são solidamente "invasoras" de um mundo pretensamente - solidamente - masculino, basta ver que os mesmos argumentos que os nazistas do III Reich utilizavam contra os judeus, ou que os tosquinhos skinheads ainda usam contra os nordestinos, são utilizados sobre a entrada das mulheres no mercado de trabalho (estão tirando empregos dos homens), e que a dona de casa, hoje em dia, deve ser considerada uma profissional (a única profissão do mundo que não produz dinheiro...); esses dias eu descobri que ainda se usa, e muito, chamar gays de "putos", como se todo gay se prostituísse... o próximo passo é me dizerem que todo mundo ainda pensa que todas as lésbicas não se depilam e querem ser homens, e que, sei lá, não existem militares homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se estou me fazendo entender: é uma grande balela esta história de que a melhora das condições de vida estão está aí, disponível para todos, ou que vivemos em uma democracia. Mas a fluidez, mesmo que ainda não tenha desmanchado algumas pedras duríssimas, e mesmo que tenha trazido novas dificuldades para o mundo, ainda assim tem seus benefícios que, no fim das contas, acabam sendo vantajosos. Claro que é um problema que as pessoas sejam descartáveis como embalagens de leite, ou que o nível mais profundo que muitas pessoas consigam atingir em uma relação com outras pessoas seja o de dividir a mesma comunidade do Orkut; mas a idéia não era essa mesma? Tudo bem que hoje em dia as pessoas são mais manipuláveis do que ontem, mas a diferença é que ontem uma manipulação prevalecia sobre todas e era a verdadeira. Se é medíocre o fato de que hoje as pessoas querem ser aquilo que seu personagem de novela favorito é, muito pior é a opressão de nunca poder sair do modelo-padrão cristalizado pela tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou pedindo que tudo seja mutável: eu gosto de saber que a parada do meu ônibus vai estar amanhã no mesmo lugar onde estava hoje (e que ele vai ir para o mesmo lugar onde foi ontem também); gosto de saber que se ontem você gostava de mim (um "você" genérico, não é você - mas você pode gostar de mim, se quiser), hoje vai gostar também; gosto da perspectiva de que a moeda brasileira talvez ainda se chame "Real" daqui a dez anos, e não troque de nome a cada governo; gosto de ir no mercado e ver que o chocolate continua com o mesmo preço, horrível mas pelo menos igual (aí eu posso ir dois dias a pé para a faculdade e comprar uma barra no final de semana, e ainda pedir umas Sete Belo de troco - as originais, não essas esquisitices de maçã-verde e morango que inventaram) (ai que saudade das balas Xaxá que arrancavam minhas obturações a cada mordida...). Gosto, enfim de meia dúzia de certezas na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho muito bom que a sociedade flua hoje em dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6953920354325347040?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6953920354325347040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6953920354325347040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6953920354325347040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6953920354325347040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/sociedade-lquida.html' title='Sociedade Líquida.'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6775716123550943008</id><published>2008-07-17T18:25:00.002-03:00</published><updated>2008-07-17T18:56:12.190-03:00</updated><title type='text'>Livre</title><content type='html'>há alguns anos encontrei um livro chamado Coração Enfurecido. Me chamou a atenção a descrição nas orelhas da capa, dizendo que o livro era de uma ex-candidata colombiana sequestrada pelas FARC, que ainda estava viva, havia deixado os filhos pequenos, etc. Achei o livro chato, mas desde aquela época torcia para que as FARC a libertassem logo. Faziam um ou dois anos do sequestro dela, tempo suficiente para que ela já fosse dada como morta, e para que as reações dos seus filhos, pequenos então, fossem angustiantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não simpatizo com as FARC, "se pudesse, matarra mil", como disse Jeremias José. Mas também não acho que sejam os vilões. Veja bem: acho horrível o que fazem, sequestrando pessoas que servem de proteção e moeda de troca para suas exigências. Mas as FARC são tudo aquilo que a sociedade onde estão inseridas também é - e não me refiro à sociedade colombiana. É mais ou menos o que eu penso dos traficantes de drogas em geral: gente horrível, tão horrível como os seus mais ferrenhos opositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas daí um dia desses leio que libertaram a Ingrid Betancourt (que, se você não se deu conta, foi quem escreveu o livro mencionado acima). "Uau, que alívio! Soltaram Betancourt, agora as FARC deram uma dentro". Na verdade, ela havia sido resgatada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, melhor se tivesse sido libertada pelas FARC (melhor que nem tivesse sido sequestrada, para começar). Mas, dos males o menor. Mas qual foi a tática do resgate? "Holla, yo soy tu amigo! Mira la el Che en mi camiseta! Soy de las FARC como tu e voy a llevar estos que estan contigo, si?" Ah, convenhamos, isso funciona em filmes, parece o Luke Skywalker e o Hans Solo disfarçados de soldados do império dentro da Estrela da Morte. Mas, mal-explicado ou não, ela estava solta. Legal. Aí noticiam que houve um pagamento às FARC em troca dela e dos três norte-americanos. Bom, piorou mais, mas, ainda, que bom que libertaram ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Ingrid Betancourt, minha heroína até pouco tempo, começa a dar declarações sobre a loucura da sua ex-colega de chapa, candidata a vice, dizendo que a mulher tentou afogar o filho que teve com um guerrilheiro. A ex-candidata a vice responde dizendo que Ingrid está viajando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França, que nem sabia de Ingrid há pouco tempo atrás, decidiu fazer dela a causa nacional, e adotou ela agora. Estratégia do pequeno smurf Sarkozy?? Ingrid Betancourt, na França, virou a mesma coisa que o carnaval e as copas viram aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela está solta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, menos de uma semana depois do resgate, ela tem o direito de estar bonita, alegre e faceira: além de solta, é bem-vinda na França! Mas quantos ex-reféns de qualquer coisa você vê se recuperarem assim, tão rápido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse apenas o fato de ela estar faceira da vida na mídia, ou apenas o fato de possivelmente terem pagado por um falso resgate, ou apenas o fato de ela avacalhar com a ex-candidata a vice dela, ou apenas o fato de estar se deixando usar pelo Sarkozy para virar ícone europeu (eu, que não gosto de Sarkozy, também me deixaria usar tranquilamente), ou apenas o fato de ter sido um resgate tão patético, ou apenas as camisetas do Che e o emblema falso da Cruz Vermelha, enfim, se fosse apenas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;duas&lt;/span&gt; coisas estranhas, tudo bem. Nenhum ex-refém tem obrigação de seguir protocolo padrão algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda continuo satisfeito por ela estar livre, finalmente - melhor se mais reféns estivessem, claro. Só que - pode me chamar de influenciável pela mídia, insensível ou paranóico - tem alguma coisa estranha nesta história toda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6775716123550943008?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6775716123550943008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6775716123550943008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6775716123550943008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6775716123550943008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/livre.html' title='Livre'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8212753428720331047</id><published>2008-07-16T21:29:00.002-03:00</published><updated>2008-07-16T22:12:30.667-03:00</updated><title type='text'>Tecnicamente falando</title><content type='html'>Considerando a idéia de Spinoza de que tudo o que se é capaz de fazer é algo natural - pois o natural define-se justamente pelo limite das forças, da potência, da capacidade da pessoa - todas as coisas "artificiais" são tão naturais quanto tomar banho de chuva ou parir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que eu estou estudando é o conceito de técnica. Uma coisa meio chata, um professor meu estuda isso e me convidou para estudar e tal, mas ele é uma das pessoas menos toscas dentro da academia, não tem aquela arrogância acadêmica que caracteriza os integrantes dela, e por isso eu resolvi ir na dele. Claro, eu tenho um interesse indireto na coisa toda, mas, por iniciativa própria, faria isso por outros caminhos - por onde vou indo de fato, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus interesses nesse assunto, do conceito de técnica, tem a ver com essa idéia de que a técnica, e as tecnologias por consequência, não são artificiais - ou, se ficar melhor dizer assim, as coisas artificiais são naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aquela idéia de que, por um lado, não é mais possível encontrar nada "natural". A partir do momento em que as pessoas criam uma cultura, e que espalham-se tanto pelo Planeta, que espaço dele está isento da ação humana? O derretimento de uma geleira, provocado pelo efeito estufa é natural ou artificial? Um derretimento causado pelo calor é natural, mas esse calor, responsável pelo derretimento, é artificial, produzido pela humanidade. Comer, fazer sexo, esse tipo de coisas são naturais. Mas essas coisas são feitas dentro de regras e códigos culturais - ou, quando são feitas à margem de códigos culturais - incensto, por exemplo (sem polêmicas penais, por favor: o casal é maior de idade nesse exemplo) - são feitas às escondidas ou buscam regulamentação (não lembro onde na Europa um casal de irmãos queria que a justiça legalizasse o casamento deles. Quero dizer que mesmo as coisas naturais são inseridas dentro da cultura. Não que a cultura as tenha produzido, mas insere-as dentro de si.&lt;br /&gt;Por outro lado - o de Spinoza, se o entendi bem - não é possível fazer nada que não seja natural. Se você fez, é natural. Um machado é natural. Um computador é natural. São coisas técnicas essas coisas.&lt;br /&gt;Heidegger tem um conceito depreciativo de técnica - e é praticamente tudo o que eu entendo de Heidegger. Mas posso chutar que é porque a técnica oculta a coisa em si, o famigerado dasein, quer dizer, "violenta" a coisa em si e desfigura-a. Mas é um chute, eu sei lá qual é a dele.&lt;br /&gt;Mas é esse tipo de idéia, seja ela de Heidegger ou não, que está no fundo da depreciação das coisas técnicas, artificiais. Esse afastamento da natureza, esse distanciamento das "raízes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico com a idéia de que tudo é natural. Se você fizer uma árvore nascer de cabeça para baixo ela é natural - porque está feito, existe, portanto é natural (faltam alguns termos neste raciocínio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a mim um pouco: eu tenho essa mania de, depois de ver esses conceitos todos, me perguntar "tá, e daí?", no sentido de "e as pessoas com isso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: filhos adotados. Quando se adota uma criança, persiste em torno dessa relação a mística de que uma mãe ou um pai nessas condições não é tão mãe ou pai quanto os pais "naturais", biológicos. O que conta é o sangue. Aceita-se a adoção, com aquela benevolência com que se aceita as loucuras que se faz em nome de coisas boas, coisas politicamente corretas: "um desapego tão grande adotar o filho dos outros!!!" Mas uma relação assim não é menos natural do que uma relação entre pais e filhos biológicos. Mas não é um bom exemplo - não que seja um exmplo errado, só não é muito ilustrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo: fertilização in vitro. Ao invés de dizer que por ser artificial não deixa de ser natural, prefiro dizer que é natural. Um óvulo fecundado fora o útero não é menos óvulo do que um óvulo fecundo dentro. Simples assim. Aliás, mais ou menos fora do assunto, eu não entendo porque ainda não conseguiram enfiar o núcleo de um óvulo dentro de outro. Posso estar usando os termos errados, mas, se dois óvulos contém, cada um, metade dos cromossomor, qual é a dificuldade em enfiar uma metade que está em um óvulo dentro de outro óvulo? As diferenças entre o espermatozóide e o óvulo, que eu saiba, são apenas três: o espermatozóide se mexe e tem aquela química que corrói a proteção do óvulo, e pode ter tanto um X quanto um Y. Ou seja: capacidade de mover-se sozinho, capacidade de fecundar o óvulo sozinho, e indeterminação do sexo do feto. Nada disso, eu acho, impede que os cromossomos de dois óvulos sejam fecundados in vitro. Mas é só especulação mesmo.&lt;br /&gt;Voltando ao assunto: a fertilização in vitro não é menos natural do que a fertilização "in cama" (eu não resisti a esta piadinha tão tosca...). Se está fertilizado, fertilizado está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim acho que essa idéia de unidade entre a técnica e o natural serve para isso: não menosprezar nem um lado nem outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8212753428720331047?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8212753428720331047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8212753428720331047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8212753428720331047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8212753428720331047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/tecnicamente-falando.html' title='Tecnicamente falando'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4829285383542670385</id><published>2008-07-16T00:36:00.000-03:00</published><updated>2008-07-16T00:37:41.727-03:00</updated><title type='text'>Y dale alegría a mi corazón</title><content type='html'>Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Es lo único que te pido al menos hoy&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Afuera se irán la pena y el dolor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y ya veras, las sombras que aquí estuvieron no estarán&lt;br /&gt;Y ya, ya veras, bebamos y emborrachemos la ciudad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Es lo único que te pido al menos hoy&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Y que se enciendan las luces de este amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y ya veras, como se transforma el aire del lugar&lt;br /&gt;Y ya veras, que no necesitaremos nada mas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Que ayer no tuve un buen día, por favor&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Que si me das alegría estoy mejor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y ya veras, las sombras que aquí estuvieron no estarán&lt;br /&gt;Y ya veras, que no necesitaremos nada mas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Es lo único que te pido al menos hoy&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Afuera se irán la pena y el dolor&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;br /&gt;Y dale alegría, alegría a mi corazon&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4829285383542670385?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4829285383542670385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4829285383542670385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4829285383542670385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4829285383542670385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/y-dale-alegra-mi-corazn.html' title='Y dale alegría a mi corazón'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4195251194108126248</id><published>2008-07-14T00:08:00.002-03:00</published><updated>2008-07-14T00:43:04.910-03:00</updated><title type='text'>Instinto</title><content type='html'>Anthony Hopkins (esqueci o nome do personagem) é um cientista (antropólgo, biólogo ou zoologista, sei lá) que estuda macacos em uma floresta no continente africano. Um belo dia ele desaparece na selva e, quando é encontrado, mata dois guardas. Cuba Gooding Jr. (cujo nome do personagem também esqueci) é um estudante de psicologia (aparentemente, do mestrado ou doutorado, creio eu) que se propõe a analisar o cientista e descobrir porque ele reagiu daquela maneira, e o resto eu não vou contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Institno é um filme bem velho já (de 99), mas pode-se usá-lo em diferentes questões (se eu fosse pedagoga, diria que pode-se fazer muitas leituras dele - eu não gosto dessa expressão, mas o pior é que ela é muito útil). Uma das questões que aparecem é a arrogância humana. Não que este seja o tema central do filme (que poderia ser algo como "quem é o louco da história?", ou "quem é o animal irracional da história?"), mas a arrogância é um detalhe do núcleo de idéias centrais do filme, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinada altura do filme, o personagem de Hopkins fala de um tempo em que a humanidade não plantava nem matava mais do que o necessário para comer - que é o que faz o restante da natureza. Acho que nisso consiste um dos principais sinais da arrogância humana (sem contar os sinais óbvios que podem ser observados nas relações entre as pessoas): dominar a natureza. Essa arrogância, mais do que uma possível extinção da espécie humana no futuro (o que não é uma consequência tão má, afinal), resulta, hoje em dia, na miséria de muitas e muitas pessoas, diariamente. E não somente uma miséria financeira - que de todo modo é uma das mais urgentes. Mas também uma miséria existencial, ou uma vida miserável. Claro que você pode ser feliz com pouco, mas se existem condições para que a vida de uma maioria miserável melhore, para quê manter essa maioria com o mínimo indispensável apenas para conseguir ir trabalhar durante a semana e somente repor as energiar no fim de semana? Ah, claro, porque seria necessário reduzir a fortuna dos poucos que têm mais, muito mais, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de ter pena dos pobres-coitados que vivem com menos de não sei que miséria de dólares por dia no mundo, e sim de que, com certeza, quando a maior parte das pessoas vive em condições sub-humanas, as que vivem em uma condição praticamente sobre-confortáveis vivem constantemente com medo: vivem mal também, a sorte é que têm dinheiro para viverem chapadas com direito a receita médica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se mal do Islã (às vezes com razão, muitas vezes sem), mas aqui, no "glorioso" Ocidente, há menos democracia do que lá (e a situação das mulheres não é argumento, pois, por mais que tenhamos a Lei Maria da Penha - que só agora foi indenizada, por sinal - e Delegacias de Mulheres, a maioria das ocidentais que não vivem em países desenvolvidos, se não usam burca, usam escoriações, hematomas ou traumas psicológicoso como adorno): a opressão, nos países islâmicos, possui limites, pelos menos. Não que eu ache que devemos, então, regulamentar a opressão como acontece lá. Só acho que a situação é menos horrenda (comparativamente, claro, pois eu não estou querendo dizer que eu conseguiria - e nem que gostaria de - ser islâmico), mesmo que não deixe de ser horrenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não se se me perdi demais do que eu queria dizer, mas o que eu queria dizer, mesmo, era isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li uma ambientalista que falou que os mosquitos nunca vão dominar o mundo, porque, apesar de serem muitos e de se reproduzirem rapidamente, eles próprios matam uns aos outros, o que é um controle populacional excelente - isso ela disse como argumento contra os inseticidas e coisas assim. Mas acho que a arrogância humana é o "humanicida" mais eficiente que há, e, tal como os mosquitos, as pessoas matam-se a si próprias. Ao invés de tentar dominar a natureza, talvez fosse mais conveniente tentar dominar a própria humanidade (não um domínio de uma pessoa sobre outra, mas a maioria das pessoas terem acesso ao controle - e a um domínio - maior de suas próprias vidas).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4195251194108126248?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4195251194108126248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4195251194108126248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4195251194108126248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4195251194108126248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/instinto.html' title='Instinto'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3172565058390047926</id><published>2008-07-11T23:35:00.003-03:00</published><updated>2008-07-11T23:46:04.515-03:00</updated><title type='text'>Nostalgia barata</title><content type='html'>Os anos 80 estão, todo mundo sabe, na moda. Por isso, eu já não fico mais contemplativo quando vejo coisas como Pogobol (eu nunca tinha escrito isso antes, mas tive um e brinquei até o troço estragar) ou Get Along Gang. Mas volta e meia os anos 80 me surpreendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que o Spectreman foi o primeiro herói ecológico que surgiu por aí? (se existiram outros antes, tudo bem, mas é o mais antigo que conheço, bem antes do Capitão Planeta - "Vai Planeta!!!")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a musiquinha que é massa, mas tem uma fala no meio da música, cujo conteúdo eu não lembrava, só sabia que tinha. E veja só o que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como em todas as metrópoles deste planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E, apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as àgua`s&lt;/i&gt; venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? Spectreman!!! (retirado da wikipedia)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma coisa que eu não imaginava: o malvado dr. Gori fabricava seus monstro, veja só, com lixo reciclado. E pensar que hoje em dia os nossos mocinhos (as papeleiras, por exemplo, que geram empregos diretos e indiretos, ajudam a desenvolver a região e blá blá blá), são piores que os vilões mais antigos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3172565058390047926?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3172565058390047926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3172565058390047926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3172565058390047926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3172565058390047926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/nostalgia-barata.html' title='Nostalgia barata'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-303875333194623861</id><published>2008-07-09T01:22:00.002-03:00</published><updated>2008-07-09T02:05:31.038-03:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>São 01:30, e eu tenho que acordar às 06:45. A falta de sono aliada à falta de assunto me leva a falar sobre o que eu estudei a maior parte do semestre: Spinoza.&lt;br /&gt;Começando pela grafia do nome: você pode encontrar tanto Spinoza, quanto Espinosa ou Espinoza. Os dois últimos nomes me lembram "espiga", por isso eu prefiro o primeiro - pura frescura minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o que Spinoza tem de bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, porque faz pouco tempo que o estudo. Mas, até onde entendi, a concepção que ele tem do mundo é fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vá colocar essas coisas numa prova - sei lá se entendi tudo o que li - mas, para ele, existe uma única Substância. Tudo o que você conhece - e também o que não conhece - constitui-se, bem lá no fundo, dessa Substância (afirmação meio incerta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa Substância possui dois modos de ser: Natureza e Deus. Não se tratam de duas coisas diferentes, separadas: Deus e Natureza são a mesma Substância, mas com atributos diferentes. Quer dizer, cada um dos modos reúne diferentes atributos. Alguns atributos são comuns a ambos os modos, mas outros são exclusivos de um ou outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí segue o de sempre: Deus cria a Natureza e imprime nela suas leis, que nem no catecismo, por exemplo. Mas, de diferente do catecismo, tem o seguinte: "Deus cria a Natureza" é o mesmo que a substância criando-se a si mesma, o modo criador é Deus, e o modo criado, Natureza. As leis divinas impressas na natureza não são normas, convenções, mas leis naturais, do tipo "você não pode lamber seu cotovelo" ou "você somente pode fazer aquilo que você tem capacidade de fazer". Não são leis do tipo "faça isso assim ou assado", mas sim do tipo "se é possível, você pode, se não, não pode".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como essa Substância existe e não pode não existir (do contrário nem eu nem você existiríamos), os modos também precisam necessariamente existir. E os atributos dos modos também. Nós - pessoas, plantas, animais, minerais, vento, fogo, etc - somos atributos de um dos modos (da Natureza), portanto, estamos sob a lei de existir, cada pessoa tem que manter a continuidade da sua própria existência. O poder de manter a própria existência vai de cada pessoa, mas, no geral, uma pessoa sozinha não tem muito poder para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como meio de manter a própria existência, constitui-se a sociedade. A sociedade, portanto, serve para garantir a existência, a continuidade da existência das pessoas. Esta sociedade terá, ela própria, poderes sobre as pessoas, que serão gerenciados ou por um rei, ou por uma elite, ou por todos juntos. Quem quer que seja que torne-se responsável pela administração dos poderes da sociedade precisa prestar a atenção em duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) na obrigação de cumprir a função da sociedade, que é a de proteger a existência das pessoas;&lt;br /&gt;b) no cuidado para não oprimir as pessoas sobre as quais tem poder, pois se um grande número de pessoas estiver insatisfeita, poderá se rebelar e acabar com a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, as pessoas, dentro da sociedade, com a continuidade da sua existência garantida pelo Estado, podem viver as suas vidas, desenvolverem-se como quiserem, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais as consequências dessas idéias? (na minha opinião, claro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I) qualquer que seja a divindade em que se acredite, ela não é diferente da Natureza; você até pode não acreditar em divindade alguma, mas não pode duvidar da natureza (se duvida, experimente colocar sua cabeça dentro da boca de um leão selvagem esfomeado). Quer dizer, ou você respeita a natureza porque ela é sagrada, ou porque ela é mais forte do que você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II) o Estado (= sociedade) existe para garantir a continuidade da existência de cada pessoa desse Estado. Se não o fizer, quem não recebe esta proteção não tem a menor obrigação de respeitar o Estado. Como o Estado é muito forte, uma pessoa sozinha insatisfeita se dá mal; mas muitas pessoas podem, unidas, lutar contra um Estado que não cumpre sua função; da mesma maneira, o Estado não pode oprimir demais as pessoas, senão elas juntam-se e acabam com ele. O Estado pode, claro, tentar fazer parecer que tudo está bem, mas só vai durar enquanto conseguir enganar as pessoas. Hoje em dia, as pessoas não se dão conta disto: uma imensa maioria é oprimida por um Estado que serve aos interesses de uma minoria. Enquanto todos acharem que o Estado é mais importante do que elas próprias, vão continuar servindo de tapete para uma meia dúzia pisar em cima. Não se trata de uma luta contra proletários X burgueses, por exemplo, mas sim de uma tensão entre pessoas que não têm suas vidas asseguradas pelo Estado com pessoas que têm essa segurança. Essa balela de "Estado mínimo" serve apenas para estimular um Estado enxuto que garanta a existência da minoria. Portanto se você se sentir relegado pelo Estado, junte-se a outras pessoas na mesma situação e dê um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III) tudo é uma questão de forças: quem é mais forte pode mais do que quem é mais fraco. O Estado deveria impedir que umas pessoas fossem mais fortes do que outras, mas não faz isso. Só que essa relação de forças não vale somente para a relação entre os indivíduos: vale entre todas as coisas, inclusive entre a sociedade e a natureza. Isso quer dizer que somos uma sociedade de kamikazes, que lutam contra a natureza que, pelo que me consta, é mais forte, e vai vencer a briga - isso vale tanto para quem efetivamente destrói a natureza (quem faz queimadas, polui o mundo com coisas químicas, mata bichos, etc), quanto para quem não faz nada (os mosquitos cada vez mais resistentes a venenos, por exemplo, não querem saber se você polui o mundo ou não quando lhe picam - e nem as enxurradas e outras desgraças naturais desse tipo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV) as consequências dos ataques à natureza talvez - talvez - sejam a longo prazo, mas a vida medíocre a que a maior parte das pessoas é submetida atualmente é um fato atual, do momento, deste exato momento. Não tentar subjugar a natureza, e obrigar ao Estado a cumprir sua função - ou acabar com ele caso não a cumpra - são coisas necessárias para hoje, agora, ontem até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos desta vez foi uma insônia produtiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-303875333194623861?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/303875333194623861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=303875333194623861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/303875333194623861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/303875333194623861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/insnia.html' title='Insônia'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7209397351920538408</id><published>2008-07-06T14:14:00.002-03:00</published><updated>2008-07-06T14:48:23.309-03:00</updated><title type='text'>Idiotas</title><content type='html'>Segundo um professor, "idiota" é uma palavra que tem a ver com "idioma": uma pessoa idi-ota seria aquela restrita ao seu idi-oma. Se a explicação está certa ou não, eu não sei, mas serve para o que eu quero dizer (ou seja, entenda "idiota" aqui nesse sentido, de pessoa limitada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessas gostam de ser idiotas, têm orgulho de sua idiotice. Amam isso. Não gosto de justificar geneticamente o comportamento humano, mas estou quase acreditando que é genético: as pessoas possuem esse imperativo biológico que as obriga a ser limitadas ao seu mundinho, ao mundinho do seu cérebro, onde seus valores, suas crenças, seus gostos e suas certezas são absolutas. Tudo o que elas fazem é o que de melhor um ser humano poderia fazer. Tudo em que acreditam é a única coisa em que qualquer pessoa em sã consciência poderia acreditar. Seu valores são, é óbvio, os valores corretos, os melhores que uma pessoa pode ter. Sua vidinha é perfeita. Seus costumes são os costumes que todas as pessoas deveriam adotar, pois assim o mundo seria melhor. Não admitem, aliás, que o mundo seria melhor se todas as pessoas fossem como elas, mas acreditam nisso. Claro que nunca pararam para pensar em suas vidas - e nem há o que pensar, pois é claro como água que as coisas são assim. Porém são "tolerantes": toleram essas pessoas ainda não "iluminadas" pelo modo de viver "correto"; "aceitam" porque são benevolentes, assim como são benevolentes para com as crianças, os cãezinhos e os idosos. Apesar de toda essa concessão que fazem aos inferiores, necessitam incutir nestes aquilo que estes não têm, mas que é indispensável à vida, ao mundo, a tudo. São "tolerantes" e "aceitam", desde que esses seres inferiores ajam como elas. "Eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aceito&lt;/span&gt; que você &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seja &lt;/span&gt;assim, desde que você &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aja &lt;/span&gt;como eu", "você deve agir &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quando &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;da maneira&lt;/span&gt; que eu acho correto, porque assim é melhor para todos", isso tudo se parece (que coincidência!) com o velho "nós odiamos o pecado, mas amamos o pecador". E, claro, fazem das tripas coração para serem assim "corretas", sofrem com isso, mas não se importam de tentar impor justamente esse sofrimento aos outros. As limitações que impõem a si, as violências que cometem contra si mesmas, as justificativas impensadas que utilizam, são aquilo que lhes causa a maior satisfação impor aos outros, como quem estivesse fazendo um grande bem a estes outros - quando na verdade esse bem é feito a si mesmas, pois consideram como uma coisa boa fazer com que o maior número de pessoas possível possa compartilhar dessa sua mediocridade, pois assim têm certeza de que estão no "caminho correto". São como o escorpião da piada, que não podia deixar de picar a tartaruga que o carregava pelo rio - mas, ao contrário do escorpião da piada, que não podia fugir àquela atitude porque, afinal de contas, era um escorpião e precisava fazê-lo, essas pessoas concluem que se sofrem, o melhor é que outras pessoas sofram junto; ou então, que se elas podem/puderam passar por este sofrimento, os outros também podem: "se eu sofro/sofri isso, você também pode", "eu levo uma vida medíocre, porque você não deveria levar também?!?", "não é que eu queria o mal para você, mas é uma necessidade da vida" (quando, na verdade, a necessidade é que não se sintam sozinhas em seu mundinho apertado e desconfortável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim a regra é que você seja idiota, ou que deixe-se transformar em idiota. Aspire a isso, seja assim. Dessa maneira todos ficarão felizes quando todos forem igualmente infelizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7209397351920538408?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7209397351920538408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7209397351920538408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7209397351920538408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7209397351920538408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/idiotas.html' title='Idiotas'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2002020831112542522</id><published>2008-07-05T23:42:00.002-03:00</published><updated>2008-07-06T00:50:48.771-03:00</updated><title type='text'>Nietzsche e ecologia.</title><content type='html'>a) Nietzsche foi um filósofo maldito até certo tempo. Depois disso, virou filósofo da moda - hoje em dia, mais exatamente. Sua legião de fãs considera-se maldita também, alternativa e coisas do tipo. Posso estar errado - e até espero estar - mas provavelmente a metade dos ditos malditos não entende metade do que lê, e entende mal a outra metade. "Deus morreu" não é um teocídio e nem uma frase de efeito gratuita (quer dizer, é sim uma frase de efeito, mas não está lá só pelo efeito, pela sensação que causa); "o homem criou a mulher da costela de seu deus, seu 'ideal'" (citei de memória, provavelmente não é exatamente assim) não é uma frase machista (basta ler Simone de Beauvoir), pelo contrário, vai ao encontro do feminismo; declarar-se um descendente de nobres poloneses não é loucura e nem piadinha, isso não é sobre sua família. Mas é fácil citar Nietzsche por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Por isso, eu acho difícil elogiar Nietzsche. Gosto dos seus livros, de muitas das suas idéias e do jeito como escreve. Mas não sou maldito, nietzschiano, alternativo, nem entendedor de Nietzsche. Por isso, fico meio assim de elogiá-lo. Mas, enfim, elogio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Isso só para dizer que não quero falar da obra, nem do filósofo e sua filosofia, nada disso. Só sobre um detalhe fundamental da vida dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Nietzsche enlouqueceu no final da vida. O sintoma mais conhecido dessa loucura foi sua tentativa de defender um cavalo das chicoteadas que recebia, abraçando-se nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) Se Nietzsche enlouqueceu, é necessário que se interne todas as socialites que dão festas de aniversário para seus cães, e para todas as outras pessoas, independente das condições sociais, que amam seus animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) É necessário internar, junto, ambientalistas, ecologistas, pessoas que economizam recursos naturais, gente que compra ou vende créditos de carbono, enfim, essa malucada toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g) Ou, então, ele de louco não tinha nada, pelo contrário: a vida de um cavalo não vale mais do que a de uma pessoa - mas também não vale menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h) É difícil afirmar uma coisa dessas, quando nem as vidas humanas valem muito por si sós - aposto que se somarmos a renda de todas as pessoas assassinadas, mortas por negligência médica, balas perdidas, por nada, por assalto, etc, ela não será maior do que a renda das pessoas vivas hoje. O cálculo pode parecer tosco e inclusive pode dar errado, mas o que eu quero dizer é que a vida de uma pessoa, hoje em dia, vale mais ou menos tanto a quantia de dinheiro que ela tiver (incluindo conta no banco, investimentos tipo ações e imóveis, e cargos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i) Por isso que "loucura" é você pensar (caso pense) que é um ser superior a qualquer bicho que vemos por aí. Eu não estou pregando que se pare de matar mosquitos no quarto, e nem que se pare de tomar Nescau (que, aliás, tem ficado horrível nos últimos anos, e por isso eu só tenho tomado Toddy ou Barra, este último mais barato). Isso, na minha opinião, é uma arrogância que não é diferente da arrogância comum que vemos tanto por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J) E, por incrível que pareça, a arrogância não é o pior disso tudo (e não é tão fácil achar coisas piores do que arrogância - há muitas até, mas não é fácil).  O pior é que é essa arrogância que, possivelmente vai acabar com a vida humana no planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K) Que bom se a humanidade conseguir manter-se por muitos e muitos anos sobre a Terra. Mas, se não puder, paciência. O ser humano não é o ápice da criação, e a natureza não tem necessidade de sua existência. Acho que a continuidade da espécie é um bom argumento para a promoção da manutenção da natureza, mas não é um argumento absoluto (tanto porque nem a espécie humana é tão importante para a natureza, quanto porque existem coisas mais importantes do que a perpetuação da espécie).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L) Um argumento que deveria ser indefensável é: viver bem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hoje em dia&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2002020831112542522?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2002020831112542522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2002020831112542522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2002020831112542522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2002020831112542522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/nietzsche-e-ecologia.html' title='Nietzsche e ecologia.'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1113542647838964990</id><published>2008-07-04T15:18:00.002-03:00</published><updated>2008-07-04T15:21:50.490-03:00</updated><title type='text'>Idéias</title><content type='html'>A cada semana eu tenho idéia de um trabalho de conclusão diferente. Todas muito boas, mas muito falhas aqui e ali.&lt;br /&gt;Uma das que eu pretendo levar adiante (quer dizer, fazer durar pelo menos um semestre) é , sei lá eu como, fazer algum trabalho relacionado ao ambientalismo.&lt;br /&gt;Sei lá. A filosofia já tratou de deus, da sociedade, do indivíduo, da lógica, da semântica, mas fez pouca coisa por essas bandas.&lt;br /&gt;Só não quer ter que estudar Peter Singer - tenho direito aos meus preconceitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1113542647838964990?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1113542647838964990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1113542647838964990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1113542647838964990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1113542647838964990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/idias.html' title='Idéias'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-5121287225192431482</id><published>2008-07-04T15:15:00.001-03:00</published><updated>2008-07-04T15:18:16.685-03:00</updated><title type='text'>Roda viva</title><content type='html'>A gente vai contra a corrente, até não poder resistir. Na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-5121287225192431482?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/5121287225192431482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=5121287225192431482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5121287225192431482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5121287225192431482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/roda-viva.html' title='Roda viva'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8184780495014965745</id><published>2008-07-01T23:28:00.004-03:00</published><updated>2008-07-01T23:36:48.408-03:00</updated><title type='text'>Direito de calar</title><content type='html'>As apresentações orais dentro de sala de aula deveriam ser proibidas ou, pelo menos, não obrigatórias. A capacidade de falar em público é importante, mas não deveria ser determinante em um curso cujo foco não é a comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8184780495014965745?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8184780495014965745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8184780495014965745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8184780495014965745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8184780495014965745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/direito-de-calar.html' title='Direito de calar'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1332459734761207434</id><published>2008-07-01T01:35:00.002-03:00</published><updated>2008-07-01T02:36:36.683-03:00</updated><title type='text'>Primavera Silenciosa</title><content type='html'>Eu quero, nos próximos dias, semanas, meses ou anos (vá saber) escrever sobre todas as séries que eu gosto de assistir (que por coincidência são as mesmas que assisto - quer dizer que só assisto às que gosto). Eu ia escrever sobre Twin Peaks, mas vou esperar ver a última fita para falar, eu acho. Mas é demais!&lt;br /&gt;Mesmo assim, tem a ver com o assunto da série anterior. Não, na verdade não tem não. Foi algo só mencionado por cima no textinho sobre o The LW.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que artista deixou um cachorro morrer de fome amarrado em uma parede. Dá para entender a lógica dele: arte tem a ver com esse negócio de impactar as pessoas. Andy Warrol (é assim que se escreve) colocou aquele mictório na sua exposição para fazer refletir sobre o que é arte e o que não é arte, e blá blá blá. Certo, aceito isso. Mas e se fosse o broche da avó dele? O caso teria corrido o mundo e os anos como um tipo de marco na história da arte? Será que ele entraria para a história com as Marylin Monroes apenas? Foi muito legal a parada do mictório, confesso - mas Valérie Solanas não fez algo muito mais interessante e merecedor de maior destaque (me refiro ao SCUM e não ao tiro)? O que eu quero dizer é: o mictório precisou impactar para virar discussão. (por isso a história do broche: se fosse só o objeto deslocado, não teria o mesmo efeito; teve que ser um objeto impactante deslocado, entendeu?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, discutiu-se - e discute-se ainda - arte, o que é arte? o que é um objeto de arte? o que é estética? Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu falava da lógica do cara lá: ele quis causar impacto. Andy Warrol colocou um mictório entre finos objetos de arte, causou impacto por uma boa causa. O artista matador de cusco? Matou o cão para mostrar a hipocrisia das pessoas. Lindo. E falo sério. Uma idéia genial. Como ele mesmo disse, ninguém daria bola para o bicho, só falam do cãozinho porque o sr. artista amarrou ele na parede (onde se lia "tu és o que tu lês") e deixou-o morrer. E ninguém fez nada, desamarrar o cão, chamar a polícia, bater no artista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a liberdade criativa é tão importante quanto comida. Mas você não precisa pensar assim, e pode preferir comer a ter liberdade. Eu vou fazer o que? Lhe obrigar a ter liberdade criativa? Dar pincel e tinta aos esfomeados pedintes da rua? "Aqui menininha, explore sua criatividade, expresse seu lindo interior com estas lindas cores nesta tela..." Se ela comer o pincel e beber a tinta, foi uma manifestação artística?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas além da liberade artística, há outra coisa em jogo: os bicho (que nem diz a minha vó). Animais não são gente - eu também acho. Mas o que dá o direito a uma pessoa a matar os animais por tais ou quais motivos? Eu sei que se um leão entrar com fome pela minha porta, ele me come e está se fudendo para o direito das outras espécies (eu, no caso) sobreviverem. E eu, com fome, matava ele e comia também (acho fascinante o vegetarianismo e suas variantes, mas não vivo sem um pão com salsicha ou mortadela ou uma lasanha e essas comidas antiecológicas). Mas leões e outros animais não abatem nenhuma outra espécie sistematicamente. Certo, vai que alguém aí sabe de uma espécie de macacos que mata sistematicamente uma espécie de, sei lá, cobras, porque uma espécie sente raiva da outra. Mesmo assim, eles não criam a espécie que odeiam, engordam-na com um monte de porcarias para ficarem mais saborosas, e comem-na nos dias de festa e de guarda. Eles sentem raiva, e matam. "O ser humano é o único animal que ri quando entende a piada", disse o Luiz Fernando Veríssimo, mas também é o único que comete crueldades em bando e depois escreve livros de ética sobre isso. Onde eu quero chegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais, ditos irracionais (e é racional que a fuga de capital estrangeiro da Bovespa mereça mais destaque que a fome no mundo?), por mais que matem, seja por fome, vingança ou esporte, não fodem com todo o ecossistema em que vivem. Se isso não é uma atitude racional, me internem. "Ah, mas eles não têm a intenção de proteger o ecossistema, eles só não têm capacidade para isso". Mais irracional ainda é quem tem capacidade de fazer ou não fazer isso, e faz. Quero dizer que os seres humanos não se sustentam sós no mundo e, se não for pelo mero gosto pelos bichos, precisam respeitar e cuidar por questões de sobrevivência, de manutenção do mundo. Claro, esse argumento perde a validade se vc está se fudendo para as próximas gerações. Mas, então, que tal este? "Sem intenção alguma", a selva inteira se vinga - e nem se trata de vingança, mas de autopreservação. Ou vc acha que, conscientemente (o que duvido) ou não, a selva não possui mecanismos de defesa contra uma espécie dominante? É só uma hipótese, mas tenho certeza de que está correta. Não imagino que a selva esteja arquitetando um plano para exterminar a humanidade. Ela (a humanidade, quer dizer, nóis) está se exterminando. Vai levar um monte de espécies junto, é verdade. Mas a selva vai sobreviver a isso, se reconstitui, e pronto, teremos um futuro sem pessoas no futuro. Mais do que isso: qualidade de vida, sem esse tipo de cuidado, não existe. Experimente viver só de mini-chicken e salsicha para ver como é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de pensamento, de que os animais são inferiores, é que está por trás da grande idéia do sr. artista em matar o cão. Um cão vale menos do que a mensagem da sua morte, uma árvore vale menos do que as 500 folhas de papel que ela vai produzir, um rio vale menos do que uma papeleira instalada às suas margens, um boi menos do que um churrasco... se vc concordar com o pressuposto de que a espécie humana precisa das outras espécies para manter-se (não ´so a espécie, mas também os indivíduos, independente da espécie como um todo), logo esta sequência termina em que o ser humano também vale menos do que a papeleira, a mensagem, o churrasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero muito importante a mensagem que o cara quis passar. Mas o cachorrinho, creio eu, era muito mais importante do que ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1332459734761207434?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1332459734761207434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1332459734761207434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1332459734761207434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1332459734761207434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/07/primavera-silenciosa.html' title='Primavera Silenciosa'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2506452410885387755</id><published>2008-06-30T17:10:00.003-03:00</published><updated>2008-06-30T17:34:08.648-03:00</updated><title type='text'>Tudo pelo social</title><content type='html'>E, lendo coisas e mais coisas, pensando nas minhas reações passadas, de repente eu me dou conta de que tenho fobia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, eu preciso observar que isso não é um diagnóstico, embora geralmente minhas opiniões sobre mim mesmo estejam certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, eu preciso observar que, com excessão das incuráveis e das fatais, eu poderia ter uma doença dessas mais chiques, ou então com maior apelo popular, tipo anorexia, LER, uma esquizofrenia leve talvez (doença de gente pós-moderna), ou uma depressão não muito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira observação: me fudi de qualquer jeito, porque ou eu tomo remédio para isso, ou pago uma psicóloga (um preconceito meu: não confio em psicólog&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;s. Não confio em psicólogas também, mas desconfio menos - que fique claro que em ambos os casos o preconceito refere-se à profissão, ao contrário, por exemplo, do meu preconceito contra advogados, que vai além da profissão e chega à própria pessoa. Já conheci advogados e advogadas admiráveis, mas essas pessoas não foram o suficiente contra o meu preconceito contra a classe). Ainda na terceira observação: meu bolso também tem lá suas doenças, no caso, uma fobia a dinheiro, embora talvez o problema não seja do meu bolso, e sim do dinheiro, que talvez tenha fobia ao meu bolso. Talvez não seja nada disso, claro, pode ser simplesmente uma fatalidade, mas o fato é que eu estou sempre sem dinheiro, o que torna difícil o meu acesso tanto à psicologia profissional quanto aos remédios (no máximo, um paracetamol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira, aliás, que estou sempre angustiado com o fato de que o trabalho maravilhoso que eu fiz talvez não seja apresentado com alguma desculpa esfarrapada (esqueci o trabalho no banco do ônibus e a senha do meu e-mail!!!) porque eu não entendo como alguém pode sobreviver a uma apresentação de trabalho. Se eu tivesse depressão, por exemplo, todo mundo seria solidário comigo. Pelo menos eu imagino que uma crise de depressão seria menos ridícula e mais convincente do que uma crise de fobia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho medo de altura, também,  e de aranhas e de baratas, e de dormir com a luz apagada. Mas nenhum desses medos tem a ver com o trabalho que eu tenho que apresentar amanhã e que não consigo nem escrever porque eu fico imaginando o que eu vou dizer. O_o&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2506452410885387755?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2506452410885387755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2506452410885387755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2506452410885387755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2506452410885387755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/06/tudo-pelo-social.html' title='Tudo pelo social'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4346665585119135513</id><published>2008-06-29T00:42:00.003-03:00</published><updated>2008-06-29T02:28:10.869-03:00</updated><title type='text'>Porque The L Word é tão bom?</title><content type='html'>Aviso: esse texto contém &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler"&gt;spoilers&lt;/a&gt; sobre o seriado em alguns parágrafos. Se você não assistiu até a terceira temporada e não quer estragar sua diversão (no caso de você não gostar de saber de coisas que aconteceram na história antes de assisti-la, e no caso de você assistir à série, é claro), não leia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) há uma concepção de arte que define obra de arte como algo (um livro, um filme, um quadro, qualquer coisa) que causa impacto. Eu não sei explicar muito bem, mas é um impacto do tipo "uau!!!", quer dizer, algo que impressiona quem está vendo (ou ouvindo, pois pode ser uma música - e vale para os outros sentidos também). Claro, se você atirar uma criança de uma janela você também vai causar impacto (em ambos os sentidos da palavra), mas acho que impacto, nesse caso, se refere a um impacto emocional que não coloque em risco a vida de ninguém, sejam crianças, &lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/03/414372.shtml"&gt;cachorros&lt;/a&gt; ou outras coisas vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) eu acho que um seriado, tal como um filme ou uma peça de teatro, é uma obra de arte. O fato de ser geralmente concebido como entretenimento não retira, de um seriado, o aspecto de obra de arte que ele contém. Não é só porque Lost é um seriado que vamos jogar todos os seriados na mesma vala comum das coisas idiotas. (observação: isso quer dizer que até Lost é obra de arte - mas eu tenho o direito de julgar certas obras como ruins, não imprta o que milhões de espectadores digam). Aliás, algo que seja concebido como entretenimento, ou que acabe virando entretenimento por acidente, não deixa de ser uma obra de arte só por causa disso (pois você pode ler Sheakspeare ou O Sangue dos Outros só para passar seu tempo, se entreter, sem que essas coisas deixem de ser arte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) mesmo que uma obra de arte seja engajada socialmente, não quer dizer, também, que deixe de ser arte. Claro que mesmo uma pintura surrealista, um quadro cheio de borrões, por exemplo, se insere dentro de uma cultura e, como tal, é resultado de alguma relação politica, e causa outras relações políticas (política, aqui, não se refere à tosquice partidária, que é só um aspecto, desagradável, aliás, da política), ainda que essas relações não sejam determinadas. Quer dizer, uma obra de arte, mesmo que não possua pretensão política alguma, está inserida dentro de uma relação política qualquer (porque ela existe em um mundo onde habitam pessoas que estabelecem relações políticas, e uma obra de arte não é imparcial, mesmo que seu autor quisesse que ela fosse - até porque o próprio autor não é imparcial, mesmo que quisesse ser). Se uma obra de arte que se pretende imparcial ou apolítica ainda assim acaba por estabelecer relações políticas e engajamentos sociais sem deixar de ser uma obra de arte, o contrário também vale, ou seja, uma obra de arte declaradamente política, que possua um corte determinado (como The L Word), ou uma intenção política clara (como os romances de Sartre), ou mesmo uma posição de defesa de tal ou qual coisa (como um rap), não deixa de ser obra de arte, sem prejudicar em nada suas posições políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) The L Word funciona como um porta-voz das lésbicas dos EUA, e, como a maioria dos outros países (com excessão, até onde eu sei, apenas da Espanha) não tem um seriado assim, acaba sendo porta-voz das lésbicas de todo o mundo. Claro que o seriado não defende o lesbianismo (ninguém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;defende &lt;/span&gt;o lesbianismo, uma pessoa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;é&lt;/span&gt; lésbica: o que se defende são direitos para as lésbicas, e a liberdade de amar a quem se quiser), mas mostra a vida de mulheres lésbicas (e meia dúzia de outras orientações sexuais). Não que o seriado seja um porta-voz do tipo "porta-voz do governo", que fala &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pelo &lt;/span&gt;governo; mas, sim, fala &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sobre &lt;/span&gt;a vida de lésbicas, que, fora do seriado, costumam viver como lésbicas (e "viver como lésbicas" não é muito diferente do que viver como qualquer outra coisa, como heterossexuais, por exemplo, mas há peculiaridades comuns à maioria das lésbicas, como a &lt;a href="http://www.gay1.com.br/cgi-bin/news/viewnews.cgi?id=20080115291028026274&amp;amp;tmpl=news"&gt;felicidade&lt;/a&gt; ou o preconceito, por exemplo, que não são categorias exclusivas das lésbicas, mas que assumem um conteúdo semelhante quando voltados às lésbicas), mas não costumam ver sua vida representada na TV (convenhamos, Assunto de Meninas pode valer para uma menina que estuda em um colégio interno e ser uma coisa muito boa na promoção da diviersidade e bla blá blá, mas não tem nada a ver com a América Latina, por exemplo, a não ser nos aspectos gerais de descoberta do amor, incompreensão, etc). Mas não é uma Ladyfest - assim como Um Maluco no Pedaço não é um quilombo. O seriado tem um publico-alvo claro (lésbicas), mas geralmente obras de arte não se limitam a atingir somente o grupo que o autor tinha em mente. E, mesmo, pelo que sei, as próprias autoras não definem o seriado como um programa para lésbicas. Mesmo que ele acabe se tornando uma febre entre elas, a palavra L forma muitas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) os seriados costumam criar um mundo próprio. Se você nunca assistiu Alias não vai entender que a música perfeita para Sloane seria Used to Love Her (But I Had To Kill Her), mesmo que nunca tenha tocado no seriado; ou se nunca assistiu The Early Edition, não faz sentido pensar na relação entre o gato amarelo e o jornal. Leia Harry Potter ou Dom Quixote que você vai entender bem isso. O mundo que The L Word cria, ainda que seja focado na vida de mulheres lésbicas, lida com questões que tocam praticamente todas as pessoas (eu ia dizer "todas as pessoas", mas acho que nada no mundo toca &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;todas&lt;/span&gt; as pessoas do mundo, com excessão talvez das necessidades fisiológicas ou orgânicas ou biológicas, como respirar ou ir ao banheiro). Relações de amizade, amor, gente filha-da-puta, gente chata, essas coisas todas fazem parte desse mundo. E, ao contrário de algo como, por exemplo, Lost, não é um mundo quimérico - até Harry Potter é mais realista do que Lost. Não que um seriado tenha que ser realista. Se você assistir Gilmore Girls, pode morrer de inveja de uma cidade como Star Hollows, mas não existe uma cidade como Star Hollows, você nunca vai morar num lugar assim (se existir, me avise), mas as coisas pelas quais as duas Lorelais passam, as histórias que se desenrolam, os sentimentos e as atitudes - e as opiniões e reações - dos personagens do seriado são coisas muito reais. Até porque é impossível alguém fazer algo que seja absolutamente desligado da vida real (Lost quase consegue isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L) (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esse parágrafo contém &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler"&gt;spoilers&lt;/a&gt;) o que faz com que The L Word seja tão bom, afinal, na minha opinião, é que é uma obra artística que inevitavelmente causa emoções inesperadas, e bastante intensas. Sei lá, coisas do tipo Alice ir revirar o lixo atrás do cartaz da Dana, além da questão da obsessão, foi uma das cenas de amor mais legais que eu já vi (mais do que o Bruce Willis indo para o inferno atrás da esposa, ou o Jack morrendo congelado pela Rose, por exemplo); ou, então: eu nunca fiquei tão indignado com um acontecimento em um filme ou um seriado quanto como fiquei quando vi que a Kit estava, sem saber, dentro de uma clínica anti-abortista sem saber que a clínica era anti-abortista. Ainda mais, são histórias bem contadas, cenas bem-feitas, enfim, é algo além de mais um seriadinho sobre aviões caindo em ilhas perdidas ou donas de casa chatas desesperadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4346665585119135513?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4346665585119135513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4346665585119135513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4346665585119135513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4346665585119135513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/06/porque-l-word-to-bom.html' title='Porque The L Word é tão bom?'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1833323499358165478</id><published>2008-06-15T13:57:00.002-03:00</published><updated>2008-06-15T14:13:01.307-03:00</updated><title type='text'>Família</title><content type='html'>&lt;p&gt;Uma das consequências de você viver em sociedade é que cada pessoa possui um determinado grau de força. Se algumas pessoas reúnem suas forças, cada qual contribuindo com uma parcela do seu grau de força, serão mais fortes contra coisas que têm força igual ou maior do que a força de uma pessoa isolada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso vale também para pequenos grupos, como as pessoas que moram em uma mesma casa. Você, isoladamente, tem uma força x, e as outras pessoas reunidas, digamos, outras três pessoas reunidas, têm uma força xxx. Lógico e natural.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aí você quer estudar, e as outras pessoas não tem nada contra o estudo. Mas querem ver TV, falar berrando (por incapacidade em falar em um tom com uma altura apenas necessária para chegar aos ouvidos apenas da pessoa com quem fala), comer, fazer outras coisas, que acabam atrapalhando seu estudo. Você somente tem acesso aos recursos da casa quando outros já os utilizaram, ou quando chega primeiro e tem que disputar e defender seu direito de quem chegou primeiro. E tudo isso converge para seu estudo (sair, fazer festa, vc já desisitiu porque todo seu dinheiro vai ou para a manutenção do trabalho ou do estudo): quer dizer, o que atrapalha isso atrapalha seus estudos e vice-versa. Então você descobre que não tem mais forças para lutar contra todos sempre. Que não dá para resistir o tempo inteiro. Que precisa trocar para um curso "menos teórico e mais prático", onde você dependa menos de ler e produzir textos, e possa fazer coisas que não demandem tanto tempo, e, de quebra, paguem melhor no futuro. Mas a única motivação que você tem para todo este esforço é seu gosto, é fazer a merda que vc gosta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só que todas as forças em seu entorno pressionam contra aquilo que vc quer, que vc gosta. É como se afogar, mas não na água, e sim em uma massa de interesses contrários ao seu. E você cada vez tem menos dinheiro, menos tempo, menos dias que você consegue encontrar a lavadora de roupas disponível, menos roupas quentes, menos tempo de sono, menos silêncio quando precisa, menos de tudo o que precisa e mais de tudo o que atrapalha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aí vc vê se aproximar o momento em que terá que decidir entre jogar fora tudo o que você fez até aqui, e começar alguma outra coisa, ou continuar, não mais para chegar até onde vc quer (que no fim das contas é realizar-se), mas apenas para ir até onde seja possível ir antes que destruam vc.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1833323499358165478?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1833323499358165478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1833323499358165478&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1833323499358165478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1833323499358165478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/06/famlia.html' title='Família'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-246848205253634689</id><published>2008-04-23T18:14:00.004-03:00</published><updated>2008-04-23T18:35:02.940-03:00</updated><title type='text'>Fofoquinha</title><content type='html'>Este é um post para ninguém ler (e quem lê isso aqui mesmo?), é mais minha necessidade de escrever do que qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um episódio dos Simpsons, o Hommer sobe em um poste de rua para arrumar não sei o que (acho que era um problema com o telefone, e acho tb que foi naquele badalado episódio dos Simposns no Brasil, "Blame it on Lisa", seja lá como é que se escreve). Aí ele enfia a mão dentro de uma caixa de metal e leva um choque. E tenta de novo, e leva outro choque. E tenta mais uma vez e leva mais um choque. E vai assim até cair do poste - se não caísse, ele continuava tentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim querer explicar o humor, ou estragar piadas, mas o engraçado disso é que não há como ele não levar um choque, mas ele faz isso de novo, como se ignorasse que pudesse levar mais um choque - isso depois de dez choques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Tenho uma parente, de resto muito querida, que tem a mania de distorcer as coisas que ouve. Já não tem mais como saber se faz isso voluntária ou involuntariamente - talvez nem ela saiba mais distinguir. Isso quer dizer que não se pode confiar no que ela diz das outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as pessoas da família sabem disso. E, no entanto, sempre levam em consideração o que ela diz. Se dependesse das informações que recebo dela, não falaria, e desejaria todo o mal do mundo à todas as pessoas da família. Por isso, ignoro o que ela diz. Não comento, não questiono, não pergunto para os outros se é verdade o que eu ouvi dela. Porque eu sei que a coisa veio distorcida e que não foi bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí, de novo, eu banco o trouxa! Na primeira fofoca que surge sobre mim, "mas é verdade que tal coisa e tal coisa?", "eu sei que ela distorce tudo, mas de algum lugar ela tirou esta história, e queremos saber de onde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que me dou a todo este trabalho, de ouvir e ignorar, de não pedir explicações a ninguém daquilo que ouvi, agora me vejo contra a parede, tendo que dar para os outros as explicações que eu não peço a ninguém. E também eu que passo por errado, por grosso por não querer explicar porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decididamente o ser humano não é um animal político, nem é o lobo do homem, nem é bom por natureza. O modelo-padrão de ser humano, tomando por base a minha família (palavra que, para mim, cada vez mais quer dizer apenas um tamanho de pizza), é o Hommer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-246848205253634689?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/246848205253634689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=246848205253634689&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/246848205253634689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/246848205253634689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/04/fofoquinha.html' title='Fofoquinha'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4290079950856731818</id><published>2008-04-21T23:22:00.002-03:00</published><updated>2008-04-21T23:55:06.160-03:00</updated><title type='text'>Músicas</title><content type='html'>Em uma aula de física, aprendi que o movimento é uma variação da distância entre um objeto (que se move) e um ponto de referência. Como no segundo grau eu era inteligente, perguntei para o professor (não, é claro, nestas palavras): "segundo esta definição, se o objeto estiver preso por uma corda ao ponto de referência, e girando em torno dele, não vai ter movimento, pois a distância entre o ponto de referência e o objeto vai ser sempre a mesma". Ele me respondeu (duas semanas depois) que, num movimento circular, a definição de movimento tinha algo a ver com os graus, com a variação de graus, eu acho (o objeto passa pelo grau 1, pelo grau dois, e assim vai até o grau 360 e começa a volta de novo). O que interessa é que isto parece minha vida no momento: não parece, mas algo está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas estão acontecendo, mas nada mudou significativamente. É como um céu com as nuvens carregadas, a chuva se preparando para vir, quando você pode até sentir o cheiro da chuva chegando. Não está chovendo ainda, mas as pessoas já saem de guarda-chuvas na rua, ficam olhando para o céu o tempo todo. "É questão de tempo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se no meu caso é questão de tempo. Talvez toda esta tensão no ar não implique em nada, pode ser que dependa de algum movimento meu que ainda não fiz, que ainda não descobri qual é, ou como fazê-lo. Ou talvez venha uma onda, alheia à minha vontade, leve tudo e deixe só o que interessa. Não sei se o que talvez esteja por vir será conveniente ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto isso eu escuto música. Li um texto de alguém, sei lá onde, que reclamava dos jovens viciados em músicas dos anos 80, 70 e 60 em pleno século 21. Eu acho que poucas coisas batem Beatles, L7, Doors e essas coisas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, eu concordo que tem coisas ótimas dos anos 2000: Dixie Chicks, Indigo Girls, Portishead; e gentes antigas fazendo coisas novas legais, tipo Manu Chao, Björk, que são cantores meio anos 80, mas que fazem coisas interessantes nesse século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o problema não é você cultuar as músicas mais antigas, afinal, não dá para não sentir saudades, mesmo que eu não estivesse nos anos 70, dos Mutantes, da Jovem Guarda ou das Frenéticas, e das coisas em outras línguas, como Fito Paez e Mercedes Sosa (e The Doors e toda a coisa manjadíssima de sempre - mas muito boa). É só uma questão de ouvir de tudo, sem rotular antes, e descobrir o que se gosta, independente do tempo ou do som. A Zélia Duncan, por exemplo: é absurdamente boa, ótima, demais - mas que fiasco com esses novos Mutantes. Cansei de escrever, mas eu tinha mais coisas, eu acho, para dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4290079950856731818?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4290079950856731818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4290079950856731818&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4290079950856731818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4290079950856731818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/04/msicas.html' title='Músicas'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2002616521994879434</id><published>2008-04-12T16:41:00.003-03:00</published><updated>2008-04-12T16:45:36.668-03:00</updated><title type='text'>Auto-lembrete</title><content type='html'>Tudo uma é questão de manter&lt;br /&gt;a mente quieta,&lt;br /&gt;a espinha ereta,&lt;br /&gt;e o coração tranquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2002616521994879434?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2002616521994879434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2002616521994879434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2002616521994879434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2002616521994879434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/04/auto-lembrete.html' title='Auto-lembrete'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4966693251753598058</id><published>2008-03-25T09:48:00.003-03:00</published><updated>2008-03-25T09:53:02.660-03:00</updated><title type='text'>Tecla ALT</title><content type='html'>Procurando na internet, encontrei &lt;a href="http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/11/145195/"&gt;aqui&lt;/a&gt; uma lista com os atalhos da tecla ALT + &lt;algum&gt;. A maioria estava preenchida, mas uns vinte ou trinta não. Aí completei o negócio. E postei aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Alt | Símbolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;multicol id="Seção1" dir="ltr" cols="6" gutter="0"&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;1 ☺&lt;br /&gt;2 ☻&lt;br /&gt;3  ♥&lt;br /&gt;4 ♦&lt;br /&gt;5 ♣&lt;br /&gt;6 ♠&lt;br /&gt;7 •&lt;br /&gt;8 ◘&lt;br /&gt;9 ○&lt;br /&gt;10 ◙&lt;br /&gt;11  ♂&lt;br /&gt;12 ♀&lt;br /&gt;13 ♪&lt;br /&gt;14 ♫&lt;br /&gt;15 ☼&lt;br /&gt;16 ►&lt;br /&gt;17 ◄&lt;br /&gt;18  ↕&lt;br /&gt;19 ‼&lt;br /&gt;20 ¶&lt;br /&gt;21 §&lt;br /&gt;22 ▬&lt;br /&gt;23 ↨&lt;br /&gt;24  ↑&lt;br /&gt;25 ↓&lt;br /&gt;26 →&lt;br /&gt;27 ←&lt;br /&gt;28 ∟&lt;br /&gt;29 ↔&lt;br /&gt;30 ▲&lt;br /&gt;31  ▼&lt;br /&gt;32 (espaço)&lt;br /&gt;33 !&lt;br /&gt;34 "&lt;br /&gt;35 #&lt;br /&gt;36 $&lt;br /&gt;37  %&lt;br /&gt;38 &amp;amp;&lt;br /&gt;39 '&lt;br /&gt;40 (&lt;br /&gt;41 )&lt;br /&gt;42 *&lt;br /&gt;43 +&lt;br /&gt;44 ,&lt;br /&gt;45  -&lt;br /&gt;46 .&lt;br /&gt;47 /&lt;br /&gt;48 0&lt;br /&gt;49 1&lt;br /&gt;50 2&lt;br /&gt;51 3&lt;br /&gt;52 4&lt;br /&gt;53 5&lt;br /&gt;54  6&lt;br /&gt;55 7&lt;br /&gt;56 8&lt;br /&gt;57 9&lt;br /&gt;58 :&lt;br /&gt;59 ;&lt;br /&gt;60 &lt;&lt;br /&gt;61 =&lt;br /&gt;62  &gt;&lt;br /&gt;63 ?&lt;br /&gt;64 @&lt;br /&gt;65 A&lt;br /&gt;66 B&lt;br /&gt;67 C&lt;br /&gt;68 D&lt;br /&gt;69 E&lt;br /&gt;70  F&lt;br /&gt;71 G&lt;br /&gt;72 H&lt;br /&gt;73 I&lt;br /&gt;74 J&lt;br /&gt;75 K&lt;br /&gt;76 L&lt;br /&gt;77 M&lt;br /&gt;78 N&lt;br /&gt;79  O&lt;br /&gt;80 P&lt;br /&gt;81 Q&lt;br /&gt;82 R&lt;br /&gt;83 S&lt;br /&gt;84 T&lt;br /&gt;85 U&lt;br /&gt;86 V&lt;br /&gt;87 W&lt;br /&gt;88  X&lt;br /&gt;89 Y&lt;br /&gt;90 Z&lt;br /&gt;91 [&lt;br /&gt;92 \&lt;br /&gt;93 ]&lt;br /&gt;94 ^&lt;br /&gt;95 _&lt;br /&gt;96 `&lt;br /&gt;97  a&lt;br /&gt;98 b&lt;br /&gt;99 c&lt;br /&gt;100 d&lt;br /&gt;101 e&lt;br /&gt;102 f&lt;br /&gt;103 g&lt;br /&gt;104 h&lt;br /&gt;105  i&lt;br /&gt;106 j&lt;br /&gt;107 k&lt;br /&gt;108 l&lt;br /&gt;109 m&lt;br /&gt;110 n&lt;br /&gt;111 o&lt;br /&gt;112 p&lt;br /&gt;113  q&lt;br /&gt;114 r&lt;br /&gt;115 s&lt;br /&gt;116 t&lt;br /&gt;117 u&lt;br /&gt;118 v&lt;br /&gt;119 w&lt;br /&gt;120 x&lt;br /&gt;121  y&lt;br /&gt;122 z&lt;br /&gt;123 {&lt;br /&gt;124 |&lt;br /&gt;125 }&lt;br /&gt;126 ~&lt;br /&gt;127 ⌂&lt;br /&gt;128  Ç&lt;br /&gt;129 ü&lt;br /&gt;130 é&lt;br /&gt;131 â&lt;br /&gt;132 ä&lt;br /&gt;133  à&lt;br /&gt;134 å&lt;br /&gt;135 ç&lt;br /&gt;136 ê&lt;br /&gt;137 ë&lt;br /&gt;138  è&lt;br /&gt;139 ï&lt;br /&gt;140 î&lt;br /&gt;141 ì&lt;br /&gt;142 Ä&lt;br /&gt;143  Å&lt;br /&gt;144 É&lt;br /&gt;145 æ&lt;br /&gt;146 Æ&lt;br /&gt;147 ô&lt;br /&gt;148  ö&lt;br /&gt;149 ò&lt;br /&gt;150 û&lt;br /&gt;151 ù&lt;br /&gt;152 ÿ&lt;br /&gt;153  Ö&lt;br /&gt;154 Ü&lt;br /&gt;155 ø&lt;br /&gt;156 £&lt;br /&gt;157 Ø&lt;br /&gt;158  ×&lt;br /&gt;159 ƒ&lt;br /&gt;160 á&lt;br /&gt;161 í&lt;br /&gt;162 ó&lt;br /&gt;163  ú&lt;br /&gt;164 ñ&lt;br /&gt;165 Ñ&lt;br /&gt;166 ª&lt;br /&gt;167 º&lt;br /&gt;168  ¿&lt;br /&gt;169 ®&lt;br /&gt;170 ¬&lt;br /&gt;171 ½&lt;br /&gt;172 ¼&lt;br /&gt;173  ¡&lt;br /&gt;174 «&lt;br /&gt;175 »&lt;br /&gt;176 ░&lt;br /&gt;177 ▒&lt;br /&gt;178  ▓&lt;br /&gt;179 │&lt;br /&gt;180 ┤&lt;br /&gt;181 Á&lt;br /&gt;182 Â&lt;br /&gt;183  À&lt;br /&gt;184 ©&lt;br /&gt;185 ╣&lt;br /&gt;186 µ&lt;br /&gt;187 ╗&lt;br /&gt;188  ╝&lt;br /&gt;189 ¢&lt;br /&gt;190 ¥&lt;br /&gt;191 ┐&lt;br /&gt;192 └&lt;br /&gt;193 ┴&lt;br /&gt;194  ┬&lt;br /&gt;195 ├&lt;br /&gt;196 ─&lt;br /&gt;197 ┼&lt;br /&gt;198 ã&lt;br /&gt;199 Ã&lt;br /&gt;200  ╚&lt;br /&gt;201 ╔&lt;br /&gt;202 ╩&lt;br /&gt;203 ╦&lt;br /&gt;204 ╠&lt;br /&gt;205 ═&lt;br /&gt;206  ╬&lt;br /&gt;207 ¤&lt;br /&gt;208 ð&lt;br /&gt;209 Ð&lt;br /&gt;210 Ê&lt;br /&gt;211  Ë&lt;br /&gt;212 È&lt;br /&gt;213 ı&lt;br /&gt;214 Í&lt;br /&gt;215 Î&lt;br /&gt;216  Ï&lt;br /&gt;217 ┘&lt;br /&gt;218 ┌&lt;br /&gt;219 █&lt;br /&gt;220 ▄&lt;br /&gt;221 ¦&lt;br /&gt;222  Ì&lt;br /&gt;223 ▀&lt;br /&gt;224 Ó&lt;br /&gt;225 ß&lt;br /&gt;226 Ô&lt;br /&gt;227  Ò&lt;br /&gt;228 õ&lt;br /&gt;229 Õ&lt;br /&gt;230 µ&lt;br /&gt;231 þ&lt;br /&gt;232  Þ&lt;br /&gt;233 Ú&lt;br /&gt;234 Û&lt;br /&gt;235 Ù&lt;br /&gt;236 ý&lt;br /&gt;237  Ý&lt;br /&gt;238 ¯&lt;br /&gt;239 ´&lt;br /&gt;240 ­ ­­&lt;br /&gt;241  ±&lt;br /&gt;242 ‗&lt;br /&gt;243 ¾&lt;br /&gt;244 ¶&lt;br /&gt;245 §&lt;br /&gt;246  ÷&lt;br /&gt;247 ¸&lt;br /&gt;248 °&lt;br /&gt;249 ¨&lt;br /&gt;250 ·&lt;br /&gt;251  ¹&lt;br /&gt;252 ³&lt;br /&gt;253 ²&lt;br /&gt;254 ■&lt;br /&gt;255   (parágrafo)&lt;br /&gt;256 (parágrafo)&lt;br /&gt;257  ☺(repete ALT+1)&lt;br /&gt;258 ☻(repete ALT+2 e assim por diante)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;/multicol&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4966693251753598058?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4966693251753598058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4966693251753598058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4966693251753598058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4966693251753598058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/03/tecla-alt.html' title='Tecla ALT'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-5692796016080686330</id><published>2008-03-23T00:43:00.002-03:00</published><updated>2008-03-23T00:46:53.594-03:00</updated><title type='text'>Roubo nº 2</title><content type='html'>Copiado sem autorização (quer dizer, roubado) &lt;a href="http://quediaehoje.wordpress.com/"&gt;daqui&lt;/a&gt;. O título do post é "Saiba".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seus amigos vão se decepcionar pelo menos três vezes com você ao longo de sua vida. Que o volume do som dos intervalos comerciais da TNT e da FOX sempre serão mais altos. Que filmes dublados tiram toda a graça. Que seu cartão não vai passar um dia e você, sim, vai passar vergonha. Que sua mãe vai te encabular na frente dos seus amigos. Sua avó terá um neto preferido. Que incenso e maconha são complementares quando se é adolescente. Que toda família tem um segredo. Que você terá que usar pelo menos uma peça de roupa usada. Que você vai ter uma doença, vai ser assaltado, vai sofrer um acidente. Que a maioria dos seus amigos acredita em astrologia sem entender bem o que é. Que vai perder um relógio, uma chave e um guarda-chuva. Que vai ouvir falar em diversos tipos de superstição, mas nenhum deles é relevante. Quando se é adolescente tudo em você é desproporcional e todas as pessoas mudariam algo em si. O buraco (que não é buraco) da camada de ozônio é culpa dos carnívoros. Giz de cêra é cheiroso, mas não é comestível (a regra se aplica ao creme dental, à massinha e ao batom de sua amiga. Jovens gays têm que aprender a correr antes de se revelarem. Todo filme tem um erro, pelo menos. Os fios de aparelhos eletrônicos não devem ser dobrados. Poucas pessoas sabem do conteúdo básico de etiqueta. O tamanho das roupas de uma loja pra outra pode variar. O Brasil sempre será mal visto pelo mundo. Jornalistas precisam ser mimados com brindes e presentes. A moda é cruel, elitizada, rápida e nunca alcançável. É necessário saber cozinhar pelo menos um prato. Cerveja cura ressaca. É melhor ser asalariado, a menos que queira ser safenado. Pensar em doce engorda, passar vontade engorda o dobro. Não existe chefe perfeito. Câncer de pele existe. Terapeutas e psicólogos não são parte de uma raça superior e dona da verdade. Um amigo médico pode mudar seu fim de semana com apenas um carimbo. A maioria dos seus amigos quer “economizar e emagrecer”. Nordestinos não têm tecla SAP. Todos têm um professor predileto. Entrar no mar está fora de cogitação. Todo mundo compra algo que nunca irá usar. Nunca leve Kaiser a um churrasco. Nunca chore antes de se deitar. Tudo em exagero é ruim, menos sapatos. Que 95% da população mundial tem parasitas no intestino. Cílios grandes e cabelo liso são motivos de inveja até de seus melhores amigos. Dois “eles” e “y” não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-5692796016080686330?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/5692796016080686330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=5692796016080686330&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5692796016080686330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5692796016080686330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/03/roubo-n-2.html' title='Roubo nº 2'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8358126625864524473</id><published>2008-03-23T00:41:00.002-03:00</published><updated>2008-03-23T00:43:32.064-03:00</updated><title type='text'>Roubo nº 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Copiado sem autorização (quer dizer, roubado) &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.aboutliv.blogspot.com/"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post hentry uncustomized-post-template"&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;p&gt;.&lt;br /&gt;quantos dias sem emprego são precisos pra vc se sentir inutil?&lt;br /&gt;quantas noites sem dormir pra se sentir insone?&lt;br /&gt;quantos meses sem ng pra se sentir carente&lt;br /&gt;quantas vidas sem sentido pra se sentir perdido?&lt;br /&gt;quantas calorias pra se sentir gordo&lt;br /&gt;quantos caminhos pra nao saber pra onde ir&lt;br /&gt;quantas escolhas pra se ter duvida&lt;br /&gt;quantas duvidas pra nao ter nenhum objetivo&lt;br /&gt;quantas contas pra se sentir falido&lt;br /&gt;quantos quilometros pra saber que esta longe&lt;br /&gt;quantos amigos pra se sentir feliz&lt;br /&gt;quantas baladas pra se sentir bohemio&lt;br /&gt;quantas vodkas pra sociabilizar&lt;br /&gt;quantos livros pra ser culto&lt;br /&gt;quantos filmes pra se emocionar&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8358126625864524473?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8358126625864524473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8358126625864524473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8358126625864524473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8358126625864524473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/03/roubo-n-1.html' title='Roubo nº 1'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4848197081613107179</id><published>2008-03-23T00:00:00.003-03:00</published><updated>2008-03-23T00:33:09.203-03:00</updated><title type='text'>Dia de sono</title><content type='html'>Estou com sono - pouco mais de 36 horas sem dormir. Sei que para muita gente não é nada, mas para mim é um recorde - que eu não gosto de ter batido, aliás; prefiro bater recordes de tempo que passo dormindo (máximo de 12 horas até hoje - sem contar quando eu era bebê, é claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post deve ser efeito do sono, pois eu não tenho do que falar, logo, não teria motivos para postar. Ou então meu superego está dormindo tb e meu id tomou conta e resolvi escrever sobre coisas que eu não escreveria se estivesse com o sono em dia. Aliás, só com muito sono para confiar nesse papo de superego e id.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Estou ouvindo um CD de uma dupla chamada Indigo Girls. Não gosto muito desta história de crianças indigo (imagina se forem que nem as crianças que apresentam os desenhos matinais do SBT!!..), mas a dupla é muito boa. Bom, eu achei, pelo menos, estou gostando de ouvir. A melhor música, até agora, é Three Hits, e o CD é Rites of Passage (que, com meu inglês tosco, pensei que fosse "Passagens da Rita", mas depois me dei conta que é mais provável que seja "Ritos de Passagem", mas tb não interessa). Li em algum lugar que elas surgiram em um festival chamado Lilith-alguma-coisa-em-inglês (ou alguma-coisa-em-inglês-Lilith ou ainda alguma-coisa-em-inglês-Lilith-alguma-coisa-em-inglês), que foi um festival organizado por uma mulher que ouviu de um produtor de um outro festival que não seria muito legal que, durante os shows, uma banda feminina sucedesse imediatamente outra (quer dizer, tinha que ter uma banda masculina entre as duas) e, à parte possíveis metáforas sociais que isso represente, é realmente rídicula a idéia do cara, entre outras coisas porque bandas masculinas sucederiam-se necessariamente (já que geralmente há menos bandas femininas e tal). Aí ela organizou um festival (o Lilith-etc...) só de bandas femininas e cantoras, que rolava em diferentes cidades e cuja renda sempre era revertida para alguma ONG voltada às mulheres naquela cidade. Alguém poderia fazer isso aqui no Brasil, aliás (se já fez, poderia divulgar mais até chegar nos meus ouvidos, e também ao de outras pessoas, claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Marquei com uma amiga minha hoje: 11 horas aqui em casa. Nada demais, só para bater papo mesmo. Sou uma pessoa muito desorganiza, distraída, etc. Mas adoro pontualidade e sou pontual. Por isso, exijo também pontualidade, mas sem paranóias. Mas falta de consideração me irrita profundamente. Se vc marca com alguém e não pode ir, não há o menor problema: liga, manda e-mail, mensagem de celular, manda recado por alguém, pela rádio, sinal de fumaça, ou vai lá e avisa que não vai poder ir. Mas deixar alguém esperando é muito, muito foda. E ainda por cima chegar como se nada tivesse acontecido, "vamos lá em algum lugar?", "tá, deixa eu só resolver umas coisas aqui.", "não então deixa; vou indo, tchau!".&lt;br /&gt;Pode ser que, por exemplo, a outra pessoa tenha chegado tarde em casa, umas seis da manhã, digamos, e tenha pensado "bá, marquei às 11 horas, melhor nem dormir senão não acordo", porque a outra pessoa tem consideração. Aí chega 11 horas, a criatura morrendo de sono pega e liga para a primeira "e aí, vc vem?", "claro!" e vem mesmo, mas três horas depois.&lt;br /&gt;Claro, não morri por isso, mas é muito inconveniente e, de qq maneira, para mim é sinal de desconsideração, de que tá pouco se fudendo para mim. O que é um direito de qualquer pessoa, tão legítimo quanto o meu direito de aplicar o princípio da reciprocidade (se o Brasil pode fazer isso com a Espanha, eu posso fazer com as pessoas), mas menos por retaliação, e mais porque a pessoa, agindo assim, faz com que eu perca meu interesse por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Por fim, sei lá, nada mais o que dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4848197081613107179?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4848197081613107179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4848197081613107179&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4848197081613107179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4848197081613107179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/03/dia-de-sono.html' title='Dia de sono'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-20896650025840875</id><published>2008-03-18T11:36:00.003-03:00</published><updated>2008-03-18T11:39:15.897-03:00</updated><title type='text'>Perfeição</title><content type='html'>&lt;div style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;"&gt;Li esta quadrinha num desses emails que as pessoas insistem em encaminhar eternamente para todas as pessoas que estão na sua lista de contatos. Uma das poucas coisas interessantes que encontrei em um fwd:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem faz muito erra muito.&lt;br /&gt;Quem faz pouco erra pouco.&lt;br /&gt;Quem não faz nada, não erra.&lt;br /&gt;Quem não erra é promovido."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-20896650025840875?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/20896650025840875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=20896650025840875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/20896650025840875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/20896650025840875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/03/perfeio.html' title='Perfeição'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-8540454689229222384</id><published>2008-02-19T04:58:00.003-03:00</published><updated>2008-02-19T05:37:49.229-03:00</updated><title type='text'>Ass.: A.S.</title><content type='html'>Eu vivo reclamando que ninguém me ama e ninguém me quer. Me apaixono, sofro e desapaixono; juro que "nunca mais!" (fico cantanto "a paixão já passou em minha vida, foi até bom mas ao final deu tudo errado, agora carrego em mim..." pelo cantos), e me apaixono de novo. Deve ser karma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que descubro uma admiradora secreta (aliás, sou descoberto por uma). Me achando - tem mulher prá tudo mesmo, veja só: - gostoso. Ótimo: gosto não se discute. Se queria me chamar a atenção, conseguiu, parabéns. SMS vai, SMS vem (era mais romântico quando era por cartas, mas ok), e a menina conseguiu, além de me chamar a atenção, me despertar um certo interesse. O que é um feito, porque apesar de eu apoiar e adorar garotas que tomam a iniciativa (eu devia fazer uma comunidade assim no Orkut - mas eu não tenho Orkut, pensando bem), eu gosto de ver seu rosto ou, pelo menos, saber seu nome. Despertou, então, meu interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, fui levando: elogia daqui, devolve elogio dali, "vc é mto intelig.", "vc é um gt.", "posso t fzer perg.?", "pode sim, gtinho gost.", etc. Mas, dali a pouco, o interesse, da minha parte, foi aumentando. E eu sugeri que nos encontrássemos, para nos conhecer. "Já nos conhec. Vc já falou cmg.", "Qdo?", "se vc ñ lembra...". Pois é, na minha cabeça, passa-se algo como "e eu vou saber quem é você?!? Falo com muita gente todos os dias, e como eu vou adivinhar que é você?? Eu não tenho bolinha de cristal, baby", mas no SMS só vai o "Não tenho bolinha de cristal", sem o "baby".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais SMS vão e vem, e a garota resolve me informar que não se sente à vontade para se expor. Aff...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que o pariu: a garota tem coragem de entrar em contato comigo, transpareceu nas entrelinhas das "msgns" levar uma vida bem legal, ter uma "kbç" legal, fuma (não que fumar seja bem uma qualidade, mas é melhor dois fumantes ativos do que somente um passivo), é divertida, diz que me conhece, e não se sente à vontade para se expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU também não me sinto nem um pouquinho à vontade de me expor: vai que é trote (o que já aconteceu comigo), vai que é uma criança de 10 anos maluca, vai que é sequestro-relâmpago, ou falso sequestro, sei lá quem está por trás do outro celular!!! Mas, mesmo assim, eu deixei bem claro que corria o risco. Eu sei que a criatura tem TODOS os motivos do mundo para temer se expor: um fora, ser ridicularizada, humilhada, estuprada, qualquer coisa assim. Mas, como eu disse para ela, se teme isso de mim, não diga que me conhece e parte prá outra então. Há também a timidez, a vergonha, etc. Mas eu deixei claro: você é bem-vinda. Se não rolasse nada, tudo bem, fizemos uma amizade, bem inusitada, aliás. Mas, não. A criatura continua lá, batendo siririca pensando em mim (pelo que deu a entender, pelo menos) todo santo dia, e eu aqui, fudido sem nobody (estou estudando inglês, viu só?), todo complexado porque nenhuma "ninguém me ama, ninguém me quer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo bem a posição dela. Mas, então, não mande mensagem. Quando eu sei que não tenho coragem de aparecer para alguém que eu estou a fim, afim (junto, separado, sei lá!), não deixo nem transparecer que estou afim, a fim, enfim... Se eu mando cartinha secreta, faço na perspectiva de que pode ser que eu tenha que aparecer. Enrolo, mas um dia vou (já fiz isso uma vez, ai que vergonha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado eu entendo ela (existem dois sentidos para compaixão: ter dó e "sentir junto"; em relação a ela, me coloco no segundo caso), por outro fico muito bravo: que droga, mas uma vez vai tudo por água abaixo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu conselho (sim, o texto acabou e nada mais interessante vai vir; este é um adicional supérfluo e desnecessário que você não precisa ler) é: se ficar afim, ou a fim, de alguém, vai lá e fala, ou fica na sua ("eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido..."), porque você pode, mesmo sem fazer a outra pessoa sofrer, desgastar um pouco mais o ânimo dela para coisas como amor e paixão. Até o dia em que tal pessoa não dirá "eu desisto!", mas apenas desistirá, silenciosamente, de querer gostar de alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-8540454689229222384?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/8540454689229222384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=8540454689229222384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8540454689229222384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/8540454689229222384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/02/ass-as.html' title='Ass.: A.S.'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4881695123150838175</id><published>2008-02-12T07:40:00.000-02:00</published><updated>2008-02-12T07:53:35.522-02:00</updated><title type='text'>Enquanto isso, na Espanha...</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;"&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Poder/Judicial/estudia/suspension/juez/obstruyo/adopcion/parte/lesbiana/elpepusoc/20080212elpepusoc_2/Tes"&gt;&lt;span&gt;El Poder Judicial estudia la suspensión del juez que obstruyó una adopción por parte de una lesbiana&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;" (&lt;span style="font-size:85%;"&gt;El País&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;Além de falar espanhol, que é uma língua em que até os palavrões soam bonitos (como também o francês), a Espanha ainda tem espanholas bonitas. Como se não bastasse apenas isso, lá ainda têm posturas como esta, noticiada no site do jornal El País.&lt;br /&gt;Eu amo a Espanha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4881695123150838175?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4881695123150838175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4881695123150838175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4881695123150838175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4881695123150838175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/02/enquanto-isso-na-espanha.html' title='Enquanto isso, na Espanha...'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-5890639749277566295</id><published>2008-02-10T20:38:00.001-02:00</published><updated>2008-02-10T20:47:43.327-02:00</updated><title type='text'>É proibido gozar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rJ1FRAjgaOI/R6pG1IMkRLI/AAAAAAAAADs/URM55KFQA9g/s400/Genital1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rJ1FRAjgaOI/R6pG1IMkRLI/AAAAAAAAADs/URM55KFQA9g/s400/Genital1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou sujeito à mutilação feminina por razões orgânicas. Mas a imagem aí de cima me angustia como se eu estivesse. &lt;a href="http://colectivofeminista.blogspot.com/2008/02/dia-internacional-de-tolerncia-zero.html"&gt;Mais sobre o assunto.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-5890639749277566295?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/5890639749277566295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=5890639749277566295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5890639749277566295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5890639749277566295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/02/proibido-gozar.html' title='É proibido gozar'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rJ1FRAjgaOI/R6pG1IMkRLI/AAAAAAAAADs/URM55KFQA9g/s72-c/Genital1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7494800813884453553</id><published>2008-01-31T20:00:00.000-02:00</published><updated>2008-01-31T20:03:33.899-02:00</updated><title type='text'>0</title><content type='html'>Sabe quando você caminha pela rua e tudo está desmoronando à sua frente? Sabe aquela sensação de que algo ou alguém vai aparecer e mudar, pelo menos amenizar tudo?&lt;br /&gt;Para mim, essa sensação só piora tudo: como sempre, ninguém mais estava ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7494800813884453553?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7494800813884453553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7494800813884453553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7494800813884453553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7494800813884453553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/0.html' title='0'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4971623184380046464</id><published>2008-01-31T01:55:00.000-02:00</published><updated>2008-01-31T02:07:57.651-02:00</updated><title type='text'>Hipóteses</title><content type='html'>Duas hipóteses sobre a minha vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipótese A): uma vez, há muitos anos, estive a ponto de me matar. Nos últimos momentos, porém, algo foi mais forte do que toda a dor e sofrimento e blá blá blá do momento: a curiosidade. Eu já havia me dado como morto. Desistido de tudo. Não é que eu sentisse desejo de morrer, nem tampouco repugnância pela vida. Simplesmente eu iria descansar. Mas a única coisa que me passava pela cabeça era: e o que vem depois? Não era uma pergunta espiritual: não era sobre a vida depois da morte. Eu tinha curiosidade em saber como seria a minha vida dali por diante - ou como ela poderia ser. E como se resolveriam situações do meu entorno, das pessoas que eu conhecia. Não morri por pura curiosidade. Mas decidi, naquele dia, que eu já havia morrido, e só me manteria vivo se as coisas continuassem minimamente interessantes. A hipótese em si: talvez eu já tenha morrido mesmo, e por isso eu as pessoas com quem eu convivo me causem mais sofrimento do que alegria. Como se eu já tivesse passado da data de validade: ninguém dispensa maiores cuidados com a comida estragada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipótese B): no próximo post: as minhas costas doem demais no momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4971623184380046464?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4971623184380046464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4971623184380046464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4971623184380046464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4971623184380046464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/hipteses.html' title='Hipóteses'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3424157873236348715</id><published>2008-01-30T12:30:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T12:39:41.504-02:00</updated><title type='text'>Outra piada</title><content type='html'>Eu estou com muita raiva, sentindo muita irritação por causa de determinadas atitudes de determinada pessoa.&lt;br /&gt;Mas, para conseguir dormir à noite, tive de fingir que tudo ia maravilhsamente bem entre nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3424157873236348715?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3424157873236348715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3424157873236348715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3424157873236348715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3424157873236348715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/outra-piada.html' title='Outra piada'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2998967538856830118</id><published>2008-01-30T06:48:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T06:50:29.799-02:00</updated><title type='text'>Piada fora de hora</title><content type='html'>O juiz pergunta ao réu:&lt;br /&gt;- Como você conseguiu abrir a caixa-forte em menos de 15 minutos??&lt;br /&gt;- Desculpe, doutor. Não dou aula de graça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2998967538856830118?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2998967538856830118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2998967538856830118&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2998967538856830118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2998967538856830118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/piada-fora-de-hora.html' title='Piada fora de hora'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1095931879374656113</id><published>2008-01-27T02:17:00.000-02:00</published><updated>2008-01-27T02:23:26.190-02:00</updated><title type='text'>De canto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu não espero das pessoas uma heróica lealdade a mim, como se eu fosse um rei. Mas dos meus amigos eu espero confiança. Nos dois sentidos: espero que saibam que podem confiar em mim; mas espero que eu possa confiar neles. E não penso que confiança em coisa pouca seja bobagem. Dizem que você conhece o caráter de uma pessoa superior pela maneira como ela trata as pessoas inferiores. Eu desconfio muito desta distinção entre pessoas inferiores e superiores, mas acredito na distinção entre &lt;i&gt;coisas &lt;/i&gt;superiores e inferiores, e assim adapto a sabedoria popular ao meu modo: você mede a confiança que pode ter nas pessoas pela confiança que elas demonstram ter nas coisas pequenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu marquei com uma amiga minha de que eu iria ficar esperando ela em casa, me irrita muito o fato de que, para esperá-la, eu tenha deixado de passar na minha avó porque estava esperando-a, me irrita muito o fato de que por estar esperando ela eu tenha ido mais tarde à locadora, me irrita muito o fato de que, por esperá-la, eu tenha deixado de fazer um monte de pequenas coisinhas imaginando que, quando ela chegasse, faríamos juntos ou eu deixaria de fazer, dependendo de quem convencesse quem; me irrita também o fato de que eu deixei de ir comprar coisas gostosas no mercado porque tínhamos combinado de sair, e também o fato de que eu tenha deixado de sair com outras pessoas porque eu já havia combinado com a minha amiga de sair com ela, e, por consequência, me irrita o fato de que não só ela não veio, como não veio porque foi sair com outras pessoas. Também me irrita que eu tenha descoberto isso quando vi ela sentada com os amigos no bar onde eu fui comprar cigarro (teria ido mais cedo se ela tivesse chegado, ou se tivesse avisado de que não viria). Conhecendo-a como eu conheço, ela provavelmente viria falar comigo nos próximos dias, pedindo desculpas por não ter vindo porque saiu com seus amigos. Mas pior para ela que eu a encontrei antes de que ela viesse falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas coisas me irritam, e não quero deixar minha irritação passar batida. Mas o pior é a mágoa pela falta de confiança. Pode ser excesso de cuidado da minha parte, mas se eu combino uma coisa com alguém, e percebo que vou me atrasar, ou que não poderei ir, faço o impossível para avisar (depois de ter fracassado fazendo o impossível para cumprir o que prometi). Claro que eu não espero que as pessoas, por sua vez, façam o impossível para cumprir e, caso não o consigam, façam o impossível para me avisar. De maneira alguma. Mas espero que façam um pouco mais do que o mínimo para cumprirem o prometido, e se for possível fazer o mínimo para avisar que não vai dar, considero isso como o cumprimento do que foi prometido. Não espero que as pessoas sejam como eu; não acho que seja pedir demais esse pedido; será que eu estou tão errado assim??? Eu não estou falando de qualquer pessoa: trata-se de amizade. Será que eu devo desconfiar sempre das pessoas? Eu costumo desconfiar somente no começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes me sinto - sem fazer disso uma tragédia - uma pessoa meio amaldiçoada. Por uma maldição que me condena a sempre me magoar com diferentes pessoas pelo mesmo motivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já me disseram que, quando eu percebo que todas as pessoas estão erradas e eu certo, quem deve estar errado sou eu. Já recuei em muitas coisas com base nesse toque que me deram. Mas nisso eu não posso recuar. Me escantear assim demonstra indiferença. Pode ser que meu erro seja entender isso como indiferença, ou pode ser que seja considerar essa indiferença não declarada como uma onfensa - porque magoa; mas nesse erro eu terei de persistir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1095931879374656113?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1095931879374656113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1095931879374656113&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1095931879374656113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1095931879374656113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/de-canto.html' title='De canto'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7518526148415932268</id><published>2008-01-23T21:38:00.000-02:00</published><updated>2008-01-23T22:40:10.340-02:00</updated><title type='text'>Texto-cabeção sobre cinema-cabeção</title><content type='html'>Agora, darei uma de cabeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti a alguns filmes de Godard, o Jean Luc, de três anos para cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro filme dele que vi foi Os Acossados, depois assisti Alphaville, Je Vous Salute Marie e Tempo de Guerra. Se assisti outros, não lembro ou não sabia que era dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes de Godard me irritam. As coisas acontecem de repente, do nada. Você não consegue encadear os fatos, a impressão é que as sequências dos filmes são aleatórias. É como se fossem pequenos filmes que compartilham os mesmos personagens, atores, cenários e certos antecedentes. Algo diferente desses filmes de agora, como Coisas que você pode dizer só de olhar para ela ou 21 gramas, por exemplo. Nos filmes de Godard, eu nunca sei o que o personagem quer, qual o seu problema, porque ele age assim ou assado. Tenho a impressão de que os atos dos personagens não têm razão alguma de ser. Não me parecem ser filmes que falem de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a mesma coisa que me irrita nos filmes dele torna-se também encantadora. Não são filmes confortáveis. O filme começa e você não sabe onde está, ele prossegue e você continua sem conseguir localizar-se dentro dele, então você se obriga a criar pontos de referência, sentidos, encadeamentos, razões de ser. Só que não dá para dizer "ah, entendi", "saquei". Quando você assiste o Homem-Aranha 2, pode perceber claramente que é a história de um super-herói à la Batman, muito humano, com todos os problemas que qualquer mortal possui, como o risco de ficar sem grana para o aluguel, a dificuldade nos relacionamentos amorosos, esses blá blá blás todos que a maioria das pessoas conhecem bem; e aí você pode entender que é um filme que fala sobre o heroísmo de um homem que mantém-se íntegro apesar de enfrentar as mesmas dificuldades que seus espectadores (só falta aparecer o Gorpo perguntando "o que aprendemos hoje", como era no He-Man e na She-Ra). Mesmo um filme mais legal, como V de Vingança, tem uma moral da história no fim. Eu não consigo encontrar mensagem nenhuma nos filmes de Godard. A assiciação com o controle social no Alphaville eu só fiz porque achei parecido com O Grande Irmão ou Admirável Mundo Novo. Mas eu quebrei as pernas para poder ter alguma coisa a dizer de Je Vous Salute Marie - até dizem que nesse filme ocorrem duas histórias paralelas, mas eu só vi uma e talvez por isso eu não tenha entendido porque de repente aparecem umas cenas com uns estudantes nada a ver com o resto no meio do filme.&lt;br /&gt;Essa gratuidade dos fatos nos filmes de Godard eu acho encantadora. Porque não são filmes para curtir comendo porcaria (eu mantenho uma sagrada tradição segundo a qual deve-se obrigatoriamente comer alguma porcaria engordante e insalubre quando se assiste um DVD, como chocolate, doce de leite ou qualquer outra coisa que faça mal) - embora eu coma porcarias mesmo nesses filmes. São filmes (sei que a expressão vai soar idiota) "interativos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Globo, tadinha, tenta ser interativa oferecendo dois filmes para que escolhamos um por meio do voto (variação: época de cinema brasileiro só com filmes brasileiros): oh, me sinto fazendo a programação da Globo. Mas isso não é interagir. Não decidimos a sociedade, não decidimos a cultura, não decidimos a programação da Globo, não decidimos o horário em que o Intercine vai passar, não decidimos quais serão as duas opções para amanhã no Intercine - mas decidimos que filme, dentre os dois escolhidos pela Globo queremos ver. Os partidos políticos escolhem pessoas - quase sempre homens - que se candidatarão à presidência, quem se eleger escolherá ministros, presidentes de estatais, chefes de casa civil, destino de recursos - mas nós escolhemos, dentre alguns previamente escolhidos, quem fará as escolhas por nós. Dos 1461 dias que compõem quatro anos, um é reservado para que escolhamos, do rescaldo das escolhas alheias, quem vai escolher por nós coisas fundamentais para nossas vidas por quatro anos - e dizem que somos nós quem construímos o país. Rá! Você é quem decide se vai sair do armário, mas não é você quem decide se seus bens ficarão com a pessoa de quem você gosta (afinal, legalmente vocês não são um casal) - com sorte, você pode contar com a piedade de algum juiz que lhe permita receber a aposentadoria da pessoa com quem você convivia, ou então ficar com o Chicão. Você é quem decide se compra Omo ou Ace, mas não é você quem decide o preço que vai pagar por isso. Quantos exemplos, nooosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a interatividade dos filmes do Godard é outra coisa. Ou você cria pontos de referência dentro do filme, cria sentidos dentro do filme, ou você não viu filme nenhum, perdeu seu tempo. Uma das coisas muito realistas dos filmes dele, creio eu, é justamente isso: você não tem certeza de que entendeu bem, de que entendeu qualquer coisa, mas você inventa algo ali. E quando eu digo "inventa" não quero dizer "viaja" (mas também pode ser isso). Quero dizer "você também faz alguma coisa": você junta um monte de coisas descoladas uma da outra, um monte de peças, e monta o que você quiser, o que você for capaz. "É um milagre tudo o que deus criou pensando em você", mas não é menos fenomenal tudo o que você pode criar vendo algum filme assim. Qualquer filme obriga uma pessoa a pensar. Mas não são todos que lhe obrigam a criar algo. E a vida - longe de formular uma definição, por favor! - é mais ou menos assim: você vai criando relações, valores, sentidos, essas coisas assim, com base em um monte de coisas nada a ver umas com as outras que você vai descobrindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7518526148415932268?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7518526148415932268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7518526148415932268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7518526148415932268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7518526148415932268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/texto-cabeo-sobre-cinema-cabeo.html' title='Texto-cabeção sobre cinema-cabeção'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3624935235416242987</id><published>2008-01-22T11:32:00.001-02:00</published><updated>2008-01-22T12:05:35.294-02:00</updated><title type='text'>Um texto como o de um gay careca</title><content type='html'>Este é um comentário no estilo irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou cansado de ler textos relativos ao feminismo, à sexualidade, à crítica cultural, etc, todos escritos ao estilo Foucault.&lt;br /&gt;Nada contra - pelo contrário, tudo a favor - da maneira como Foucault escreve. Nem contra os assuntos, que, acho eu, devem ser falados, escritos, lidos, ouvidos, mencionados, levantados.&lt;br /&gt;Mas qualquer coisa que se vá escrever, começa-se mencionando a perspectiva clínica dos idos de mil seiscentos e não sei quanto, os silêncios de tal e tal época, enfim, essas coisas.&lt;br /&gt;Foucault tornou-se um modelo onipresente de assuntos, estilo de escrita e até de metodologia - porque quase todos os textos fazem alguma referência a como as coisas eram no início do período moderno, especialmente nas áreas médicas, psicanalíticas e jurídicas.&lt;br /&gt;Já li textos - muitos, talvez a maioria - onde, à guisa de introdução, aparece o "contexto histórico". Sempre interessante, quase sempre revoltante (as coisas que a medicina já fez são, às vezes, horríveis), mas eu me pergunto: porquê esse contexto histórico? Já sabemos que, no passado, haviam horrores institucionalizados, e sabemos que hoje existem tantos ou mais horrores institucionalizados ainda. Mas esse fato não implica em que alguém que vá escrever sobre sexualidade, gênero ou qualquer tema polêmico assim precise sempre mencionar o contexto histórico. O que me irrita um pouco é que as pessoas não sabem - pelo menos não parecem saber - porque estão fazendo referências ao contexto histórico, às práticas médicas modernas, a essas coisas todas. A impressão que eu tenho - impressão, que, sim, pode estar errada, mas eu duvido que esteja - é que as pessoas lêem Vigiar e Punir, O Nascimento da Clínica ou a História da Sexualidade, por exemplo, e acham que foi gratuitamente que o cara falou de história, medicina, práticas diversas, leis e todos os outros assuntos. Com certeza, não foi porque era bonitinho e charmoso. Mas, depois de lerem Foucault, enfiam contextos históricos ali por nada, porque Foucault fazia assim, sem saberem porque Foucault ou elas próprias estão preocupadas com o contexto histórico, ou com as práticas médicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comentário meio irresponsável porque é possível que eu esteja falando mal de textos - de autores - que podem saber muito bem o que estão fazendo, e até é possível que a pessoa esteja tão inserida neste estilo de escrita que não perceba que parece que escreveu aquilo por nada. Também é irresponsável porque é um estilo que "pega fácil". Eu também, quando vou escrever, a primeira coisa em que penso é em colocar um contextinho histórico básico sem motivos. Mas, quando faço isso, pelo menos eu sei que estou sendo idiota. Não fico pensando "oh, que texto cabeção que eu fiz, quanta intelectualidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não espero que as pessoas mudem seu estilo, nem que não copiem o estilo de Foucault, que é muito bom, pelo menos para mim. Mas só espero que saibam, que entendam o que estão escrevendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3624935235416242987?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3624935235416242987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3624935235416242987&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3624935235416242987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3624935235416242987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/um-texto-como-o-de-um-gay-careca.html' title='Um texto como o de um gay careca'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6922742107351327906</id><published>2008-01-17T21:25:00.000-02:00</published><updated>2008-01-17T21:34:38.225-02:00</updated><title type='text'>Comendo e aprendendo</title><content type='html'>Descobri que são coisas gostosas:&lt;br /&gt;- brócolis&lt;br /&gt;- carne de soja&lt;br /&gt;- berinjela&lt;br /&gt;- iogurte natural com uma colherinha de mel&lt;br /&gt;- chá verde&lt;br /&gt;- qualquer coisa bem temperada com creme de leite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá. Nunca pensei que fosse gostar dessas coisas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6922742107351327906?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6922742107351327906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6922742107351327906&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6922742107351327906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6922742107351327906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/comendo-e-aprendendo.html' title='Comendo e aprendendo'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4991294762412586551</id><published>2008-01-17T12:20:00.000-02:00</published><updated>2008-01-17T12:25:15.151-02:00</updated><title type='text'>Derecho al aborto</title><content type='html'>&lt;span class="message-centre"&gt;&lt;span class="message-centre"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No puedo sino mirar con cierto pasmo lo que está ocurriendo con el aborto en este país. Todas sabemos que el derecho al aborto no es sólo el más importante de los derechos reproductivos, sino uno de los derechos más importantes para las mujeres. El aborto es la piedra de toque de muchos otros derechos y si éste se pone en cuestión o no es reconocido en absoluto, o sólo medio reconocido, lo que está en juego es el derecho de todas las mujeres a ser dueñas de sí mismas, a sus cuerpos, a ser libres en definitiva. Teníamos una ley con la que se iba funcionando mal que bien y parecía que, en todo caso, tarde o temprano se aprobaría una ley mejor, una ley de plazos. Pero no. El PSOE saca este derecho de su programa electoral y la iglesia y los reaccionarios inician una campaña en contra de la aplicación de la misma con el objetivo de hacerla más restrictiva. Hace unos meses pensaba que esta ley era inamovible y que sólo se podía mejorar, que la derecha nunca se atrevería a tocarla.&lt;/span&gt;" (o restante deste artigo está &lt;a href="http://www.mujeresenred.net/article.php3?id_article=1280"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e foi copiado do portal &lt;a href="http://www.mujeresenred.net/"&gt;Mujeres en Red&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4991294762412586551?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4991294762412586551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4991294762412586551&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4991294762412586551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4991294762412586551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/derecho-al-aborto.html' title='Derecho al aborto'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1308502113639914392</id><published>2008-01-14T23:06:00.000-02:00</published><updated>2008-01-14T23:10:05.638-02:00</updated><title type='text'>Reações</title><content type='html'>Tudo bem que ninguém lê este blog, mas &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;amp;postID=1828517765255033504&amp;amp;isPopup=true"&gt;ironia &lt;/a&gt;não.!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1308502113639914392?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1308502113639914392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1308502113639914392&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1308502113639914392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1308502113639914392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/reaes.html' title='Reações'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1828517765255033504</id><published>2008-01-12T22:56:00.000-02:00</published><updated>2008-01-12T23:37:59.475-02:00</updated><title type='text'>O Segundo Sexo</title><content type='html'>Dia desses fez cem anos que morreu (ou nasceu, sei lá) Simone de Beauvoir. Como meu teclado estava com uma séria deficiência de teclas, eu não escrevi em nada. Essa é a vantagem de se ter um blog sem audiência: eu poderia escrever isso daqui a cem anos que não ia estar atrasado mesmo. Ninguém ia me cobrar nada. Daqui a pouco eu me descuido e penso que sou livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelos meus 14 anos, sei lá porque, eu comecei a ler feito um condenado. Gostava de ler e tal, mas viciei a partir desse período. Vários livros me influenciaram muito de uma maneira ou de outra. Mas dois autores são dignos de menção, porque até hoje fazem quase tanto efeito quanto naquela época: Simone de Beauvoir e Sartre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso dizer, na verdade, que li Sartre. A biblioteca muinicpal não tinha o livro mais falado e comentado dele, O Ser e o Nada, e na época eu não teria entendido mesmo (anos depois, no começo da faculdade de filosofia, fui ler o tal livro, não entendi nada, e achei pouco interessante). O que sei de Sartre é com base em comentadores e meia dúzia de livros menores que li dele, como A Náusea ou O Muro. Sei que viajei minha adolescência toda na expressão "a existência precede a essência". Por muitos anos declarei, ao menos para meu consumo interno, a essência como morta. Não existiam essências. Agora, depois de maior (porque não cresci ainda, apesar de tudo), acho que o fato de a existência preceder a essência não significa que, depois da existência, venha a essência, mas não vou explicar essa sutil opinião agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Simone de Beauvoir a história é outra. Passei metade da minha adolescência maldizendo o fato de ela já ter morrido - delírios adolescentes de ela, velhinha, apaixonar-se por mim apenas pelo fato de eu ser apaixonado por ela, vê se pode!.... Ainda sou apaixonado por ela - ou pelo que restou dela: fotos, textos e fofocas biográficas - mas tenho medo de fantasmas e não quero mais conhecê-la.&lt;br /&gt;A questão é que a influência desta mulher sobre mim chega a ser exagerada. Na primeira vez em que li O Segundo Sexo, eu pude entender aquela história do músico que tocou uma música e, quando ele terminou, a platéia permaneceu no mais absoluto silêncio: ele pensou que tinha sido horrível a música, começou a pedir desculpas e tal, e então todas as pessoas levantaram e começaram a aplaudir frenéticamente - o silêncio era, na verdade, incapacidade de reação diante da admiração das pessoas pelo que ouviram, de tão explêndido e incrível que foi. Na época eu não conhecia essa história, mas foi assim que me senti. Sem reação. Eu me perguntava como que não ensinavam aquele tipo de coisas na escola. Ainda me pergunto, mas eu também não me iludo mais. Depois de relê-lo uma ou duas vezes foi que seus efeitos começaram. Desde o meu comportamento até muito de minhas escolhas na vida são reflexos desse livro. Claro, nem de longe é o único livro que influencia minha vida, e nem os livros são as únicas coisas que me influenciam. Mas certos pontos, poucos e bem específicos de mim são, sim, resultado do que li no Le Deuxieme Sexe (eu me acho mesmo escrevendo em francês...).&lt;br /&gt;Hoje em dia, claro, o livro não me deslumbra mais. Tenho até críticas a fazer sobre um aspecto ou outro no livro. Mas isso não anula em nada os efeitos dela sobre mim: são coisas já consolidadas, ou então que, pelos menos, são coisas em torno das quais giram minhas preocupações, minhas idéias, etc (não exclusivamente, não custa repetir).&lt;br /&gt;Me desgasta muito ouvir as pessoas dizer que ela não era uma filósofa, ou então que O Segundo Sexo não é um livro de filosofia. Com certeza ela não era apenas filósofa, e este livro não é somente de filosofia. Mas o livro é tão filosófico quanto a Crítica da Razão Pura ou Mil Platôs, por exemplo.&lt;br /&gt;Enfim, eu que detesto homenagens, faço desse texto uma homenagem a Simone de Beauvoir - mesmo me desculpando de antemão pela homenagem tão reles e tosca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1828517765255033504?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1828517765255033504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1828517765255033504&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1828517765255033504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1828517765255033504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/o-segundo-sexo.html' title='O Segundo Sexo'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1362088977412006846</id><published>2008-01-12T22:36:00.000-02:00</published><updated>2008-01-12T22:53:51.841-02:00</updated><title type='text'>Descoberta</title><content type='html'>Uma descoberta e uma resolução.&lt;br /&gt;A descoberta: eu sou senspivel. Ao extremo, quero dizer. É fácil me machucar. Por algum estranho motivo, certas coisas que comumente machucam a maior parte das pessoas não me machucam, mas coisas aparentemente absurdas e banais têm sobre mim um efeito avassalador (palavra que, até hoje, eu nunca havia escrito). Isso é algo meu. Não significa que eu esteja realmente cercado de trogloditas insensíveis grosseiros em minha vida, significa apenas que o problema sou eu.&lt;br /&gt;A resolução: apesar de o problema ser meu, ele também é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;em mim&lt;/span&gt;. Eu geralmente assumo a posição de errado da história e engulo as patadas alheias por saber que, na verdade, foi um toque de leve que eu senti como uma patada. Então resolvi que vou tratar isso a partir da maneira como eu me sinto. Se eu senti uma patada, mesmo sabendo que foi apenas um golpe de leve, vou reagir segundo o que eu senti, e não segundo a intenção alheia. Simples e, eu espero, eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota nada a ver com o assunto: como é bom ter, novamente, um teclado em que teclas como N, K, B, home, aspas e outras assim funcionam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1362088977412006846?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1362088977412006846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1362088977412006846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1362088977412006846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1362088977412006846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/descoberta.html' title='Descoberta'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4686514893798302801</id><published>2008-01-05T22:41:00.000-02:00</published><updated>2008-01-05T22:42:41.262-02:00</updated><title type='text'>Simone de Beauvoir, cem anos de feminismo</title><content type='html'>&lt;div id="hn-articlebody" class="g-unit hn-copy"&gt;  &lt;p&gt;PARIS (AFP) — Simone de Beauvoir, ícone feminista, envolvida em todos os embates intelectuais do século XX, completaria 100 anos no dia 9 de janeiro de 2008 - e continua, mais de duas décadas depois de sua morte, um modelo da mulher liberal moderna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seu nome tornou-se definitivamente associado ao filósofo francês Jean-Paul Sartre, de cuja vida e militância compartilhou durante meio século. A autora de "O segundo sexo" influenciou várias gerações de mulheres, com idéias de desconstrução de convenções e análises da condição feminina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nascida em 9 de janeiro de 1908 em Paris, filha de uma família burguesa decadente, Simone tomou consciência da mediocridade dominante em seu meio já na adolescência. Aluna brilhante, estudou filosofia na Faculdade de Letras de Paris, onde, além de Sartre, entrou em contato com toda uma geração de intelectuais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A relação que então se estabeleceu entre os dois foi tumultuada e pontuada por "amores contingentes" e outros relacionamentos, como a que Simone manteve com o escritor americano Nelson Algren, que foi sem dúvida a paixão de sua vida. Mas o casal Sartre-Beauvoir durou até a morte e adquiriu uma aura mítica no mundo literário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos 21 anos, Simone de Beauvoir era a mais jovem professora de seu tempo. Lecionou filosofia e publicou seu primeiro romance, "A convidada" ("L'invitée"), em 1943, aos 35 anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo político, Simone acompanhou Sartre em grande parte de suas idéias, mas o feminismo foi a causa pessoal que abraçou e o terreno de atuação onde mais se destacou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"O segundo sexo" foi lançado em 1949, quando o termo 'feminismo' nem sequer havia sido cunhado. Seus capítulos sobre a sexualidade feminina escandalizaram a sociedade e provocaram enorme polêmica nos círculos literários. Traduzidos para 40 idiomas, os dois tomos da obra tiveram mais de um milhão de exemplares vendidos cada um.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas Simone de Beauvoir queria, acima de tudo, ser reconhecida como escritora. Em 1954 foi homenageada com o prêmio Goncourt por "Os mandarins" ("Les mandarins"), tornando-se um dos autores franceses mais lidos do Ocidente. Seus livros autobiográficos, começando por "Memórias de uma moça bem-comportada" ("Mémoires d'une jeune fille rangée", 1958), no qual descreve a decadência financeira de sua família e seus esforços para escapar dos estigmas do meio burguês, a transformaram em uma figura central na vida intelectual francesa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fama foi usada para projetar sua militância política e feminista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Simone morreu em 14 de abril de 1986. Mais de vinte anos depois, sua obra continua sendo discutida e "sua aura é ainda mais forte no estrangeiro do que na França, principalmente nos Estados Unidos", em cujas universidades o estudo de suas idéias ocupa lugar de destaque, afirma a ex-ministra francesa do Meio Ambiente, Huguette Bouchardeau, que acaba de publicar uma biografia da escritora ("Simone de Beauvoir", Editorial Flammarion).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A biografia é um dos muitos livros editados na França por ocasião de seu centenário, entre os quais figuram também "Beauvoir dans tous ses états", de Ingrid Galster ("Beauvoir em todas as formas", Ed. Tallandier), "Castor de guerre", de Danielle Sallenave ("Castor de guerra", Ed. Gallimard), "Simone de Beauvoir, une femme de son siècle", de Marianne Stjepanovic-Pauly ("Simone de Beauvoir, uma mulher de seu século", Ed. Jasmin) e "Simone de Beauvoir. Le goût d'une vie", de Jean-Luc Moreau ("Simone de Beauvoir. O gosto de uma vida", Ed. Ecritures).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5i3LED0DU4Ii89M7ptsiK9b_tsLZw"&gt;http://afp.google.com/article/ALeqM5i3LED0DU4Ii89M7ptsiK9b_tsLZw&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4686514893798302801?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4686514893798302801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4686514893798302801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4686514893798302801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4686514893798302801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/simone-de-beauvoir-cem-anos-de.html' title='Simone de Beauvoir, cem anos de feminismo'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4710455829332507116</id><published>2008-01-05T22:32:00.000-02:00</published><updated>2008-01-05T22:36:29.922-02:00</updated><title type='text'>Believe</title><content type='html'>I don't believe in trouble&lt;br /&gt;I don't believe in pain&lt;br /&gt;I don't believe there's nothing left&lt;br /&gt;but running here again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in promise&lt;br /&gt;I don't believe in chance&lt;br /&gt;I don't believe you can resist&lt;br /&gt;the things that make no sense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in silence&lt;br /&gt;cos silence seems so slow&lt;br /&gt;I don't believe in energy&lt;br /&gt;the tension is too low&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in panic&lt;br /&gt;I don't believe in fear&lt;br /&gt;I don't believe in prophecies&lt;br /&gt;so don't waste any tears&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe reality would be&lt;br /&gt;the way it should&lt;br /&gt;But I believe in fantasy&lt;br /&gt;the future's understood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in history&lt;br /&gt;I don't believe in truth&lt;br /&gt;I don't believe that's destiny&lt;br /&gt;or someone to accuse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I believe, I believe!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in trouble&lt;br /&gt;I don't believe in pain&lt;br /&gt;I don't believe there's nothing left&lt;br /&gt;but running here again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in promise&lt;br /&gt;I don't believe in chance&lt;br /&gt;I don't believe you can resist&lt;br /&gt;the things that make no sense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in silence&lt;br /&gt;cos silence seems so slow&lt;br /&gt;I don't believe in energy&lt;br /&gt;the tension is too low&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't believe in panic&lt;br /&gt;I don't believe in fear&lt;br /&gt;I don't believe in prophecies&lt;br /&gt;so don't waste any tears&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I believe!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want you to try, try&lt;br /&gt;to needing to know why, why&lt;br /&gt;No kidding, no sin, sin&lt;br /&gt;No running, no win, win&lt;br /&gt;I believe!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No angels, no girls, girls&lt;br /&gt;No memories, no Gods, Gods&lt;br /&gt;No rockets, no heat, heat&lt;br /&gt;No chocolate, no sweet, sweet&lt;br /&gt;I believe!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want you to try, try&lt;br /&gt;to needing to know why, why&lt;br /&gt;No kidding, no sin, sin&lt;br /&gt;No running, no win, win&lt;br /&gt;No angels, no girls, girls&lt;br /&gt;No memories, no Gods, Gods&lt;br /&gt;No rockets, no heat, heat&lt;br /&gt;No chocolate, no sweet, sweet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No feeling, no secrets...&lt;br /&gt;The silence you feel...&lt;br /&gt;which hides you from&lt;br /&gt;the real...&lt;br /&gt;I want you to try, try&lt;br /&gt;needing to know why, why...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I believe, I believe!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tradução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não acredito em problema&lt;br /&gt;Eu não acredito na dor&lt;br /&gt;Eu não acredito que não resta nada&lt;br /&gt;Além de correr aqui novamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito na promessa&lt;br /&gt;Eu não acredito no acaso&lt;br /&gt;Eu não acredito que você possa resistir&lt;br /&gt;Às coisas que não fazem nenhum sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito no silêncio&lt;br /&gt;Porque o silêncio parece assim lento&lt;br /&gt;Eu não acredito na energia&lt;br /&gt;Se a tensão é muito baixa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito no pânico&lt;br /&gt;Eu não acredito no medo&lt;br /&gt;Eu não acredito em profecias&lt;br /&gt;Então não desperdiço nenhuma lágrima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito que a realidade seria&lt;br /&gt;Da maneira que deveria&lt;br /&gt;Mas eu acredito na fantasia&lt;br /&gt;O entendimento do futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito na história&lt;br /&gt;Eu não acredito na verdade&lt;br /&gt;Eu não acredito que é destino&lt;br /&gt;Ou alguém para acusar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito! eu acredito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que você tente, tente&lt;br /&gt;Saber por quê, por quê&lt;br /&gt;Sem brincadeira, sem pecado, pecado&lt;br /&gt;Sem correr, sem ganhar, sem ganhar&lt;br /&gt;Eu acredito!&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Sem anjos, sem garotas, garotas&lt;br /&gt;Sem memórias, sem deuses, deuses&lt;br /&gt;Sem foguetes, sem calor, calor&lt;br /&gt;Sem chocolate, sem doce, doce&lt;br /&gt;Eu acredito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sentimento, sem segredos&lt;br /&gt;O silêncio que você sente&lt;br /&gt;O qual te esconde da realidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro Corra Lola Corra, adoro a atriz principal, adoro a voz dela, e adoro essa música.&lt;br /&gt;Mas só coloquei ela aqui porque, com excessão de uma ou outra passagem, ela traduz um pouco de mim no momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4710455829332507116?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4710455829332507116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4710455829332507116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4710455829332507116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4710455829332507116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2008/01/believe.html' title='Believe'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-2953371040533914064</id><published>2007-12-28T15:31:00.000-02:00</published><updated>2007-12-28T15:42:28.488-02:00</updated><title type='text'>W.O.</title><content type='html'>Aos poucos, eu vou deixando de acreditar nas coisas.&lt;br /&gt;"Acreditar" no sentido de alimentar expectativas de vá dar certo, de que funcione, de que mude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho, ou: tenho achado ultimamente, que não vale a pena preocupar-se, especialmente preocupar-se com outras pessoas. Já li um bom número de textos que falam do outro, de outrem. Nenhum deles me avisou que outrem não costuma reconhecer em mim outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto da condição de não contar com ninguém, e de não poder permitir que ninguém conte mais comigo. Mas tem que ser assim. Senão, quando eu precisar, ninguém vai me ajudar, nem mesmo eu, que vou estar ocupado com os outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-2953371040533914064?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/2953371040533914064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=2953371040533914064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2953371040533914064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/2953371040533914064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/12/wo.html' title='W.O.'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7611795695966987320</id><published>2007-12-27T13:29:00.000-02:00</published><updated>2007-12-27T13:53:01.737-02:00</updated><title type='text'>Infância, de Nathalie Sarraute</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Durante muito tempo você não procurou descobrir o que podia significar esse julgamento.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase acima é a quinta frase da página 161 do livro que estava mais próximo de mim (cujo título é o título deste post).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pode se perguntar: porque a quinta frase da página 161 do livro mais próximo de você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia, com esta deixa, responder: &lt;a href="http://vangeleonel.blogspot.com/"&gt;neste blog&lt;/a&gt;, encontrei esta idéia. As instruções seguem abaixo (devidamente copiadas e coladas, porque eu tenho preguiça):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);&lt;br /&gt;2. Abrir na página 161;&lt;br /&gt;3. Procurar a 5ª frase completa;&lt;br /&gt;4. Postar essa frase em seu blog;&lt;br /&gt;5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;&lt;br /&gt;6. Repassar para outros 5 blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tive dúvidas quanto à definição de "frase" (aquilo que fica entre um ponto final e outro? entre quaisquer vírgulas? aquela história de oração subordinada?), mas fiquei com a definição da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frase"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Acho que é para repassar ativamente adiante essa idéia. Mas eu farei isso passivamente: se gostar, faça essa brincadeira também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7611795695966987320?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7611795695966987320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7611795695966987320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7611795695966987320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7611795695966987320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/12/infncia-de-nathalie-sarraute.html' title='Infância, de Nathalie Sarraute'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-6413875806001771106</id><published>2007-12-26T22:02:00.000-02:00</published><updated>2007-12-26T22:10:10.593-02:00</updated><title type='text'>Saibam</title><content type='html'>"&lt;em&gt;Saiba: todo mundo foi neném&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Einstein, Freud e Platão também&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hitler, Bush e Saddam Hussein&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem tem grana e quem não tem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saiba: todo mundo teve infância&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Maomé já foi criança&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Arquimedes, Buda, Galileu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e também você e eu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saiba: todo mundo teve medo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesmo que seja segredo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nietzsche e Simone de Beauvoir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fernandinho Beira-Mar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saiba: todo mundo vai morrer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Presidente, general ou rei&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anglo-saxão ou muçulmano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todo e qualquer ser humano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saiba: todo mundo teve pai&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem já foi e quem ainda vai&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gandhi, Mike Tyson, Salomé&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saiba: todo mundo teve mãe&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Índios, africanos e alemães&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nero, Che Guevara, Pinochet&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e também eu e você&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esta letra foi retirada do site &lt;a href="http://www.letrasdemusicas.com.br/"&gt;www.letrasdemusicas.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Adoro Adriana Partimpim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-6413875806001771106?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/6413875806001771106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=6413875806001771106&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6413875806001771106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/6413875806001771106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/12/saibam.html' title='Saibam'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-1099867615177629432</id><published>2007-12-25T21:06:00.000-02:00</published><updated>2007-12-25T21:11:21.468-02:00</updated><title type='text'>Filosofia de buteco</title><content type='html'>Para Heráclito, tudo flui: não é possível entrar duas vezes no mesmo rio, pois, da segunda vez, tanto você quanto o rio já terão mudado.&lt;br /&gt;Para Parmênides, não há movimento. Todas as mudanças, as transformações, são enganos dos sentidos humanos. A prova é que, se você atirar uma pedra, ela terá que percorrer 1 metro, mas, antes, percorrer meio metro, e antes disso, 25 centímetros, e antes ainda, 12,5 cm, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou mais com Heráclito. Mas não precisava ser tudo tão rápido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-1099867615177629432?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/1099867615177629432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=1099867615177629432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1099867615177629432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/1099867615177629432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/12/filosofia-de-buteco.html' title='Filosofia de buteco'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-7350054344987013928</id><published>2007-12-09T15:12:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T15:14:06.276-02:00</updated><title type='text'>Poeminha</title><content type='html'>Um dia você me disse&lt;br /&gt;"te amo!", muito gentil.&lt;br /&gt;Mas, que pena: esse dia&lt;br /&gt;era primeiro de abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-7350054344987013928?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/7350054344987013928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=7350054344987013928&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7350054344987013928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/7350054344987013928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/12/poeminha.html' title='Poeminha'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-9112115977481253777</id><published>2007-11-30T19:49:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T20:18:44.847-02:00</updated><title type='text'>Sol na casa 8, lua na casa 5</title><content type='html'>"&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Neste período, que vai de 29/11 (ontem) às 20h50 a 02/12 às 5h24, a passagem do Sol pelo setor das crises pessoais pode significar &lt;strong&gt;um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos tempos&lt;/strong&gt;, Marcelo. O Sol em trânsito pela Casa 8 entra em conflito com a Lua, sugerindo que você até deseja levar as coisas numa boa, com mais relaxamento e tranqüilidade, mas há problemas e pendências a resolver que não podem ser evitadas! O Sol neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos, que jogue luz sobre eles. A Lua na Casa 5 lhe ajuda a ver as coisas com maior bom humor. A reflexão para o período é: &lt;strong&gt;do que eu preciso me libertar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, podemos começar pelo sentimento de preterimento: sabe quando você é aquela pessoa que tanto faz se está lá ou não? Que pode ir se quiser, e ficar se quiser? Deve ser o que uma moeda sente dentro de um copo d'água: a água não vai transbordar com uma moeda ali dentro - a água nem vai sentir a diferença - só vai ficar muito suja. E as pessoas dizem que gostam de você. dou muito valor ao que me dizem, mas preciso ouvir isso por outros canais além dos auditivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, podemos passar ao trabalho: você caminha muitas quadras a pé diariamente porque no local onde você trabalha não tem xerox, você precisa fazer orçamentos dos produtos mais inverossímeis com no mínimo 30 intens por vez em 6 horas, você precisa manter em dia as cópias dos formulários mais utilizados, você precisa fazer a manutenção do computador, você precisa ligar para o RH, você precisa reinstalar o anti-vírus, você precisa cortar as folhas A3 no meio para que virem A4, você precisa prender sua caneta com uma cordinha porque não existem mais canetas onde você trabalha, você precisa tomar todas as precauções possíveis e impossíveis para que as impressões saiam absolutamente perfeitas da primeira vez para não se incomodar e tem que imprimir agora já, porque a sua chefe está saindo em cinco minutos e pediu para você fazer o memorando agora.... e, de vez em quando, o que você ouve é "se fosse em outro lugar, você já teria sido demitido" na frente de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos, finalmente, em casa: as pessoas falam alto demais; assistem toda a grade de programação da Globo e metade do SBT e a apresentação do Pânico mais as duas reprises semanais na TV; ouvem o rádio no último volume (porque falam gritando); não deixam sobrar nada de comida para você no fim do dia; tiram suas roupas do varal, as roupas que você estendeu com todo cuidado e delicadeza para não amassarem, amassam-nas ou deixam-nas dependuradas com um só prendedor; meio-dia, quando você chega em casa com pressa para colocar a roupa na máquina, você abre a máquina com quilos de roupas e descobre que alguém colocou suas roupas para bater e a máquina já terminou de bater faz horas mas a pessoa esperava que o próximo que fosse usar fosse estendê-las, mas você não tem tempo para isso porque a água para a massa já deve ter fervido e ela fica pronta em sete minutos, e você deixa para lá, come em quinze minutos, fuma em cinco, escova os dentes vai no banheiro passa um creme passa um desodorante procura a chave encontra a chave em sete minutos e amanhã tem que lavar as cuecas no chuveiro e secar no ventilador ou atrás da geladeira; sua mãe, que ótimo, está apaixonada, lindo, mas o cara mora lá, e de vez em quando se confunde e usa - que nojo - as suas cuecas porque se confundiu no varal, e como você descobriu isso? porque quando você vai colocar descobre que caberiam dois de você dentro delas, o elástico está perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase esqueço que eu também tenho um corpo: que não emagrece de jeito nenhum, de onde brotam pêlos por todos os lados ("todos os lados" não é força de expressão: surgem pêlos nos lugares mais impossíveis...), cuja cabeça dói constantemente, cujo estõmago está sempre embrulhado, cujos pés dóem todas as noites até que eu durma (e às vezes amanhecem já - ou ainda? - doendo), cujas costas doem (e, quando páram, basta eu me virar de um jeitinho todo especial que sempre acerto para que eu tenha a impressão de que alguém está tentando levar a minha espinha à força), fora outros detalhes realmente sórdidos dos quais não quero falar, só me livrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que eu preciso me libertar?&lt;br /&gt;Eu já não sei, acho que de nada. Tenho a impressão de que não há nada mais de que eu deseje me libertar, além de uma coisa. Eu começo a acreditar em destino, carma, trabalho, olho-ruim, essas coisas.&lt;br /&gt;Eu estou começando, aos poucos, a perder a graça nisso tudo, a perder a graça disso tudo. Sempre achei tudo isso, no fim das contas, interessante ou engraçado. Mas mais e mais eu perco o interesse, e não acho mais engraçado essa coisa toda.&lt;br /&gt;Do que eu preciso me libertar??&lt;br /&gt;De mim, talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-9112115977481253777?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/9112115977481253777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=9112115977481253777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/9112115977481253777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/9112115977481253777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/11/sol-na-casa-8-lua-na-casa-5.html' title='Sol na casa 8, lua na casa 5'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-4784098198218422815</id><published>2007-11-26T08:50:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T08:57:26.458-02:00</updated><title type='text'>Historinha</title><content type='html'>Eu não sei o que pode significar essa história, mas eu achei interessante assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cavaleiro vinha cavalgando e deparou-se com um imenso pântano. Era tão grande que, se ele decidisse contorná-lo, levaria um dia para fazê-lo. Ele viu uma criança ali perto e perguntou a ela se o fundo era firme, e a criança respondeu que sim. Então ele começou a atravessar o pântano, e começou a afundar. Antes de ficar completamente submerso, disse à criança:&lt;br /&gt;- Você falou que o fundo era firme!!! - E a criança respondeu:&lt;br /&gt;- Mas você ainda não chegou ao fundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-4784098198218422815?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/4784098198218422815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=4784098198218422815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4784098198218422815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/4784098198218422815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/11/historinha.html' title='Historinha'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-5784715888061271292</id><published>2007-11-25T17:20:00.001-02:00</published><updated>2007-11-25T17:20:47.089-02:00</updated><title type='text'>alguns livros</title><content type='html'>Anais Nin dizia que sua primeira visão da terra fora através da água; que pertencia à raça de homens e mulheres que olham todas as coisas através desta cortina de mar e que seus olhos eram a cor da água.&lt;br /&gt;Ponto 1:&lt;br /&gt;A maioria dos homens que eu conheço tem uma verdadeira epifania divina quando vê duas mulheres se beijando (duas mulheres bonitas, bem entendido). Eu sempre me pergunto por que processo isso acontece. O que há de mais excitante em um beijo de duas garotas do que em, por exemplo, apenas uma garota? Acho muito bonito ver duas garotas se beijando, mas porque em geral são beijos mais românticos, gestos mais delicados e suaves e sinto muita inveja por saber que nenhuma garota me tratará assim; mulheres heterossexuais (as que eu conheci, pelo menos) querem Homens, aquela coisa máscula e viril, meio tosca que tem um andar desengonçado mas que, em meio a toda essa falta de graça e beleza, lhes oferecem flores, talvez gostem descobrir que em meio a toda aquela rudeza há algo suave e delicado que faz com que se aproximem. Eu sou um pouco mais confuso do que isso, mas não tenho nem a rudeza máscula e viril, nem a delicadeza e suavidade feminina para oferecer a ninguém. Não tenho nada que uma lésbica queira (as lésbicas que o digam), nem que uma heterossexual queira; mesmo uma mulher bissexual, sublinho novamente que é somente entre as que conheço, mesmo uma mulher bissexual quer masculinidade de um homem e feminilidade de uma mulher. Me fodi de qualquer jeito. Mas só o que eu queria dizer é que não acho a coisa mais excitante do mundo ver duas garotas se beijando – acho bonito, mas já vi beijos heterossexuais, ainda que em menor quantidade, tão doces e carinhosos quanto beijos lésbicos. E nem uma visão e nem a outra me excitam a ponto de me deixar no cio (que é a maneira que os caras ficam quando vêem duas garotas).&lt;br /&gt;A maioria dos homens que conheço, dentre os heterossexuais, também abomina levar uma cantada de um homem. Eu abomino, mas se for um cara feio. Fico com pena dos gays bonitos que, porventura, ficam a fim de mim (mas são poucos e não chego a constituir uma calamidade mundial aos pobre corações apaixonados): é só amizade, colega. Mas aceito um bom papo depois de uma cantada mal-sucedida, quando não é o caso de “eu não te quero como amigo”: quer conversar, ótimo, quer trepar, se deu mal, melhor sorte na próxima. Pode ser que apareça um cara que me convença a ficar com ele – mais exatamente: pode ser que apareça um cara com quem eu queira ficar. Mas até o momento, de barba mal-feita basto eu e nem da minha barba mal-feita me arranhando eu gosto (barba mal-feita só tem uma vantagem, que é ser muito boa para coçar a mão, mas qualquer coisa suficientemente áspera que não machuque serve também, o que significa que eu viveria perfeitamente bem sem minha barba crescendo que nem grama numa casa abandonada). Como eu escrevo demais para dizer pouca coisa, resumo: eu só queria dizer que não tenho maiores problemas com gays também; pode me cantar à vontade que eu sei dizer não com toda a educação, e ainda batendo as pestanas. Não pense também que toda hora tem um cara me cantando. Acho que são os mais desesperados.&lt;br /&gt;Escrevi os dois parágrafos anteriores só para dizer que não sou preconceituoso. E só escrevi a frase anterior para contradizê-la e corrigi-la. Eu sou uma pessoa tremendamente preconceituosa. Mas os meus preconceitos são muito singulares.&lt;br /&gt;Nem em meus preconceitos eu me enturmo. Se eu fosse homofóbico, poderia encontrar o meu grupo na TFP, ou virar católico e participar da renovação carismática, ou pentecostal e participar da oração dos 318 na Igreja Universal, ou então virar skinhead e bater em qualquer homossexual que encontrasse na rua. Mas esse tipo de coisas me dão ânsias de vômito demais, eu não seria feliz.&lt;br /&gt;Mas eu dizia que meus preconceitos são muito singulares. Você é lésbica? é gay? pouco me importa! Mas se você quer conhecer o pior de mim, basta me colocar para conviver com homens. Com exceções, claro: tenho um amigo homem de quem gosto muito, tanto quanto gosto de minhas amigas. Fora ele, tenho um vago sentimento de que o restante dos homens são pessoas e é nesse patamar que os respeito.&lt;br /&gt;É um preconceito odioso como outro qualquer, tal qual nazismo ou homofobia. E não faço a menor idéia de como me livrar dele. Quanto mais convivo com homens, com uma única exceção, mais aumenta meu preconceito. Ah, claro, outra exceção: gays são pessoas extremamente interessantes, também. Não sei porque, gosto dos gays em geral. Talvez eu seja, afinal, um gay reprimido, mas aí precisaria admitir que é uma repressão muito bem feita, porque tudo o que eu reprimo acaba escapando por algum outro lado e de maneira incontrolável, e não consigo identificar nenhum válvula de escape para uma possível homossexualidade reprimida minha. E eu já reprimi muitas coisas durante a minha vida para não reconhecer mais uma repressão. Admito que posso estar errado, mas é uma admissão mais por costume do que por achar mesmo que possa estar errado.&lt;br /&gt;Ponto 2:&lt;br /&gt;Todos os livros que me acertaram em cheio, que me tocaram de uma maneira mais significativa, foram escritos por mulheres. Mesmo alguns livros escritos para mulheres (Lado B é muito mais tocante do que A Insustentável Leveza do Ser, por exemplo). Não é que eu entenda as mulheres, e nem que as mulheres me entendam. Nem todas as mulheres que conheço me causam muito efeito. Mas os maiores efeitos que me atingiram foram causados por mulheres. Especialmente livros escritos por mulheres.&lt;br /&gt;A essa altura, preciso explicar o seguinte: a maioria dos livros que li, os achei muito medíocres – tanto livros escritos por homens, quanto livros escritos por mulheres. Em meio a toda a mediocridade, existem livros muito bons, tanto de homens quanto de mulheres. Mas existem livros cujas palavras realmente fizeram diferença na minha vida: desses, a maioria foi escrito por mulheres.&lt;br /&gt;Nietzsche, Foucault, Deleuze, Marion Zimmer Bradley, Lúcia Facco, Colette, J.M. Simmel (um homem), J.K. Rowling, Margarita Pisano, Simone de Beauvoir, Monique Wittig, J. Butler (uma mulher), Cecília Meireles, uma ucraniana naturalizada brasileira muito famosa cujo nome esqueci, Isabel Allende, Safo, acho que não esqueci ninguém. Não vou contar quantos são homens e quantas são mulheres, mas nem precisa.&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;Por algum motivo que eu desconheço, escritoras me compreendem (sem o saber) muito mais do que escritores. Pode ser devido ao meu preconceito contra homens, mas acho que não. E eu disse tudo isso só para dizer do meu espanto com o que li (e escrevi lá em cima) em Anais Nin: como alguém pode me adivinhar assim? De certos livros que leio eu deveria cobrar os direitos autorais: é de mim que estão falando!&lt;br /&gt;Mas também não vou explicar de que maneira isso se refere a mim. Muita intimidade, mesmo para um blog tão sem IBOPE quanto este.&lt;br /&gt;“A minha primeira visão da terra foi através da água. Pertenço à raça de homens e mulheres que olham todas as coisas através desta cortina de mar e os meus olhos são a cor da água.” – É como ela escreveu a frase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-5784715888061271292?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/5784715888061271292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=5784715888061271292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5784715888061271292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/5784715888061271292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/11/alguns-livros.html' title='alguns livros'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3912682038970725717</id><published>2007-11-25T17:19:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T17:20:08.796-02:00</updated><title type='text'>Eu enquanto pessoa ridícula</title><content type='html'>Sempre existem sobre uma pessoa no mínimo duas perspectivas: a da própria pessoa e a dos outros. “Perspectivas” porque, no final das contas, nem uma nem outra têm maior valor, nenhuma das duas é mais verdadeira; “no mínimo”, porque falo de duas perspectivas só para facilitar, pois acho difícil alguém ter sobre si somente uma perspectivas, e todas as outras pessoas dificilmente terão, todas elas, a mesma perspectiva sobre a mesma pessoa. “Perspectiva”, novamente, porque é somente uma opinião, uma posição, concepções relativas, que se tornam “verdadeiras” por serem aceitas como tal (não quero dizer, com isso, que não existem verdades, não defendo um relativismo total, pelo contrário: existem verdades, existem coisas sobre as quais pode-se descobrir verdades, existem opiniões, existem coisas sobre as quais somente pode-se construir opiniões; mas tanto as verdades e as opiniões quanto as coisas que podem ser verdadeiras ou subjetivas, somente são aquilo que se aceita que são; “o sol nasce”, por exemplo, é uma verdade, mas não é que o sol ou o seu nascimento diário “emane” uma verdade, e sim aceita-se que é verdade que o sol nasce, da mesma maneira, achar a Marília Gabriela linda é somente uma opinião, porque aceita-se que beleza é uma questão de gosto – e “gosto” é uma questão muito importante – que varia segundo cada pessoa).&lt;br /&gt;Assim, a opinião, a perspectiva que as pessoas tem sobre alguém é somente uma opinião, assim como a opinião que alguém tem sobre si é, também, somente uma opinião. Em geral é mais saudável uma pessoa levar mais em conta a própria opinião sobre si (até mesmo fazer dela uma verdade, caso isso seja mais efetivo) do que a opinião alheia (“não é possível agradar gregos e troianos” diz o ditado), mas a opinião alheia, de uma maneira ou de outra, em maior ou menor grau, é significativa.&lt;br /&gt;Considerando isso, chegamos a mim – que sou o assunto mais interessante deste blog. Alguém pode não me achar interessante, eu sei, e “alguém”, no caso, é a maioria; mas eu aceito as conseqüências disso, que são registrar o menor número de visitas no maior tempo possível (talvez seja um recorde) continuamente, quando o ideal de um blog, me parece, seria registrar o maior número de visitas no menor tempo possível, continuamente.&lt;br /&gt;Uma visão panorâmica sobre mim: uma pessoa ridícula.&lt;br /&gt;Pelo menos é um panorama rápido. Mas se você não entendeu, eu explico: é só um aspecto meu, que é o aspecto do qual quero falar. Isso quer dizer “não pense que eu me resumo a ser uma pessoa ridícula” – e não quero que você pense, por causa do último entre aspas, que meus outros aspectos sejam menos ridículos, ou mais legais. Só quero dizer que restrinjo o assunto a mim enquanto pessoa ridícula (“mim enquanto pessoa ridícula”, aliás, é uma construção frasal ridícula, digna do assunto do texto – e por isso também é o título desse texto).&lt;br /&gt;Mas eu sou uma pessoa ridícula, veja bem, na opinião alheia. Para mim, sou uma pessoa interessantíssima, com detalhes contraditórios, espaços mal-ajustados, coincidências surpreendentes, méritos inigualáveis, deméritos colossais, etc. Como todas as pessoas, aliás, e é isso que faz com que as pessoas sejam interessantes para mim.&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir adorava mulheres (no sentido mais sexual possível) mas nunca admitiu isso: logo ela que derrubou o grande Castelo do Machismo (que todavia ainda refugia-se muito bem dentro de pequenas e odiosas construções) com um livro, não conseguiu chutar a pedrinha da sua bissexualidade (e, maldade minha, sempre me pergunto se era por realmente gostar de homens que ela amou um tão feio quanto Sartre, ou se ficar com um cara tão feio seria sinal de que o negócio dela mesmo era mulher). Heidegger foi nazista e se apaixonou por uma judia, depois largou o nazismo e a judia. São exemplos de pessoas famosas, mas as pessoas comuns são ainda mais interessantes.&lt;br /&gt;Eu sou, também, uma pessoa comum – portanto, muito interessante. Mas essa é a minha visão. Minhas dúvidas e inseguranças, minhas crenças e descobertas, são ridículas para as outras pessoas. E incríveis para mim. A maneira como penso, como me comporto, são como eu sou, e simplesmente não posso fazer nada, nem pela opinião das outras pessoas, e nem pela minha.&lt;br /&gt;Talvez o meu mal seja pensar assim: se você não gosta de mim, que pena, eu gosto. Isso somente me traz complicações quando a frase é “se você não gosta de mim, que pena, eu gosto de você”. Claro que me traz complicações desde que a maneira como eu sou seja intolerável, desagradável ou incômoda para as outras pessoas de quem eu gosto. Acho que tanto quanto gostar, eu deveria aprender a desgostar das pessoas. É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, mas também é preciso aprender a não gostar delas, quando necessário. Tim Maia se arrependeu de ter exortado as pessoas a seguirem o caminho do bem (embora sejam músicas ótimas). Devia ter dito que seguissem algum caminho, e aprendessem a escolher seus caminhos de acordo com seus próprios critérios.&lt;br /&gt;Desta maneira é que eu aceito que sou uma pessoa ridícula: respeito vossa opinião. Uma das maiores pragas da vida – da qual não sei se quero me livrar, porém – é respeitar (ia dizer “amar” mas não seria sinceridade minha) a liberdade. Não é nenhuma afirmação heróica, e nem o contrário. É, como qualquer posição, apenas uma.&lt;br /&gt;Você pode amar sua liberdade: que bom. Mas isso quer dizer que você ama a si: o que é ótimo. Mas amar sua liberdade não é amar a liberdade. Amar a liberdade é colocar a liberdade acima da sua própria liberdade. Explico-me: eu, tanto quanto você, posso fazer qualquer coisa; qualquer coisa mesmo (meio à la Sociedade Alternativa: “faze o que tu queres pois é tudo na lei”). Se eu prezo mais a minha liberdade do que a liberdade (será que eu deveria escrever “Liberdade”?), eu vou escolher a minha própria, caso ela entre em conflito com a liberdade alheia; se eu prezo mais a liberdade, eu vou prezar tanto a minha quanto a sua.&lt;br /&gt;A minha preferência recai sobre a segunda alternativa. Só não posso dizer que amo a liberdade porque eu não tenho um compromisso assim tão grande com a liberdade alheia. Além de tudo sou irresponsável.&lt;br /&gt;Por causa disto que, quando alguém me toma por uma pessoa ridícula, sei que é uma idiotice desse alguém. Mas não me explico, nem me defendo: pense de mim o que quiser, é um país livre (força de expressão). Eu deixo: deixo as pessoas pensarem o que quiserem de mim. E como a voz do povo é a voz de deus, deus diz “tu és uma pessoa ridícula”. Quem sou eu para querer calar a voz do povo?!?&lt;br /&gt;Disse isso tudo apenas para explicar de que maneira e porquê eu posso me dizer uma pessoa ridícula. Pois só o que eu tinha para postar era isso:&lt;br /&gt;Eu sou mesmo uma pessoa muito ridícula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3912682038970725717?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3912682038970725717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3912682038970725717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3912682038970725717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3912682038970725717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/11/eu-enquanto-pessoa-ridcula.html' title='Eu enquanto pessoa ridícula'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37868229.post-3264632436476063699</id><published>2007-11-05T07:02:00.000-02:00</published><updated>2007-11-05T07:04:53.251-02:00</updated><title type='text'>Dead Like Me e O Uso dos PRazeres</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Comecei a assistir um novo seriado: Dead Like Me (ou A Morte lhe Cai Bem, na tradução – mal-feita, acho eu, que não entendo inglês mas traduziria por “A Morte me Quer”, ou “Morta como Eu”, sei lá).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Uma menina de 18 anos chamada Geórgia morre quando um assento de privada anti-gravidade cai em cima da cabeça dela, por causa da reentrância da MIR na Terra. Ao invés de morrer efetivamente, ela torna-se uma “ceifadora” (na dublagem em espanhol, fica “parcas”, que achei mais legal), mortos-vivos que fazem o mesmo trabalho da Dona Morte no Penadinho: levar as almas das pessoas que morrem. Dois esclarecimentos: eles não são mortos-vivos ao estilo dos filmes de terror, pelo contrário, sua aparência é a de qualquer pessoa comum; segundo, apesar de a abertura do seriado brincar com a imagem da morte vestindo uma  longa túnica preta e com uma enorme foice na mão, os ceifadores vestem-se como pessoas comuns. Aliás, eles só sabem as coisas relativas ao trabalho deles: não sabem o que há depois da morte, não vêem anjos, e nada disso – somente uns bichos feios que são responsáveis por causar os acidentes que matam as pessoas no mundo (que não são “maus”: graças a eles, mantém-se o equilíbrio entre nascimentos-falecimentos na Terra); no mais, precisam trabalhar para sobreviver, mudam periodicamente as feições do rosto (pois podem passar centenas de anos na Terra), vivem uma vida praticamente normal, só precisam buscar as almas na hora e local marcados – dados informados por meio de post-its – e não podem morrer.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Geórgia precisa se acostumar com a idéia de levar as almas das pessoas. Às vezes ela precisa fazer coisas como levar a alma de uma garotinha de seis anos, coisa bastante desagradável. Sem contar que o chefe do grupo de ceifadores não gosta de questionamentos, e nem das insubordinações da garota – uma relação um tanto difícil. Ainda por cima, o emprego dela é uma merda e a chefe uma idiota.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Porém, ela precisa aprender a se relacionar com as pessoas – esse não é bem o mote do seriado, é mais o que me diz respeito. Coisas como bater papo com a chefe chata só porque ela está meio carente, ou descobrir que uma simpatia cínica pode melhorar muito o dia; enfim, conviver com a adversidade do dia a dia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Não que eu pense que o dia a dia compõe-se de adversidades. Existem muitas coisas legais na vida, como sair com amigos, beber com amigos, beber tão-somente, ler, pensar, conhecer pessoas interessantes, etc.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Mas – e agora o assunto sou eu – as coisas são muito imperfeitas. A começar pelo meu corpo: gordo, cheio de pêlos, com um pênis um tanto desagradável dependurado no meio das minhas pernas; não é um corpo horrível, mas não é o que eu desejo ver no espelho. Segue o trabalho: pessoas fanáticas pelo horário, pessoas que têm inveja de praticamente nada (coisas bestas como o salário de 600 reais que você ganha, ou a possibilidade que você tem de tomar o café do intervalo junto com a chefe, bobagens assim), pessoas que levam a sério coisas bestas, pessoas que querem que você leve a sério aquilo que elas levam a sério, é uma lista longa demais. Ainda têm o machismo, a homofobia, os preconceitos em geral que existem no mundo, a cidade de merda onde eu vivo, a casa horrível onde moro (não me sinto à vontade aqui), o fato de nunca ter grana para nada, etc.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Eu sou uma pessoa orgulhosa. Muito orgulhosa. Gosto das coisas perfeitas. Ao contrário dos virginianos, porém, eu não me empenho em levas as coisas à perfeição. Para mim, as coisas no lugar deveriam ser o pré-requisito, e não uma meta. Não se trata de querer tudo pronto. Mas de que eu preciso de uma certa ordem inicial para começar – ordem esta que não existe. Acho que eu preciso “reinventar” esta minha necessidade. Não abandoná-la, mas adotar um certo “virginianismo”, uma certa capacidade de incluir nas minhas ações a organização das coisas, e, também, a capacidade de fazer as coisas em meio à adversidade. Isso significa mais trabalho, mas também significa a possibilidade de conseguir me mover.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Esta parte, por sua vez, tem um pouco a ver com Foucault. E, neste ponto, preciso esclarecer algo. Não me considero especialista em Foucault. Nem mesmo estudante de Foucault. Li algumas coisas, ora por cima, ora com uma dedicação maior (“As Palavras e as Coisas”, por exemplo, li bem por cima e só uns pedaços; “Arqueologia do Saber” estudei mais a fundo, mas só uma vez e para fazer um trabalho; “Técnicas de Si” li para uso pessoal, não trabalhei de maneira filosófica no livro, mas para “consumo interno”).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Como “Técnicas de Si”, li também o primeiro capítulo da “História da Sexualidade – O Uso dos Prazeres” (o primeiro livro mencionado, li em espanhol e a tradução, para mim, é mais interessante: “Tecnologias del Yo”, ou “Tecnologias do Eu”).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Os dois textos, aliás, são muito parecidos. O primeiro capítulo do Uso dos Prazeres trata de como os gregos trabalhavam sua sexualidade. Não quero fazer um resumo nem um trabalho acadêmico do que li, mas só observações pessoais – quer dizer, se você achar esse texto no Google, não recomendo usar no seu trabalho sobre Foucault ou como fonte de estudos para alguma prova (nem todas as pessoas tem bom-senso). Para eles, segundo Foucault e conforme o que eu entendi, os desejos não são objetos de repressão-permissão, como no cristianismo. No cristianismo, você “monitora” seus desejos para confessá-los e reprimir ou permitir determinados desejos. Os gregos também procuram “evitar” certos desejos, pelo menos em determinados momentos, mas não tentam eliminá-los, ou insensibilizar-se a eles, e sim afastar-se daquilo que produz seu desejo (se um grego precisasse fazer um regime, por exemplo, não tentaria deixar de desejar chocolate, e sim evitaria passar no corredor de chocolates do supermercado, desviaria o olhar de chocolates à sua frente, coisas assim). A idéia (só para lembrar: segundo o que eu compreendi do texto) é a seguinte: o que você precisa fazer é trabalhar seus desejos, e não eliminá-los ou permiti-los.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Importa mais aos gregos impor-se sobre eles (os desejos), não deixar-se escravizar por eles, e também não isolar-se deles. Trata-se de uma certa temperança, onde não se deixa o desejo tomar o comando, mas também não se ignora ele, satisfazendo-o sem soltar dele as rédeas. Tal como o cristianismo, os gregos também “monitoram” seus desejos, mas não como quem cuida de vermes abjetos, e sim como quem “pastoreia” algum bichinho fofo – que pode às vezes ser agressivo, chato, incômodo, inconveniente, etc.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 0.95cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Essa coisa foucaultiana toda diz respeito a outras questões pessoais minhas. Mas aplica-se também a esta minha relação com a imperfeição do mundo. Como qualquer pessoa pisciana, “se a realidade não é como eu a sonho, foda-se a realidade” (li algo assim em algum livro de astrologia, e com certeza o termo “foda-se” não foi usado); sem entrar em questão sobre a validade ou não da astrologia (questão sobre a qual tenho uma posição, mas aqui não vem ao caso), esta característica pisciana fecha legal comigo. Quer dizer, eu preciso não me deixar dominar pela minha necessidade de perfeição, simplesmente. Mas é nisso que entra esse lance das técnicas de si: você precisa não suprimir seus desejos, e tampouco liberar geral, e sim “imperar” sobre eles. Li em Simone de Beauvoir (“O Segundo Sexo”, sei lá qual volume, mas acho que o primeiro, bem no começo do livro) que as pessoas todas têm um certo “instinto natural” (isso é mais uma maneira de se expressar do que uma descrição, que fique claro) à dominar o outro, a sujeitar o outro, a imperar sobre o outro. Acho que seria muito mais útil “canalizar” esta força para os desejos. Ou, então, tratar os desejos como animais de estimação. De qualquer forma, são maneiras metafóricas de colocar isso. Mas é uma idéia ótima. Pelo menos para mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37868229-3264632436476063699?l=minhageografia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minhageografia.blogspot.com/feeds/3264632436476063699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37868229&amp;postID=3264632436476063699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3264632436476063699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37868229/posts/default/3264632436476063699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minhageografia.blogspot.com/2007/11/dead-like-me-e-o-uso-dos-prazeres.html' title='Dead Like Me e O Uso dos PRazeres'/><author><name>Free Lancer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16198233394755671082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/-IkaJ3mM4sPk/TVkMNZbIjZI/AAAAAAAAAko/VHjD2rzsV2o/s220/1%2Bperfil-02.2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
